Trocando Ideias

Minhas expectativas para Transformers: O Último Cavaleiro

O que esperar de Transformers: O Último Cavaleiro

A data de estreia de Transformers: O Último Cavaleiro se aproxima e, assim como todo fã, minhas expectativas e a ansiedade com a chegada desta quinta aventura dos cybertronianos só aumenta, por maior que seja meu ceticismo em relação à franquia cinematográfica que narra a batalha entre Autobots e Decepticons. Eu sei, esta frase soa um tanto controversa, porém, os filmes live-action dos Transformers dividem sentimentos, principalmente de fãs antigos como eu, que “consomem” este universo desde que a série animada era exibida nas manhãs de domingo, próxima ao horário do almoço, na TV Globo. Para mim, é um misto de ansiedade e receio dos rumos que a franquia pode seguir a partir desta quinta aventura.

Confesso que após assistir os 20 minutos de cena no Transformers Fan Event, que realizamos em parceria com a Paramount Pictures e com a Hasbro, fez despertar um pontinho de esperança. Isto porque, primeiro, no mesmo Fan Event realizado nos Estados Unidos, Michael Bay pediu desculpas aos fãs pelos filmes anteriores, o que dá a entender que o diretor realmente quer fazer com que a franquia não se perca e tenha fôlego para outros filmes que virão (até o momento, temos um spin-off confirmado com o Autobot Bumblebee, e mais dois outros filmes ainda sem roteiro definido). Neste filme, em especial, Bay disse que trabalhou por um mês com 14 roteiristas que vieram com 14 ideias para a mitologia que, por sua vez, algumas delas foram aproveitadas no roteiro deste filme que está por vir. Michael Bay, ao menos, transparece que, no mínimo, quer deixar o terreno todo preparado para que o próximo diretor que assumir as próximas aventuras na telona façam desta franquia um trabalho que atraia fãs novos e, ao mesmo tempo, faça com que os fãs antigos sintam que a transposição de seus heróis de infância para o cinema faça jus à franquia.

Por outro lado, o fator preocupante nisso tudo é justamente o que temos até o momento: os quatro filmes anteriores. Por maior que seja nossa boa vontade em abraçar o material produzido até o momento, seria forçar uma tremenda barra considerá-lo algo canônico, até porque, desde os primórdios, a franquia sempre teve este tipo de tratamento “nas coxas”, pois o objetivo final era e ainda é um só: vender brinquedos. O resultado disso são os roteiros e continuidade sem pé nem cabeça da série animada clássica e a constante troca de protagonistas nos quadrinhos da Marvel para poder acompanhar os lançamentos nas lojas. Apenas em Beast Wars: Transformers é que tentou-se consertar isso estabelecendo uma mitologia e com roteiros mais adultos, porém, tudo isto foi por terra na série que serviu de continuação: Beast Machines: Transformers, que, ao tentar seguir o discurso de um mundo sustentável, acabou desvirtuando todo o conceito original dos Transformers (mas isto já é um assunto para outra coluna). A partir daí, com o lançamento da série Transformers: A Nova Geração (Transformers: Robots in Disguise) em 2001, todo ano se lançava uma série nova que funcionava praticamente como um reboot para franquia resultando no lançamento de uma linha de brinquedos totalmente nova a cada série. A preocupação em estabelecer uma continuidade e roteiros mais elaborados só voltou a aparecer com o lançamento da série animada Transformers: Prime em 2011.

Voltando ao universo dos filmes, o fator que joga muito contra e daí o resultado de uma certa apreensão de minha parte é justamente a falta de planejamento para a franquia. O primeiro filme, lançado em 2007, funciona muito bem como “filme de entrada” para uma mitologia que nascia nos cinemas. Entretanto, influenciado pela greve dos roteiristas em 2009, Transformers: A Vingança dos Derrotados acabou deixando a história confusa demais e com elementos em demasia para se dar um norte do caminho a se seguir. Tentou-se estabelecer um caminho no terceiro filme, Transformers: O Lado Oculto da Lua, com menos elementos e uma história mais concisa (inspirada até por dois episódios da série clássica), porém, ainda não foi o suficiente para dar a sensação de “agora vai” da franquia. Por fim, temos Transformers: A Era da Extinção cuja proposta era se iniciar um novo arco de história que se segue em Transformers: O Último Cavaleiro.

Vejo Transformers: A Era de Extinção com uma certa reserva justamente por considerá-lo um “filme de entrada” para um novo arco, apesar de que estou ciente de que ainda carrega consigo uns “ranços” dos filmes anteriores. Porém, apesar dos pesares, Transformers: O Último Cavaleiro tem um fator muito interessante e que nutre outra pontinha de esperança em mim: a inserção de personagens do arco anterior nessa história como os já confirmados Major Lennox (Josh Duhamel) e o Agente Simmons (John Turturro). Ou seja, fica evidente que está se tentando fazer o que foi feito na franquia Velozes e Furiosos, mais especialmente no quinto filme da saga, e mais recentemente em Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar: amarrar todas as histórias numa coisa só e tentar evoluir daí. E é com este sentimento de esperança que vou entrar na sala de cinema para ver Transformers: O Último Cavaleiro e espero sair da sessão com este mesmo sentimento e um baita de um sorriso no rosto. Que venha logo julho!



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