Cultura Pop

Darren Aronofsky fala sobre suas ideias para o Batman e o Coringa

Darren Aronofsky

Ninguém tem dúvida do nível da representatividade que Batman tem no mundo dos quadrinhos e da cultura pop. O mito do Homem-Morcego é um investimento de retorno quase certo para qualquer mídia, mesmo com projetos que venham a ser considerados no futuro verdadeiros fracassos. Ao saber sobre a ideia de um filme solo do Coringa, o diretor Darren Aronofsky, do filme Mãe!, contou em entrevista para o site First Showing suas ideias para um filme do Batman que gostaria de produzir:

“Quer saber… acho que (minha ideia do Batman) veio 15 anos mais cedo. Porque eu ouvi sobre como estavam falando do filme do Coringa e era exatamente… era a minha ideia! Eu fiquei tipo: vamos filmar no leste de Detroit e no leste de Nova York. Não vamos construir Gotham. O Batmóvel, eu queria que fosse um Lincoln Continental com… dois motores de ônibus, remendados com silver tape. Era o Batman MacGyver de silver tape. E algumas de minhas ideias foram usadas em outros filmes. Como o anel com o ‘BW’, o anel de Bruce Wayne causando uma cicatriz foi ideia nossa e acho que estava no filme do Zack Snyder ou coisa assim. O que, pra mim, está beleza, você escreve estas ideias e elas saem. Estávamos reinventando o conceito e fazendo ter uma pegada mais Taxi Driver. A ideia toda era essa. Mas a galera dos brinquedos diziam: ‘Ah, não pode ser um Lincoln Continental, você tem que fazer um Batmóvel.’”

A ideia de Aronofsky para um filme do Batman era uma versão bem mais solta e realista do conceito do Cruzado Encapuzado. Nela, um jovem Bruce Wayne perderia sua fortuna após a morte de seus pais e teria que procurar um homem chamado Al para começar sua empreitada no combate ao crime. O projeto foi inspirado em Batman: Ano Um de Frank Miller, mas fugia totalmente do conceito da HQ com Bruce Wayne se tornando um “super-herói bem mais de raiz” em vez de um homem usando sua fortuna e recursos para lidar com a guerra contra o crime. Porém, a ideia de um filme do Coringa influenciada por trabalhos como Taxi Driver e ambientada nos anos 1980 está sendo uma espécie de déjà vu para Aronofsky:

“Acho que o trabalho do Chris (Nolan)… ele conseguiu botar a escuridão e a psicologia do personagem e, ainda assim, foi capaz de inserir o lance dos dispositivos e apetrechos, o que eu não estava muito a fim de fazer. Acho que foi isso. Acho que estávamos a frente do nosso tempo. E eu sempre me perguntava por que não podíamos fazer um filme mais pesado de baixo orçamento, como os diversos títulos de quadrinhos, e agora eles finalmente resolveram seguir essa linha. Estão fazendo os spin-offs, o que é ótimo. Estamos num ótimo momento porque estão conseguindo se arriscar mais e não vamos ficar vendo o mesmo filme de super-herói de novo e de novo. Temos coisas como Deadpool, o que salvou de ficarmos vendo a mesma coisa de novo e de novo.”

Apesar da ideia de Aronofsky ser bem interessante para o Batman, fica difícil imaginar se uma repaginada como essa teria uma boa aceitação do grande público. Porém, seria uma pegada bem interessante para uma edição de Contos do Batman, no mínimo! Fica a dica aí para a DC Comics.

Enquanto isso, o trabalho de Aronofsky pode ser conferido nas telonas brasileiras com a chegada de Mãe! na próxima semana no circuito e que nós, do Nível Épico, orgulhosamente teremos o prazer de fazer a pré-estreia.



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