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Mulher-Maravilha: Sangue

Zola, uma humana comum, descobre-se grávida de Zeus. Perseguida por Hera, que pretende matar todos os filhos de Zeus fora do casamento, Zola é enviada por Hermes para que seja protegida pela maior guerreira de Themyscira: a Mulher-Maravilha. Ao mesmo tempo, Zeus está sumido, e é preciso encontrar alguém que ocupe seu lugar.

(Wonder Woman: Blood) – Ação. Estados Unidos, 2011.

De Brian Azzarello e Cliff Chiang. Com Mulher-Maravilha, Rainha Hipólita, Zola, Hermes, Hera, Apolo, Ares. Editora Panini. 164 páginas.

Nível Heroico

Mulher-Maravilha: Sangue


Ação e mitologia grega para um novo público

As melhores histórias da Mulher-Maravilha são as que envolvem de alguma forma a mitologia grega. Aproveitando a orientação da fase dos Novos 52 da DC, lançada em 2011, Brian Azzarello e Cliff Chiang resolveram ir fundo nas referências mitológicas para apresentar a super-heroína para um novo público sem ter que recontar a origem da personagem.

Neste primeiro volume, servem como vilões e coadjuvantes os deuses do panteão grego, aqui apresentados numa forma bem mais próxima do fantástico do que o usual. Normalmente, as releituras deles costumam mostrá-los como humanos em perfeita forma física, mas os autores fazem questão de retratá-los com formas inumanas, em figuras parecidas com animais antropomorfos em maior ou menor grau. Além disso, figuras como a dos centauros são bem assustadoras e selvagens, e o Poseidon é mostrado em uma figura no mínimo inusitada.

Além disso, é recuperada também a impetuosidade tão marcantes dos deuses da mitologia grega. Os defeitos e virtudes humanas estão lá, e figuras como Hermes e Hera estão bem dentro das características das antigas lendas. Apolo e Ares aparecem pouco, mas o suficiente para nos deixar intrigados com quais seriam seus verdadeiros objetivos.

Nos Novos 52, as histórias começavam num ponto em que já haviam se passado 5 anos da aparição dos heróis. Portanto, a Mulher-Maravilha é retratada já como guerreira experiente, com cenas de ação muito bem resolvidas. Ainda assim, a trama volta a explorar um pouco a origem de Diana, e sua relação conflituosa com a mãe. Um segredo é revelado e é ele que servirá como motivação para a salvação de Zola e seu bebê.

Azzarello vai nos apresentando as peças da grande trama que planejou, e consegue desenvolver os personagens, com boas caracterizações. A arte de Chiang funciona muito bem tanto na criatividade para retratar os deuses quanto nas cenas de ação. Só faltou à dupla um pouco mais de ritmo, pois em alguns momentos fica tudo corrido demais para avançar a história.

Mulher-Maravilha: Sangue foi um dos melhores títulos dos Novos 52, e mesmo com o fim desta fase, seguirá como uma obra marcante da personagem. Misturando cenas de ação com uma boa interpretação da mitologia grega, é um bom ponto de partida para quem quer conhecer melhor a guerreira que saiu de Themyscira para viver no mundo dos homens.

Mulher-Maravilha: Sangue

Mulher-Maravilha: Sangue

Mulher-Maravilha: Sangue

Mulher-Maravilha: Sangue Rafael Monteiro
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