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Wonder Woman: The True Amazon

A princesa Diana de Themyscira é uma criança mimada que, aos poucos, vai descobrindo todo o seu potencial. Mas é só depois de conhecer Alethea, que não liga para títulos, é que a princesa começa a amadurecer de verdade.

(Wonder Woman: The True Amazon) – Ação. Estados Unidos, 2016.

De Jill Thompson. Com Mulher-Maravilha, Rainha Hipólita, Alethea. DC Comics. 128 páginas.

Nível Heroico

Wonder Woman: The True Amazon


O amadurecer de uma super-heroína

São cada vez mais comuns histórias explorando o passado de nossos personagens favoritos, jogando uma nova luz que nos leva a entender porque eles são como são. Contudo, em Wonder Woman: The True Amazon, Jill Thompson vai além e cria uma nova origem para a Mulher-Maravilha, o que lhe valeu uma indicação ao prêmio Eisner de melhor Álbum Gráfico Novo.

Por isso, ao ler essa obra, é preciso ter em mente que se trata de uma nova personagem. Já começa pela própria origem da personagem, que envolve não só Zeus, mas todo o panteão grego, com uma boa pegada de mitologia e lirismo como ainda não havia sido explorado até hoje. Depois, acompanhamos a infância de Diana como uma criança mimada e uma adolescente extremamente autoconfiante, até seu posterior amadurecimento.

Em alguns momentos, é realmente difícil reconhecer a Mulher-Maravilha que tanto gostamos na personagem retratada por Thompson. No lugar de ideias nobres e inspiradores, Diana aqui é uma pessoa egoísta, que acha que o mundo todo gira em torno de si. Isso às vezes torna difícil criar empatia pela protagonista. Mesmo assim, nas cenas de ação, a vemos explorada em todo seu potencial, lutando com diversas criaturas mitológicas.

Tudo muda quando Diana conhece Alethea, a única amazona que parece não querer lhe bajular. Do conflito inicial surge uma relação bem interessante, com a princesa se esforçando para se tornar alguém melhor. Infelizmente, Alethea não é tão desenvolvida na trama, servindo mais como motivação para a personagem da Mulher-Maravilha. Da mesma forma, a relação de Diana com Hipólita também não é bem explorada como em outras HQs de origem.

Infelizmente, nem tudo sai como planejado, mas falar mais seria dar spoilers. O que podemos dizer é que, voltando aos gregos, é na tragédia que as personagens ganham sua força. Erros são cometidos e isso faz as personagens evoluírem. Aqui, há outra mudança em relação as tradicionais histórias de origem, uma vez que o motivo de Diana sair da ilha de Themyscira não é o mesmo das outras histórias.

Cabe ainda ressaltar que a HQ é dirigida ao público infanto-juvenil e, nesse sentido, ela é ousada, explorando temas como o amor entre duas mulheres de forma a princípio sutil. O final é bem impactante.

A arte de Jill Thompson é bela e vibrante, lembrando mais um livro ilustrado do que uma HQ de super-heróis tradicional. A capa é uma das mais bonitas já feitas para a personagem. No final do livro, são apresentados como extras um pouco do processo de criação da artista.

Sem dúvidas, trata-se de uma das mais originais e autorais origens da Mulher-Maravilha. Tanto que, de vez em quando, o leitor vai se pegar estranhando a personagem. No entanto, como história única funciona muito bem. E o final é de deixar os leitores de coração apertado, mas com a sensação de que Diana evoluiu e finalmente se tornou uma super-heroína, não por seus superpoderes, mas por ter aprendido com seus erros e buscado a superação.

Wonder Woman: The True Amazon

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Wonder Woman: The True Amazon Rafael Monteiro
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