Cultura Pop

O que podemos esperar após a Disney anunciar sua saída da Netflix?

Disney e Netflix

Os fãs e investidores foram pegos de surpresa com a notícia de que a Disney terá seu próprio serviço de streaming, e para isso vai retirar todo seu conteúdo da Netflix. Era inevitável que a maior corporação do mundo no ramo do entretenimento, mais cedo ou mais tarde, entrasse de cabeça no ramo do streaming, que é o que mais cresce e para onde aponta o futuro. Mas o que isso pode realmente significar para o público?

Inicialmente, é bom lembrar que o novo serviço Disney só deverá ser oferecido em 2019, então, até lá, ainda dá tempo de terminar de ver sua série favorita. E as séries da Marvel coproduzidas com a Netflix continuarão lá. Logo, Agentes da Shield e Agente Carter sairão; mas Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage, Punho de Ferro e Os Defensores permanecerão. Tudo o que pertencer à Pixar ou ao próprio selo Disney, assim como os filmes originais do cinema de Star Wars e da Marvel, passarão para o serviço próprio da Disney.

As ações da Netflix tiveram uma queda de 2% após o anúncio, mas no ano como um todo ainda estão em uma alta de 40%. Honestamente, apesar da surpresa, a novidade nem de longe foi uma bomba para a Netflix.

A Disney, sem dúvida, é uma concorrente de peso, e a tendência do streaming é cada vez mais diversificar. Já temos serviços como Hulu e Amazon Prime produzindo bom conteúdo, e os grandes estúdios cada vez mais estarão de olho para se fortalecer. É claro que a Disney vai tentar se valer de suas valiosas propriedades intelectuais, então é bem possível que explore bastante as criações da Pixar, Marvel e Star Wars, o que sem dúvida atrairá a atenção de boa parte do público.

Para os fãs, pagar por tantos serviços pode parecer assustador, mas a verdade é que essa diversificação é saudável. Será difícil assinar todos, mas a tendência é que cada um vá descobrindo qual deles é seu favorito. A grande vantagem é que isso pode romper com a pasteurização e a escala industrial com que as grandes produções vêm se caracterizando nos últimos tempos. O medo de arriscar vai se perdendo na medida em que os serviços precisarão mostrar algo para se diferenciar dos demais.

A TV já vem se mostrando um terreno fértil para os criadores mostrarem algo mais adulto ou mais autoral. Talvez a Disney entre como o grande “blockbuster do streaming”. Mas a Netflix tem ainda uma vantagem em relação às demais, que é justamente o seu conteúdo próprio.

Apesar dos recentes cancelamentos de séries, a verdade é que a marca Netflix ainda é sinônimo de qualidade, e eles parecem não medir esforços para que continue assim. Por isso mesmo, um dia antes do anúncio da saída da Disney, divulgaram a compra dos direitos do Millarworld, que é o universo de história em quadrinhos criados pelo escocês Mark Millar, do qual os exemplos mais famosos são Kick Ass e Kingsman. Desta forma, sinalizam não só que se manterão ligados ao universo dos quadrinhos, como mostram que não estão parados vendo as coisas acontecerem.

A Netflix reinou sozinha por um bom tempo, mas assim que fizesse dinheiro o bastante, iria atrair a atenção das concorrentes. A entrada da Disney neste mercado significa que o streaming deixou de ser tendência e se consolidou como mercado na visão dos grandes executivos. Se isso significar diversidade e a intensificação dos conteúdos de qualidade, será uma grande notícia para todos os fãs.



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