Cultura

A Bela e a Fera – Um Conto tão Antigo Quanto o Tempo

A Bela e a Fera

Quando anunciaram lá em meados de 2015 que a Disney iria produzir um remake em live-action de A Bela e a Fera, muitos ficaram empolgados. Quando confirmaram um elenco cheio de atores super queridinhos, então… Afinal, quem nunca ouviu pelo menos uma vez falar sobre a Bela que se apaixona pela Fera?

Apesar de ter sido escrito originalmente por Gabrielle-Suzanne Barbot, a Dama de Villeneuve, em 1740, A Bela e a Fera ficou mais conhecida com a versão de Jeanne-Marie LePrince de Beaumont, de 1756. Tendo sido adaptada diversas vezes para filmes – sendo as mais recentes de a 2011 com Vanessa Hudgens, Alex Pettyfer e Mary-Kate Olsen, que se propõe a fazer uma leitura contemporânea do conto, e a versão francesa de 2014, com Léa Seydoyx e Vicent Cassel –, peças teatrais (aka Broadway) e até mesmo para TV, a história se tornou inesquecível com a animação feita pela Disney, em 1991, que foi a primeira animação a concorrer ao Oscar de Melhor Filme. O longa animado levou duas estatuetas: a de Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Canção Original.

O live-action é extremamente fiel à animação, só algumas coisas foram acrescentadas, como canções e explicações importantes sobre o porquê de o príncipe ter se tornado “feio” por dentro e a ausência da mãe de Bela na história. A mensagem final do filme continua a mesma: a beleza interior. <3

Mesmo se passando na França de um século passado, A Bela e a Fera se mostra muito atual. É algo que observamos nas produções da Disney, sempre existe algo que discuta com a sociedade que vivemos de uma forma sutil e lúdica. Bela não é a mulher que quer ser dona de casa, criar os filhos e cuidar do marido. Ela tem sede de conhecer mais do que vive. E por ser fora dos padrões que são esperados dentro de onde vive, ela se torna solitária, mesmo tendo sempre a companhia de seu inseparável pai.

Com direção de Bill Condon, de Crepúsculo, e um elenco de peso, a nova versão traz nomes como Emma Watson – que foi escolhida perfeitamente para o papel de Bela –, Dan Stevens como a Fera, Emma Thompson como Madame Samovar, Ewan McGregor vivendo Lumière, Ian McKellen como Horloge, Luke Evans, que ficou IGUAL ao Gaston, Josh Gad como LeFou (e a ainda incompreensível polêmica de um personagem gay numa história infantil clássica), entre tantos outros, o filme é lindo! Não é à toa que #SejaNossoConvidado foi a hashtag de promoção. Quem assiste volta à infância. Não tem como não se arrepiar em diversos momentos do longa. Ok, como é meu filme preferido da Disney e a Bela é minha princesa favorita, fica meio difícil pontuar algo negativo nessa obra maravilhosa que faz a gente chorar de emoção. Os figurinos, as canções, os efeitos especiais, a fotografia… nada a reclamar, só a agradecer por esse presente lindo que a Disney nos deu!

E há ideias de produzir mais live-actions de outros sucessos como Dumbo, Mulan… Essa onda que começou com Alice no País das Maravilhas, passando por Malévola e Cinderela (outra coisa linda também!) é uma forma de aproximar quem cresceu com essas histórias e uma nova geração. Mas se resolverem produzir um novo Aladdin, escalem o Dev Patel! Por favor, Disney, nunca te pedi nada, rs.

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  • Patricia martinez

    Adorei o filme!!! Lindo de morrer! Agora, realmente Dev Patel de Aladdin seria demais!!!! rsrsrsrs

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