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Transformers: O Último Cavaleiro

Com o desaparecimento de Optimus Prime e com os humanos em guerra declarada contra os Transformers, Cade Yeager, Vivian Wembley e Sir Edmund Burke se juntam a Bumblebee e os Autobots na busca por um artefato dos tempos do Rei Arthur para salvar a Terra de sua destruição iminente.

(Transformers: The Last Knight) – Ação. Estados Unidos, 2017.

De Michael Bay. Com Mark Wahlberg, Anthony Hopkins, Josh Duhamel, Laura Haddock, Santiago Cabrera, Isabela Moner, Jerrod Carmichael, Stanley Tucci, Peter Cullen e Frank Welker. 2h29min. Distribuidora: Paramount Pictures. Classificação: 12 anos.

Nível Heroico

Transformers: O Último Cavaleiro


Transformers Prime na veia!

O fan event que a Paramount Pictures fez em parceria com o Nível Épico deixou as expectativas para a quinta aventura dos seres mecânicos vindos de Cybertron muito boas. Os trailers, idem. Tudo dava a entender que este filme finalmente colocaria a franquia no rumo certo, até que, enfim, Transformers: O Último Cavaleiro chega às telas e… bem.

A história de número 5 dos cybertronianos desperta um mix de sentimentos: começa com um prólogo deveras empolgante mostrando uma sequência de batalha envolvendo o Rei Arthur (Liam Garrigan) e os Cavaleiros da Távola Redonda e termina deixando o espectador com aquela expressão de WTF e a sensação de que acabara de sair de um passeio de montanha russa. Ficou confuso, né? Explico: a ideia de mostrar que os Transformers sempre estiveram presentes na Terra desde os primórdios, realmente, foi uma ótima sacada que desperta a curiosidade e prende nossa atenção para saber em que exato ponto da História da Humanidade os robôs passaram a fazer parte de nosso convívio. Aliás, não só o prólogo em si, mas, do início do filme, até o momento em que Sir Edmund Burton (Anthony Hopkins) dá para Cade Yeager (Mark Wahlberg) e Vivian Wembley (Laura Haddock) as devidas explicações de tudo o que está acontecendo e tudo o que está em jogo, o filme vai bem. É depois disso que o caldo desanda.

A velocidade com que as coisas acontecem a partir da segunda metade do filme e as conclusões um tanto preguiçosas das inúmeras situações que surgem ao longo da história acabam matando qualquer pontinha de “agora vai” que se podia ter em relação ao futuro da franquia. Aliás, se fosse para apontar qual foi o maior erro de Transformers: O Último Cavaleiro seria justamente o excesso de elementos no roteiro. A quantidade de situações e personagens jogados na história é tanta que, não só ofuscou qualquer coisa de ter o devido e merecido desenvolvimento e uma conclusão adequada, como também chega a deixar o espectador perdido em diversos momentos, principalmente, na sequência final e, veja bem, que o que está sendo discutido aqui não é uma profundidade no nível dos filmes cult, mas, um desenvolvimento de história e personagem aceitável para os padrões do bom e velho cinemão pipoca.

Apesar das declarações de Michael Bay dando a entender de que tinha reconhecido as vaciladas dos filmes anteriores e que estaria empenhado em repará-los neste quinto filme, todas as escorregadas cometidas anteriormente continuam muito presentes em Transformers: O Último Cavaleiro. Chega-se até a pensar que tais lambanças não podem nem ser mais consideradas erros, mas sim, sua assinatura, sua marca registrada, como suas sequências de ação em câmera lenta quando a jiripoca está piando com todo o seu empenho. Aliás, para que fazer um filme sobre Transformers se os personagens-título não passam de meros coadjuvantes? Para que tanta atenção voltada para os humanos, quando vários deles chegam a ser totalmente desnecessários em muitos dos casos, principalmente, neste filme? Seria um subterfúgio para se economizar no CGI e manter o filme dentro de um orçamento aceitável? Fica a dúvida.

Vamos falar de coisa boa? E, a coisa boa aqui não se trata daquela câmera digital anunciada nos infomerciais, mas sim, dos pontos positivos do filme que, acredite se quiser, eles existem. Primeiramente, fora… quero dizer, primeiramente, que o plot do filme foi totalmente inspirado no arco da primeira temporada da série animada Transformers: Prime, considerada uma das melhores séries animadas da franquia junto com Beast Wars: Transformers. Aliás, a própria participação dos Decepticons na história foi inspirada na fase atual dos Transformers nos quadrinhos publicados pela IDW, ou seja, o fato de o time de roteiristas não terem ido beber somente na fonte das séries mais antigas e terem buscado inspiração no material mais recente da franquia é outro ponto positivo também. Infelizmente, a execução da ideia ficou aquém do que poderia ter sido. Outro destaque, vale para a Quintessa, cujo visual e alguns traços da personalidade foram inspirados na personagem Botannica da série Beast Machines: Transformers, conforme já falamos aqui, e a inclusão do conceito do Nemesis Prime, que surgiu na série japonesa Transformers: Car Robots, de 2000, cuja versão ocidental lançada no ano seguinte chamou-se Transformers: A Nova Geração (Transformers: Robots In Disguise). Como já foi dito mais acima, boa parte das sequências iniciais até a aparição de Burton são bem legais. Vale lembrar também que a ideia de amarrar este filme aos outros da franquia trazendo de volta o Coronel Lennox (Josh Duhamel), o Agente Simmons (John Turturro), mesmo com uma participação dispensável, e até mesmo uma menção a Sam Witwicky (Shia LaBeouf), foi bacana, o problema todo ficou mesmo na execução e é justamente aí onde a pá de cal foi devidamente jogada. Agora, o que nos resta é aguardar o filme solo do Bumblebee.

A versão dublada foi traduzida por Manolo Rey e gravada nos estúdios da Delart, no Rio de Janeiro, sob a batuta de Philippe Maia, também conhecido por ser a voz de Poe Dameron em Star Wars e do Lanterna Verde Hal Jordan em diversas animações da DC, assim como a voz do gêmeo Autobot Mudflap em Transformers: A Vingança dos Derrotados. O elenco de vozes brasileiras conta com Marco Antonio Costa, Carlos Gesteira, Alexandre Moreno, Miriam Ficher, Philippe Maia, Ana Helena de Freitas, Rodrigo Antas, Jorge Lucas, Guilherme Briggs e José Santacruz.

Transformers: O Último Cavaleiro

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