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Uma Jornada para um futuro melhor

Multiverso

Gene Roddenberry tinha uma visão além do seu tempo. Ele via um futuro utópico para a humanidade, algo que nos dias de hoje ainda é difícil de se imaginar; mas ele acreditava nisso. Ele estudou ciência forense, e se tornou piloto militar, tendo participado de 89 missões durante a Segunda Guerra Mundial. Depois da guerra, foi piloto comercial da PanAm e depois, para buscar sua paixão que era escrever, voltou para Los Angeles e seguiu os passos do pai, entrando para o departamento de polícia, onde se tornou relações públicas da polícia na época, escrevendo os discursos do chefe de polícia. Foi quando começou a trabalhar em roteiros para a TV.

Roddenberry escreveu alguns roteiros para séries de TV como Mr. District Attorney, Highway Patrol, West Point e Paladino do Oeste. Em 1963, a primeira série criada por ele estreou, The Liutenent, que mostrava as histórias de um tenente da marinha americana na base de Pendelton. Mas foi em 1966 que Roddenberry criou a série que ficaria até hoje na mente de todos. Jornada nas Estrelas (Star Trek) estreou na TV em 08 de setembro de 1966 e capturou a mente de muitos jovens e adultos. A série teve originalmente três temporadas até ser cancelada pela NBC, mas ao final da terceira temporada ainda tinha episódios suficientes para ser sindicalizada, o que permitia à rede vender a série para passar como reprise em outras emissoras, dando chance a ela de continuar existindo.

Star Trek se tornou um cult, um clássico, adorado por milhões até hoje. E influenciando as pessoas a verem um mundo melhor, a visão de Roddenberry foi algo inovador. Ele colocou Uhura na ponte de comando, em um papel não comum para mulheres e negras na época, que sempre tinham papéis estereotipados. A atriz Nichele Nichols quase desistiu depois da primeira temporada e foi Martin Luther King que a convenceu a continuar porque ela representava uma mudança, mostrava que a luta pelos pelos direitos civis nos anos 1960 estava dando resultado e que ela era um passo para essa mudança.

Roddenberry colocou na ponte de comando um japonês, contra quem ele tinha lutado durante a Segunda Guerra Mundial, e um russo, na época inimigos dos EUA na Guerra Fria, algo que era estranho para a época. Roddenberry quebrou com estereótipos que eram comuns e colocava esses personagens como iguais; sua etnia não interferia em quem eles eram ou como eles seriam vistos ou tratados pelos outros dentro da nave.

Hoje estamos em uma guerra por direitos, para que todos sejam vistos como iguais, que todos tenham os mesmos direitos e deveres, que nós como humanidade sejamos um só.

Roddenberry já via isso nos anos 1960. Era um homem a frente do seu tempo. Hoje, cinquenta anos depois, ainda estamos tentando chegar nesse ponto, chegar nessa humanidade que ele acreditava. Ele revolucionou a ficção científica, inspirou muitos cientistas de hoje, e mostrou para o mundo que nós podemos ser melhores. Mesmo que tenha sido na ficção, sua visão era real para todos aqueles que assistiram e veem este mundo onde nós não devemos nos separar por nossas diferenças, mas nos unir pelo que temos em comum.

Gene Roddenberry trabalhou em Jornada nas Estrelas: A Nova Geração até sua morte em 1991, ainda esperando um mundo melhor. Ele nos levou para uma grande jornada e ainda estamos nela cheios de esperança para que a humanidade chegue neste ponto.

Por um futuro melhor.

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  • https://steamcommunity.com/id/HMeira HugoMeira

    Excelente texto Calos Voltor. Muito legal. Star Trek sem dúvida é um dos pilares que me faz ainda acreditar na humanidade. Apesar de tudo eles mostraram de forma bem estudada e crítica que temos que passar por determinadas fases até alcançar um nível mais avançado. Vida longa e próspera.

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