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The Villainess

Desde pequena, Sook-hee foi treinada para se tornar uma assassina sanguinária. Quando o chefe da Agência de Inteligência coreana se oferece para recrutá-la como agente secreta, Sook-hee recebe uma segunda chance: “Trabalhe para nós por dez anos e você será livre”. Depois de servir como agente por uma década, ela dá início a uma nova vida, onde tem que lidar com tarefas corriqueiras do dia a dia. Até que dois homens aparecem em sua vida, trazendo à tona segredos de seu passado.

(Ak-Nyeo) – Ação. Coreia do Sul, 2017.

De Jung Byoung-Gil. Com Kim Ok-Vin, Shin Ha-Kyun, Bang Sung-Jun e Kim Seo-Hyung. 2h09min. Distribuidora: Paris Filmes. Classificação: 16 anos.

FESTIVAL DO RIO 2017 – Exibição na Mostra Midnight Movies

Nível Heroico

The Villainess


A vilania de um filme B coreano ALUCINANTE

The Villainess é um filme de ação coreano, com padrões e formatos comuns a um filme de ação coreano, mas que brinca e experimenta o bastante com o gênero para criar sua própria identidade. O resultado é SENSACIONAL!! A abertura de tirar o fôlego já nos coloca em uma sequência frenética a partir do ponto de vista de uma mulher invadindo um covil de criminosos e matando-os com golpes, tiros, facas, tudo que estiver à mão. A câmera a segue como em um jogo de videogame de primeira pessoa, até o momento em que a protagonista é revelada e a câmera muda para terceira pessoa. Essa transição de pontos de vista é excelente! Em alguns momentos deste começo, o filme dá até alguns acenos para Old Boy, o que já nos conta um pouco do que esperar da história.

Sook-hee (Ok-bin Kim), a assassina, é capturada depois disso, e a partir daí a história segue. O filme também tem algo da Nikita de Luc Besson, carregado com o estilo cinematográfico típico da Coreia do Sul. Em termos de ação intensa, impactante, furiosa, o cinema asiático é um dos mais eficientes, e o cinema coreano é um dos mais poderosos nesse sentido. The Villainess não decepciona!

O meio da história, contudo, tem um ritmo mais lento e arrastado, o que atrapalha um pouco a proposta de filme de ação e fúria. Há um drama de família ingênuo, delicado, até bonito em alguns aspectos. É aquele negócio… coreanos (como chineses, japoneses, etc.) adoram um drama, então faz parte. O k-drama, na verdade, vem com um leve toque de cinismo, uma vez que a vida familiar de Sook-hee nunca é exatamente o que parece ou o que ela gostaria que fosse.

The Villainess vai encaixando suas peças para a construção de sua vingança. É quando se assume como uma espécie de filme B de artes marciais, que as coisas ficam realmente ESPETACULARES!! As duas sequências principais, do início e do fim, valem as duas horas de filme! E no meio, junto ao drama, ainda há alguns momentos de ação bem colocados, envolvendo uma perseguição de motos. No todo, o equilíbrio entre filme B de ação e k-drama funciona muito bem. Especialmente quando The Villainess chega ao seu ápice com uma sequência apocalíptica envolvendo um ônibus, um carro dirigido do capô e uma machadinha! Sério, é de surtar! Diversão desenfreada e alucinante! Como só um filme asiático sabe fazer.

The Villainess

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The Villainess

The Villainess

The Villainess Alan Barcelos
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