Você Viu?

Colossal

O que acontece quando uma mulher aparentemente comum, em uma cidade pequena dos Estados Unidos, descobre que tem ligação com um fenômeno estranho e improvável do outro lado do mundo?

(Colossal) – Fantástico. Estados Unidos, 2016.

De Nacho Vigalondo. Com Anne Hathaway, Jason Sudeikis, Dan Stevens e Tim Blake Nelson. 1h49min. Distribuidora: Paris Filmes. Classificação: 12 anos.

Nível Heroico

Colossal


Anne Hathaway e seu monstro gigante

Originalidade. Se fôssemos escolher uma palavra para descrever Colossal, seria essa. Com uma dose de fantasia que encontra a realidade, a narrativa surpreende de forma positiva. Mas também incomoda.

Gloria (Anne Hathaway) é uma mulher desempregada que vive com seu namorado, Tim (Dan Stevens), em Nova York. Ela vive uma rotina de frequentes nights regadas à bebida. E depois de muitos desentendimentos por causa de seu aparente problema com álcool, Gloria e Tim terminam a relação e ele pede que ela vá embora. Sem ter para onde ir, ela volta para sua cidade natal. E é aqui que a história começa para valer.

A cidade onde Glória cresceu é a típica cidade norte-americana de interior. Cidade pequena, poucos habitantes. Para sua surpresa, logo ao retornar, a protagonista encontra Oscar (Jason Sudeikis), um amigo de infância. Ele é dono de um bar local e oferece um emprego de garçonete para Gloria, que mesmo tendo problemas com álcool, aceita a vaga. Porém, Oscar é, na verdade, o “lobo na pele de cordeiro”, que no início parece querer ajudar Gloria, mas depois descobrimos que nada é o que parece.

É nesse ínterim que um monstro – que já havia aparecido anos atrás –, volta a atacar Seul, na Coreia do Sul. Depois, um robô gigante também surge. E essas aparições estão diretamente ligadas a Gloria e Oscar, o que desencadeia uma relação conturbada e violenta entre eles.

Após descobrirem que estão conectados mentalmente aos monstros e aos ataques na metrópole sul-coreana, Oscar começa a mostrar quem é verdadeiramente, revelando-se possessivo por acreditar que pode controlar Gloria. Ela confiava nele, quando na realidade, o sentimento que Oscar nutria era doentio.

Se pensarmos em mensagens que o filme traz, podemos de cara colocar duas na mesa: relacionamento abusivo e como nossas ações sempre trazem alguma reação, mesmo que do outro lado do mundo.

As relações dos personagens se mostram problemáticas desde o início. Um namoro que não tem a parceria que deveria ter. Um amigo obsessivo que logo mostra que não é tão amigo assim. Tudo isso culmina na mudança interior da protagonista, que a partir dos seus defeitos, ao reconhecer seus erros, tem o poder de salvar vidas – do outro lado do mapa.

No dicionário, a palavra “colossal” quer dizer excessivamente grande. O que combina perfeitamente com o filme. Não porque mostra uma pessoa superando seu problema com álcool ou lidando com relações tóxicas; não só porque tem um monstro e um robô gigante surgindo numa grande cidade. É porque a singularidade de Colossal prende o espectador do início ao fim. Com uma protagonista empoderada, a história mostra como enfrentar nossos monstros interiores pode, sim, ser algo bom e capaz de fazer a diferença no mundo. E são histórias como essas que às vezes fazem falta: para mostrar que não somos só o problema, somos também a solução.

Colossal

Colossal

Colossal

Colossal Nycole Reif
Compartilhe este Post

Posts Relacionados



Inscreva-se no Canal

Resenhas Populares

Rogue One: Uma História de Star Wars

Rogue One: Uma História de Star Wars

It: A Coisa

It: A Coisa

Planeta dos Macacos: A Guerra

Planeta dos Macacos: A Guerra

Animais Fantásticos e Onde Habitam

Animais Fantásticos e Onde Habitam

Raw

Raw

Siga no Bloglovin’

Follow

Vem Com a Gente

Curta e Compartilhe

Aperte o Play

Nível Épico em Imagens