Cinema

A Noiva

Crítica A Noiva

Nível Esforçado

Horror russo com estilo norte-americano

(Nevesta) – Horror. Rússia, 2017. De Svyatoslav Podgayevskiy. Com Victoria Agalakova, Vyacheslav Chepurchenko, Aleksandra Rebenok. 1h33min. Distribuidora: Paris Filmes. Classificação: 14 anos.

Nastya (Victoria Agalakova) é uma jovem mulher que viaja com seu futuro marido para a casa da família dele. Logo após chegar, ela percebe que a visita pode ter sido um erro. Cercada por pessoas estranhas, Nastya passa a ter visões horríveis enquanto a família de Ivan faz os preparativos para uma tradicional cerimônia de casamento eslava. A trama aos poucos se conecta com a história de um fotógrafo que, no passado, seguia a tradição de fazer retratos de familiares falecidos e que perdeu a esposa de maneira trágica.

A Noiva evoca seu horror lentamente, construindo sua atmosfera de maneira eficiente até um final intrigante. É um filme russo de fantasmas, construído dentro de ideias e conceitos comuns à filmes norte-americanos como Invocação do Mal, Sobrenatural ou Ouija. O filme, escrito e dirigido por Svyatoslav Podgayevskiy, é bastante visual, com imagens intensas e de alto contraste, estabelecendo tom e clima de uma forma familiar para quem acompanha os filmes de estúdios bem conhecidos dos EUA, que costumam seguir o mesmo padrão estético para seus filmes de terror, de modo a garantir espectadores dentro de uma “área de conforto”.

Para um filme russo com pretensões internacionais, é um bom plano. Não é à toa que A Noiva estreou nos cinemas brasileiros com uma divulgação razoável por parte da distribuidora. Poucos filmes conseguem isso. Por outro lado, a opção estilística de Podgayevskiy traz consigo uma sensação de falta de ousadia, que inclusive é comum em muitos filmes de terror norte-americano de hoje em dia.

Apesar disso, A Noiva não é ruim. É um filme que desperta interesse principalmente pelo toque eslavo de seus cenários e cultura. Embora não reinvente a roda, faz um bom trabalho. Lentamente, a tensão se acumula e as possibilidades exploradas com o som e a iluminação são usadas para criar momentos assustadores. Isso nos distrai da história óbvia, que pode ser prevista logo no início, porque demais é revelado no prólogo.

Aliás, Podgayevskiy não é estranho ao horror. Ele dirigiu outro terror em 2015, Queen of Spades: The Dark Rite, que também possui bases no cinema de horror norte-americano e fez um sucesso considerável no cinema russo. Com seus filmes, o diretor mostra que sabe colocar sua alma no lugar certo, mesmo que às vezes caia nos pecados da superficialidade e da falta de ousadia. Ele constrói momentos especialmente desagradáveis em A Noiva. E nisso, não se pode negar que Podgayevskiy é particularmente bom.

A Noiva Alan Barcelos



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