O Contista

Revolução 04. Superpoderes

Revolução

O rosa-amarelado do crepúsculo começava a se misturar às ondulações cinzentas das nuvens de fumaça. Um silêncio estranho tomava conta da área como o prenúncio para uma tempestade. Focos de incêndio queimavam pilhas de lixo e faiscavam entre latões virados e postes derrubados. Alexandra correu, eventualmente abanando as mãos para dispersar a fumaça e melhorar sua visão. Fazia horas que estava presa no cerco da Autocracia, com dificuldade para transitar sem se ser confundida com um alvo da Legião ou do Biomak.

Chegou próximo a uma barricada, virou e passou por baixo de uma marquise, as lâmpadas halógenas de quartzo iniciavam sua saga para iluminar toda a cidade durante a noite. Gigantescos logotipos holográficos começavam a se acender nas fachadas nos topos dos edifícios corporativos. Ela conseguiu ver ao longe o brilho rosa e azul-esverdeado da logo arredondada da Obliquon. Enormes telões cinematográficos de cristal líquido, suspensos por andaimes, eram ligados para exibir filmes com feitos e mensagens do Marechal Tigris para a população, em uma constante persuasão partidária de exaltação ao governo autocrata e suas conquistas. Cartazes publicitários brilhavam fantasmagóricos em totens pelas ruas ou disputando espaço em placas afixadas nas laterais dos prédios, lançando fachos através das névoas escuras. Hologramas da cervejaria NiCerv, dos cigarros saborizados Fellis Lux, dos hotéis-caixões Omnisíris, das mulheres e homens negros da Madame Bal Peól oferecidos para “serviços de escravidão” aos que gostariam de relembrar os tempos abolidos (talvez não tão abolidos) nos Planaltos… dezenas, centenas de propagandas banhavam a cidade em luzes de lasers e neon para aquecer os olhos, alucinar as atividades cerebrais e assombrar os espíritos entorpecidos. Os letreiros brilhantes, por toda parte, esculpiam nas mentes inquietas suas ideias e informações, nos três principais idiomas falados naquela parte do mundo: o autocrático, o planaltino e os ideogramas kuroganis. Não espantava Alexandra que tantas pessoas recorressem frequentemente à drogas alucinógenas na tentativa de suportar o tanto de estímulo visual e psíquico que a cidade lhes obrigava. O coração de Tarsila, o verdadeiro coração, que se escondia durante o dia, despontava quando subia a cortina para uma burlesca escuridão de falsas estrelas.

O cerco restringia o movimento ao ponto das ruas estarem quase desertas, a não ser por um ou outro incauto que se aventurava dentro da área delimitada por barricadas. Outras pessoas se amontoavam próximas às barreiras na tentativa de enxergar o que estava acontecendo, talvez ver algum dos criminosos sendo caçados ou talvez sendo chacinados pelo Biomak. A violência era sempre um espetáculo imperdível na cidade.

Alexandra ouviu tiros distantes rompendo o breve momento de silêncio. Então, gritos e ruídos metálicos. Um cogumelo de chamas e enxofre explodiu entre prédios a poucos metros de distância. O impulso do vento quase a fez perder o equilíbrio; fazendo-a jogar o corpo em uma parede próxima para escorar seu peso. Oculta na penumbra que o início da noite lançava na parede, Alexandra viu um legionário empunhando a arma principal da Legião, o ciberfuzil AKR-94, mirando e atirando em uma pessoa, sangue e gritos jorrando para os lados. Cobriu a boca com as mãos quando sentiu um gemido de susto brotando.

Precisava ficar em silêncio.

Arrastou os pés para trás, devagar, tentando sair dali e voltar por onde tinha vindo. Mas parou quando viu o borrão. Surgiu como um raio e passou ao seu lado, agitando o vento e arremessando-a no chão. Caiu rolando para trás, assustada, se virando bruscamente e se arrastando, procurando ao redor se não havia alguém pronto para lhe dar um tiro na cabeça. Alexandra olhou para o legionário que acabara de matar uma pessoa e viu uma garota ruiva desarmando o ciberfuzil do soldado com uma velocidade absurda, desfazendo a arma peça por peça e largando-as no chão ao lado do homem que ela derrubara com um golpe. Daquela distância, Alexandra não sabia dizer se ele estava morto ou inconsciente. A garota ruiva tinha algo nas duas pernas. Quando finalizou com o ciberfuzil, borrou até o corpo da pessoa morta pelo soldado, pôs os dedos no pescoço para ver se estava morta mesmo, e borrou de novo, em uma velocidade tão grande que a fez desaparecer.

Superpoderes.

A mente de Alexandra funcionou na velocidade da ruiva.

Sua respiração quase parou. Ela nunca tinha visto alguém usando poderes pós-humanos. Conhecia Revos, se interessava por eles e pelo que eles representavam, mas nunca tinha visto um de perto. Demorou alguns minutos para retomar o fôlego e se levantar.

Alguém com superpoderes poderia me ajudar?

A ideia passou pela cabeça dela. Alexandra a achou estúpida. E ainda assim, correu em direção à explosão. Exatamente para onde a garota velocista acabara de correr.

Dobrou uma esquina e entrou em uma viela entre edifícios. Outra explosão a fez parar antes de sair. Encostou as costas na parede e se enfiou embaixo de um holograma que bruxuleava, o sistema de projeção danificado, mas funcionando o suficiente para as luzes ilusórias lhe proporcionarem uma boa camuflagem. Olhou de relance para o local da explosão. Havia um blindado militar tombado na rua, sobre grades retorcidas e um monte de escombros, as chamas se alastrando rapidamente em direção ao veículo. Uma poça de gasolina vazava pela lateral. Um garoto de pele morena apareceu tentando sair por uma porta danificada, as mãos presas por algemas. Ele segurava algo em uma das mãos, em uma luta desajeitada para sair do veículo e proteger o item. Alexandra saiu de dentro do holograma tremulante e correu até o blindado. Não pensou. Apenas fez. Escalou os escombros e o veículo tombado, agarrou-o pelo braço e o puxou para longe. A gasolina incendiou e explodiu atrás deles. Foram arremessados para frente, rolando pelo chão, trançando braços e pernas.

O asfalto esquentou suas costas.

O zumbido que Alexandra ouviu oscilou, aumentou e diminuiu, fazendo sua cabeça doer e seu mundo girar.

Ela quis gritar um palavrão.

Mas apenas se levantou e olhou para o garoto ao lado. Ele estava balbuciando alguma coisa, semiconsciente, e Alexandra se aproximou para ver se estava bem.

— Está comigo… Tyfon, tenho que chegar…

Ela o ouviu dizer.

Quem ou o que é Tyfon?

Os dedos dele estremeceram, deixando cair o frasco que segurava. Alexandra o pegou, o que parecia ser um tubo de ensaio coberto por uma proteção de aço que o impediu de se quebrar ao cair. Havia um líquido vermelho dentro.

O garoto continuava a balbuciar.

Era tão novo, aparentemente da mesma idade que Alexandra.

Um disparo irrompeu a fumaça, estourando ao seu lado no asfalto e assustando-a. Alexandra pulou e chegou para trás, espremendo o frasco com os dedos. Ela se arrastou para perto do garoto e tentou levantá-lo. Então, veio outro tiro, que atingiu seu ombro de raspão, jogando-a para o lado, e outro, que atravessou sua mão e estourou o frasco violentamente. O líquido vermelho espirrou entre os cacos de vidro, caindo no rosto, na pele, nos lábios que tremiam de dor. Alexandra inalou o vapor que saiu da solução em contato com a pólvora. Ouviu vozes e passos que surgiram subitamente por trás dela, e rapidamente, ao seu redor. Soldados da Legião cercaram-na com ciberfuzis apontados para ela e para o garoto caído. No susto, Alexandra se arrastou para perto dele. Em uma confusão de sons e vozes e estímulos visuais, sua visão turvou. As gotas grudaram em sua pele branca, se mesclaram, dissolveram e foram absorvidas sem que ela pudesse controlar ou impedir, fazendo veias e artérias fluírem como rios de lava. Alexandra sentiu algo em si mesma sendo quebrado, remodelado, reescrito. Enxergou linhas de energia amareladas, e então esverdeadas, serpenteando ao seu redor, implorando para serem tocadas. Estendeu a mão em um espasmo, tocando-as, e elas se envolveram em sua mão, em seu braço. Seus dedos tocaram a pele do garoto caído e agitaram as chamas ao redor, que sacudiam e dançavam no veículo blindado que explodira.

Com um silvo, uma lufada de vento girou ao redor dos dois, assobiou e estourou em fagulhas de energia que cristalizaram e expandiram para todos os lados, envolvendo-os e protegendo-os em uma tempestade de chamas que empurrou os soldados para trás. Assustados, eles dispararam; as balas explodiram na barreira e ricochetearam, dispersando e atingindo dois soldados. Um deles gritou com uma bala fincada na coxa. Outro caiu com um tiro ricocheteado no pescoço, a mão apertando o pescoço em uma vã tentativa de conter o jorro seguido de sangramento. Alexandra desejou que a tempestade rodopiante crescesse e ela se expandiu para cima dos soldados, que tentaram novos disparos, outra vez ricocheteados. Dessa vez, não atingiram os atiradores. Pelo menos, não fisicamente. O moral foi abalado. Ela expandiu mais um pouco a tempestade; filetes de sangue escorreram de seus olhos e seu nariz pelos lábios. O gosto ferroso inundou seus sentidos. A tempestade piscou e estourou em labaredas e faíscas. O brilho incandescente percorreu as ruas e subiu aos céus, iluminando a cidade.

Os soldados hesitaram por um instante.

Mas insistiram, ergueram as armas e atiraram.

As balas explodiram na barreira de chamas, faiscaram e se revoltaram contra os soldados. Engolfados pelo fogo, soltaram as armas e gritaram, jogaram-se no chão, rolaram, abanaram o incêndio das fardas brancas. Os que conseguiram apagar, levantaram-se e correram. Um deles sucumbiu às chamas, gritando e se debatendo, o fogo invadindo pelas roupas, rasgando e espumando bolhas na carne, espalhando-se pelo corpo numa velocidade incontrolável. Ele calou-se logo. E a tempestade de fogo se desfez.

Os olhos de Alexandra arderam, e ela começou a enxergar códigos, e ondas de energia que percorriam seu corpo, o corpo do garoto ao seu lado, todas as coisas, dançando, oscilando, vibrando, rastejando em sua pele e se agarrando a ela como uma serpente. Alexandra lutou para se livrar e não conseguiu. Agitou as mãos, arranhou com os dedos, mas as faixas de energia, que de repente brilhavam como metal líquido, retorceram, distorceram e se agarraram à sua carne e aos seus sentidos, apertando, misturando, machucando. Ajoelhada, grunhiu, as costelas doendo, o sangue fervendo, gritou, tremeu, gritou mais forte tentando expulsar o que quer que fosse aquilo.

Os códigos começaram a dissipar.

As energias de cores vibrantes evanesceram.

Uma imagem piscou em sua mente. Era uma garota de longos cabelos negros, que ela não reconheceu. Havia algo de estranho e diferente entre elas. Mas Alexandra se sentia como se fossem iguais. Os lábios se moveram em silêncio. Alexandra não a escutava. A visão tremulou. As faixas de energia serpentearam uma última vez antes de dissipar em fagulhas brilhantes.

— Olhe para si mesma e para os outros… e aceite…

A voz da garota de cabelos negros chegou aos seus ouvidos.

Delicada, doce, imperiosa.

— Aceitar o quê? — Alexandra murmurou.

— O poder da cinese.

Ela viu a garota de cabelos negros sumir da sua visão em um espasmo de dor, e de repente, viu o mundo consumido por uma energia familiar, e incompreensível; uma dor se alastrou pelos seus nervos e se instalou em seu ombro direito, peito e barriga, formando marcas sinuosas de metal orgânico, traços entranhados e mesclados à pele, compondo estranhos mecanismos biológicos em sua carne e seu sangue. Aquela era uma cinese. Alexandra soube naquele momento no que havia se transformado. Era uma deles, daqueles chamados de “pós-humanos”. Ela se tornara uma Revo. E havia algo além disso, em seu íntimo, que não sabia discernir.

Quando o mundo se descortinou novamente ante seus olhos, Alexandra estava diferente. Deslizou os dedos por cima da blusa e tocou as marcas da cinese em sua pele. Continuava ajoelhada, ofegante, respirando com dificuldade pela tensão e pelo medo.

Ouviu um ruído mecânico e estremeceu ao pensar que um Biomak estivesse se aproximando. Ficou de pé, os joelhos latejavam. Pegou o garoto desconhecido e o levou nos braços para longe dali. Ele não era pesado. Alexandra correu com dificuldade, de volta para a viela entre edifícios por onde tinha vindo. Foi em direção ao sobrado de antes, o único lugar naquele inferno que lhe servia como referência de segurança. Ou algo próximo a isso.

O Biomak, contudo, estava em seu encalço.

Era uma arma de perseguição e captura, e não teve dificuldade em alcançá-los. Enquanto corria com dificuldade, carregando o garoto de pele morena em seus braços, o robô surgiu sobre eles detrás de um muro, arrebentando uma cerca de arames, estendendo suas garras para pegá-los. Alexandra dobrou os joelhos tentando manter o equilíbrio, mas isso a desacelerou e ela precisou parar. O Biomak se aproximou rápido e teria alcançado os dois se não fosse a velocista, que surgiu correndo em um encontrão na carcaça titânica do robô. O impacto foi forte o bastante para derrubá-lo. A ruiva parou de corpo encurvado, esfregando o ombro e reclamando da dor.

— Nunca mais eu faço isso.

Por um instante, Alexandra ficou olhando sem reação, o garoto de pele morena desmaiado nos seus braços.

A velocista se aproximou, as pernas envolvidas pelas marcas de sua cinese, de braços estendidos e mãos abertas.

— Me dá ele aqui!

Alexandra hesitou.

— Você tem 20 segundos antes que o Biomak se levante, me dá logo ele!

Ela entregou o garoto nos braços da ruiva.

— Obrigado pela ajuda — disse a velocista ao recebê-lo.

— Preciso de ajuda com uma pessoa ferida, num sobrado próximo daqui — Alexandra se contorceu, apontando para onde precisava seguir.

O Biomak começou a se levantar.

— Endereço, rápido? — perguntou a velocista.

— Rua das Rosas, 52, não… 42… perto do Banco de Tarsila.

— Vou mandar alguém lá, agora CORRE! — ela moveu as pernas e desapareceu em um borrão.

Alexandra correu, o mais rápido que pôde, sem olhar para trás, virou em um esquina e entrou em um beco para tentar despistar. O Biomak não veio atrás dela. Estava mais preocupado com a velocista. Ela era uma Revo. Logo, era prioridade.

E eu, quem era? O que eu era?

Alexandra chegou ao sobrado alguns minutos depois, entrou e fechou a porta atrás dela, ofegante, encarando os olhares de expectativa das pessoas aguardando por um milagre do lado de dentro. Leona estava sentada no canto, acordada, amparada pela mulher de meia-idade de antes. O alívio fez Alexandra relaxar os músculos e ela sentiu todas as dores possíveis no corpo. Foi até a amiga, se ajoelhando ao lado dela.

— Você está bem? — tentava recuperar o fôlego.

— Com dor de cabeça — Leona sorriu um sorriso amarelo.

Alexandra caiu sentada para trás, as mãos apoiando no chão.

— Que susto você me deu — suspirou.

— Você é que me deu um susto saindo daqui nesse caos! — a voz dela se exaltou. — Ficou maluca?

— Eu precisava encontrar ajuda, você estava desmaiada, eu não sabia mais o que fazer.

Leona colocou a mão sobre o ombro da amiga, olhando-a com uma gentileza nos olhos que quase iluminava o interior decrépito daquele sobrado escuro: — Obrigada.

— Alguém virá aqui nos ajudar.

— Você conseguiu ajuda? — um homem se aproximou, de pé perto de Alexandra, que se inclinou e olhou para cima para vê-lo.

— Sim, só precisamos esperar um pouco.

Esperaram por quarenta minutos.

Foram longos quarenta minutos, o sobrado consumido por um sentimento opressor de que, a qualquer momento, um Biomak poderia aparecer e aniquilar todos ali dentro. Alexandra sentia ainda mais o peso, agora detentora de superpoderes manifestados por causa de algum tipo de arma experimental. O líquido vermelho era, certamente, o item roubado dos laboratórios da Autocracia sobre o qual a apresentadora do telejornal estava falando mais cedo.

A batida leve na porta anunciou a chegada da ajuda.

Uma voz masculina surgiu lá fora, dizendo que era médico e tinha sido enviado para ver uma pessoa ferida. Alguém perguntou quem o enviara, ao que ele respondeu: — Uma amiga ruiva. — Abriram a porta depois disso. O médico entrou e foi imediatamente reconhecido por Alexandra.

— Doutor Milano? — ela perguntou, surpresa. Ele trabalhava no posto médico que atendia a população da Sol Poente, onde Leona e ela moravam. O doutor as conhecia.

Ele a cumprimentou, reconhecendo-a por já ter ido algumas vezes ao posto médico junto com o pai. Matias Milano era seu nome. Alexandra o indicou Leona e ele cuidou do ferimento, realizando os primeiros socorros, envolvendo a cabeça com uma atadura e indicando que deveriam procurar o hospital assim que saíssem dali. O doutor, de cabelos grisalhos pela idade por volta dos 60 anos, guiou o grupo para longe da zona de conflito, passando por vielas e becos que levavam até a região do Arco das Musas, um lugar de boemia onde artistas se reuniam longe dos olhares autocratas, que estava com as portas de seus bares e estabelecimentos fechadas por causa do caos. Conseguiram escapar por ali, chegando a uma área fora do cerco de viaturas e barricadas da Legião.

As pessoas se despediram e agradeceram Alexandra pelo que fez, o que a deixou envergonhada, apesar do sentimento de satisfação por ter feito algo de bom. Antes de ir embora, Matias se aproximou dela e lhe entregou um cartão branco.

— Venha a este endereço amanhã, o Escorpião quer falar com você.

Os músculos retesaram ao aceitar o cartão.

— O senhor conhece o Escorpião?

— Muitos o conhecem. Ele nos ajuda e eu o ajudo às vezes, como pode ver — o doutor colocou a mão no ombro de Alexandra. — Eu preferia não vê-la envolvida nisso, mas agora, parece que você não tem escolha, não é mesmo?

Ela assentiu com a cabeça, os lábios trêmulos.

Matias os deixou em segurança antes de voltar pelo caminho e desaparecer nas ruelas. Alexandra demorou um minuto para recuperar os movimentos, quando foi puxada por Leona para irem embora também. Foi o que fizeram. Caminharam até se afastarem o suficiente da zona de conflito, onde pegaram um ônibus de volta para casa. Leona reclamou algo sobre buscarem a moto no dia seguinte.


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