Cultura Pop

O que ver no cinema 26/01/18. Maze Runner, Artista do Desastre e outras estreias

Os destaques entre as estreias dos filmes no cinema. Aqui você encontra os lançamentos da semana reunidos em uma única postagem. Às vezes, tem séries e telefilmes também. E meus comentários sobre os filmes no quadro Estreias no Cinema da Rádio 94,1 fm. Bons filmes e boa diversão.




O que ver no cinema

Nível Exemplar

Maze Runner: A Cura Mortal

(Maze Runner: The Death Cure) – Terror. Estados Unidos, 2018. De Wes Ball. Com Dylan O’Brien, Kaya Scodelario, Thomas Brodie-Sangster. 2h22min. Distribuidora: Fox Films. Classificação: 12 anos.

Vale a pena? “A Cura Mortal” é um filme que vem de uma época quando a distopia para jovens adultos era uma tendência poderosa. Parece que faz muito tempo, mais foi poucos anos atrás. É o terceiro filme de uma franquia, uma parte que sofreu atrasos por causa do acidente grave de seu protagonista, Dylan O’Brien, durante a filmagem. Se “A Cura Mortal” tivesse saído quando originalmente foi planejado, em fevereiro de 2017, ainda estaria mais dentro do contexto. Agora, um ano depois, soa um pouco deslocado. Isso, contudo, é um benefício. Pois concede ao filme um peso maior de respeito à obra como um todo, que chega à conclusão como outras franquias (como “Divergente”) não conseguiram. Há certa nostalgia em assistir à terceira parte de “Maze Runner”, um sentimento de que, definitivamente, a tendência das distopias para jovens adultos esfriou e está chegando ao fim. “A Cura Mortal” é, provavelmente, o encerramento da tendência. E como tal, é um encerramento bastante digno. Acima de tudo, é um filme sério em seu engajamento com o material de origem, dando aos fãs da franquia uma conclusão satisfatória para a série e aos telespectadores ocasionais quase duas horas e meia de ação empolgante.

No capítulo final da saga “Maze Runner”, Thomas lidera seu grupo de Clareanos em sua missão mais perigosa até então. Para salvar seus amigos, eles devem invadir a lendária Última Cidade, um labirinto controlado pela CRUEL que pode vir a ser o labirinto mais mortal de todos. Qualquer um que o complete vivo, receberá respostas às perguntas que os Clareanos têm feito desde o início de tudo.


O que ver no cinema

Nível Exemplar

Sem Fôlego

(Wonderstruck) – Drama. Estados Unidos, 2017. De Todd Haynes. Com Oakes Fegley, Millicent Simmonds, Julianne Moore, Michelle Williams. 1h56min. Distribuidora: H2O Films. Classificação: Livre.

Vale a pena? Todd Haynes (diretor do belíssimo “Carol”) conduz uma adorável celebração à imaginação e às histórias que nos fazem ser quem somos. Os períodos distintos são marcados por paletas diferentes: a história de Ben se desenrola em cores, Rose em preto e branco, reforçando uma forma narrativa em que as crianças, apesar de separados, estão profundamente conectadas. Os mistérios do filme incluem como e por que eles se conectam e a emoção está em acompanhá-las enquanto desvendem as pistas que vão levá-las ao seu destino. “Sem Fôlego” nos leva por uma viagem expressiva, que aos poucos expande suas ideias e suas imagens, nos envolve com naturalidade, conduzindo seus dois protagonistas ao encontro um do outro e de seus objetivos. É obstinado e emocionante, uma fábula deliciosa de acompanhar.

No ano de 1927, uma jovem com deficiência auditiva foge de casa, em Nova Jersey, rumo a Manhattan, na esperança de encontrar uma parte importante de seu passado. Cinquenta anos depois, um menino igualmente surdo também parte para Nova Iorque em busca de respostas sobre sua família. A vida de Rose (Millicent Simmonds) é típica de uma criança surda de nascença de sua época. Extremamente controlada pelo pai, sua única conexão com o mundo são os recortes que coleciona sobre uma atriz famosa, Liliam Mayhew (Julianne Moore). Quando descobre que Mayhew está em Nova Iorque a trabalho, Rose parte para a cidade, na esperança de encontrar a estrela do cinema mudo. Para Ben (Oakes Fegley), a surdez é uma condição recente, resultado de um estranho acidente ocorrido logo após a morte de sua mãe, Elaine (Michelle Williams). Vasculhando alguns objetos, ele encontra uma pista sobre seu pai desconhecido: um livro com lembranças da cidade de Nova Iorque. Ele embarca em um ônibus, sem o conhecimento de sua tia, e também chega a Manhattan. As duas crianças partem em jornadas que mudarão suas vidas.


O que ver no cinema

Nível Exemplar

Artista do Desastre

(The Disaster Artist) – Biografia. Estados Unidos, 2017. De James Franco. Com James Franco, Dave Franco, Seth Rogen, Ari Graynor, Alison Brie. 1h44min. Distribuidora: Warner Bros. Classificação: 14 anos.

Vale a pena? “The Room” é um desses casos que existem na indústria no cinema de um filme que é tão ruim, tão ruim, que dá a volta e acaba se tornando divertido. “Sharknado” está aí para provar que, de tempos em tempos, o tosco dá certo! “Artista do Desastre” é uma biografia peculiar de James Franco sobre “um dos piores longas já feitos na história do cinema”. E como tal, é uma viagem tragicômica na loucura de um cara definitivamente único. Tommy Wiseau é, até hoje, um mistério bizarro, mas que deu certo dentro de uma perspectiva que poderíamos chamar de “grotesca”. Há um toque essencial de tragédia em “Artista do Desastre”, justamente por se aproveitar da figura estranha de Wiseau. Mas, assim como aconteceu com “The Room” a ponto de torná-lo um filme cult, é o riso que domina tudo. “Artista do Desastre” é engraçado de doer! As repetições intermináveis do infame de Wiseau nas gravações de suas cenas são de chorar. “I did not hit her, it’s not true! It’s bullshit! I did not hit her! I did not! Oh hi, Mark.” Isso somado à legendas documentais cada vez mais inusitados – “Filmagem: dia 58 de 40” –, que apenas reforçam a bizarrice engraçada de todo um filme que ultrapassou do absurdo (e dos milhões de dólares em produção). De onde vem o dinheiro de Wiseau? Quem sabe… e quem se importa? A cereja do bolo vem com os créditos do filme – assista tudo até o final! – e demonstra por que “The Room” se tornou cult. Não tente entender. Apenas aproveite a viagem (alucinada) e se divirta.

A verdadeira história por trás da produção de “The Room”, chamado de “o Cidadão Kane dos filmes ruins”. Desde seu lançamento em 2003, o filme vem cativando o público em circuitos alternativos com sua história desconjuntada, atuações dissonantes e diálogos inexplicáveis. Cada faceta do filme impressiona, assim como a performance de seu criador e protagonista, Tommy Wiseau. Este filme reconta a produção a partir das lembranças de Greg Sestero, amigo de Wiseau e co-estrela relutante do longa.


O que ver no cinema

Nível Heroico

The Post: A Guerra Secreta

(The Post) – Drama. Estados Unidos, 2017. De Steven Spielberg. Com Meryl Streep, Tom Hanks, Alison Brie, Sarah Paulson. 1h56min. Distribuidora: Universal Pictures. Classificação: 12 anos.

Vale a pena? “The Post” é muito mais sobre hoje do que sobre a época que sua história aborda. O suspense jornalístico de Steven Spielberg acontece em 1971, mas seus temas sobre liberdade de imprensa e falar a verdade ressoam na atual era da pós-verdade e das Fake News (a era de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos). Não é preciso muito para ver os paralelos entre o passado e o presente, mas Spielberg não é exagerado ao expô-los. Ele deixa a história, escrita por Josh Singer (“The West Wing”, “Spotlight”) e Liz Hannah, se desenrolar por conta própria e permite que nós tiremos nossas próprias conclusões, usando boas ideias para criar tensão enquanto os fatos se sucedem. Além disso, “The Post” é um entretenimento fascinante e inspirador, que respeita a missão e a emoção do jornalismo, bem como aqueles dedicados ao ofício. O filme conta que as pessoas merecem a verdade e não devem receber ser enganadas, mas também mostra que é mais fácil dizer do que fazer, e é mais difícil quando se trata da imprensa.

Drama segue a improvável parceria entre Katharine Graham (Meryl Streep), do The Washington Post, a primeira editora feminina de um importante jornal norte-americano, e o editor Ben Bradlee (Tom Hanks), enquanto trabalham com o New York Times para expor uma rede de segredos do governo sobre a Guerra do Vietnã que durou três décadas e quatro presidentes dos EUA. Os dois precisam superar suas diferenças à medida que arriscam suas carreiras (e sua própria liberdade) para trazer ao público verdades há muito enterradas.



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