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Homem-Formiga e a Vespa

Homem-Formiga e a Vespa

Nível Heroico

A hora e a vez da Vespa

(Ant-Man and the Wasp) – Ação. Estados Unidos, 2018. De Peyton Reed. Com Paul Rudd, Evangeline Lilly, Michael Douglas, Michelle Pfeiffer, Laurence Fishburne, Walton Goggins e Hannah John-Kamen. 2h08min. Distribuidora: Walt Disney e Marvel Studios. Classificação: 12 anos.

Com o desfecho devastador de Vingadores: Guerra Infinita, o Universo Cinemático da Marvel passa por um momento de sombras e pesar. Homem-Formiga e a Vespa, contudo, é um bem-vindo alento, uma continuação de momentos leves, sequências engraçadas e uma boa dose de aventura super-heroica.

A história acontece dois anos depois da participação de Scott Lang (Paul Rudd) nos eventos de Capitão América: Guerra Civil. Ao conseguir um acordo judicial para ficar em prisão domiciliar, Scott vive afastado da vida de super-herói. Ele é trazido de volta à ação por Hank Pym (Michael Douglas) e Hope van Dyne (Evangeline Lilly) quando Hank descobre que o tempo de Scott no Reino Quântico é a chave para trazer de volta sua esposa Janet (Michelle Pfeiffer), que ficou subatômica décadas atrás. Em sua busca, o trio se depara com um ex-parceiro de Hank, Bill Foster (Laurence Fishburne), o criminoso Sonny Burch (Walton Goggins) e a assassina chamada Fantasma (Hannah John-Kamen), que possui a habilidade de atravessar qualquer coisa sólida.

Os heróis estão de volta com o mesmo charme divertido de antes, e esse é o maior mérito da continuação. Paul Rudd continua a mostrar que foi uma escolha perfeita para o papel. Scott Lang é um herói em sua essência, do tipo que você respeita e em quem você se inspira. Acima de tudo, é um super pai. Algumas das cenas mais tocantes são dele com a filha ~que também é parceira do Homem-Formiga, não tenha dúvidas. O humor, as bravatas, o coração são marcas de Lang no Universo Marvel, a representação de um herói humano e dotado de uma sensibilidade única. É revigorante vê-lo em ação depois do peso trazido pela batalha dos Vingadores contra Thanos. Mais ainda quando Luis, o melhor amigo de Scott, se junta à diversão. Michael Peña está de volta com sua hiperatividade, suas histórias dubladas mirabolantes e sua ~verdade. Chorei de rir algumas vezes com ele.

Mas claro que o GRANDE DESTAQUE deste filme é a Vespa! O lado super-herói arrasador (ou melhor, super-heroína arrasadora!) fica por conta de Hope van Dyne. Evangeline Lilly finalmente surge em ação vestindo o traje de Vespa e, gente, é espetacular! Ela é poderosa e carismática, e um dos momentos em que isso mais fica evidente é quando Hope diz a Scott que ele não teria sido pego se ela estivesse na batalha dos heróis em Capitão América: Guerra Civil. Ah, se ela estivesse lá! Seria lindo. ~Todo o meu amor para Evangeline Lilly e sua Vespa!

Cabe ressaltar também a antagonista da história, Fantasma. Ela possui fortes razões para fazer o que faz e isso acrescenta emoção ao filme. A Fantasma não faz coisas ruins apenas por ser má ou por objetivos inescrupulosos. Não é apenas preto e branco, bem e mal. Ela tem uma boa motivação e faz sentido como personagem. Além disso, é uma vilã bem maneira!

A vantagem aqui é que seus realizadores, liderados novamente pelo escritor e diretor Peyton Reed, reconhecem o que deu certo no primeiro filme e usam isso a favor da continuação. Enquanto Homem-Formiga seguia a proposta dos filmes da Marvel de usar um gênero como base (no caso, filme de roubo), Homem-Formiga e a Vespa foca mais na aventura rocambolesca (com nuances de filme de gângsteres ao invés de filme de roubo). Há muita ação, humor e doses elevadas de exposições de ficção científica, muito por causa do diminuto Reino Quântico ~que me fez lembrar do filme de 1987, Viagem Insólita. As exposições, contudo, às vezes travam um pouco o ritmo da história, pois lidar com elementos tão alienígenas como o Reino Quântico (e suas implicações na realidade) exige muitas explicações para contextualizá-los no cenário. Essa seria provavelmente uma desvantagem do filme, mas não é algo que atrapalha a emoção.

Homem-Formiga e a Vespa é emocionante e divertido. E isso vale muito para um filme sincero e modesto, que nunca aspirou ser mais do que é. O valor deste super-herói está nesta agradável modéstia. Mas não há simplicidade quando o filme chega à sua cena pós-créditos. Como de costume, fique para ver o que vem depois do filme. Aqui, é algo que você PRECISA VER. São duas cenas pós-créditos: a segunda (e última) é uma piada divertida, que nos lembra da cena pós-créditos do Capitão América falando sobre paciência no final de Homem-Aranha: De Volta ao Lar ~vale pela zoeira, mas você não precisa ficar até o final dos créditos para vê-la se não quiser. Agora, a primeira cena, que vem no meio dos créditos, é muito importante, para o Homem-Formiga e talvez até para os Vingadores. PUTAQUEPARIU!!! Já pode parar, Marvel! Não quero mais brincar com você.

Homem-Formiga e a Vespa Alan Barcelos
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