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John Wick: Um Novo Dia Para Matar

John Wick: Um Novo Dia Para Matar

Nível Épico

O homem. A lenda. O Bicho-Papão

(John Wick: Chapter 2) – Ação. Estados Unidos, 2017. De Chad Stahelski. Com Keanu Reeves, John Leguizamo, Lance Reddick, Bridget Moynahan, Ian McShane, Laurence Fishburne, Ruby Rose, Common, Peter Stormare e Riccardo Scamarcio. 2h02min. Distribuidora: Paris Filmes. Classificação: 16 anos.

Chad Stahelski e David Leitch criaram algo incrível com o primeiro John Wick. Mais do que isso, criaram um personagem SENSACIONAL. Muitos se perguntavam se Stahelski, agora sozinho na direção, traria o icônico matador de volta sem perder toda o universo construído ao redor dele. A resposta é que ele conseguiu. Da melhor maneira possível. Após nos apresentar John Wick no primeiro filme, Um Novo Dia Para Matar nos leva para passear pelo fantástico universo dos assassinos que atuam às margens da sociedade. Ele expande o universo e nos mostra por que John Wick se tornou uma lenda entre os assassinos. Se antes ouvíamos bastante falar de seus feitos, agora temos a oportunidade de conhecê-lo um pouco mais e saber por que ele é tão temido e respeitado.

A reintrodução de personagens e a reunião com novos jogadores é uma parte importante deste universo. Keanu Reeves, mais uma vez, mostra que sabe escolher seus papéis e construir personagens marcantes. Ele oferece outro desempenho surpreendente. Ele nasceu para ser John Wick. Não há dúvidas disso. Entre os rostos familiares, é ótimo ver o retorno do Winston de Ian McShane, gerente do New York Continental; o Charon de Lance Riddick, concierge do hotel; e o Aurelio de John Leguizamo, o cara do carro favorito de John. Mas em muitos casos é o sangue novo que faz o coração pulsar.

Ruby Rose, interpretando a assassina muda Ares, é excelente como uma das principais e mais significativas ameaças a John. Common é impressionante como Cassian, que tem suas próprias razões muito pessoais para querer matar John Wick, e ele próprio poderia ter seu próprio conto de vingança. Há ainda a participação do Django em pessoa, Franco Nero, como o gerente do Rome Continental, e o grande Lawrence Fishburne como o líder de uma rede de espiões sem-teto em Nova York. O reencontro de Keanu Reeves e Lawrence Fishburne, depois de anos, é tão sensacional quanto parece. Apenas a conversa inicial dos dois já vale O FILME INTEIRO!

A ação continua vertiginosa, com um incrível trabalho de coreografia e combate com armas de fogo, fruto dos anos de experiência de Stahelski como dublê. Ele encontra ângulos impressionantemente dinâmicos para capturar os golpes mais difíceis e usa cor e sombra com liberdade criativa para fazer sequências de cair o queixo de toda a cultura cinematográfica. Pra isso, ele conta com os melhores dublês no ramo, e com um dos maiores astros de ação de todos os tempos, Keanu Reeves. Com essa soma de fatores espetaculares e bem conduzidos, todas as explosões e golpes tornam-se brutalmente reais e são muito mais emocionantes.

John Wick: Um Novo Dia Para Matar é inteligente e cuidadoso ao pegar os fios deixados sutilmente soltos do primeiro filme e amarrá-los em uma narrativa inteiramente nova, completamente incrível. A começar pela busca de Wick por seu carro roubado no filme anterior. Apenas por esse início, já somos arrebatados. Sério! O cara luta contra pessoas. E contra carros! Não há como ser mais foda do que isso. Quer dizer… na verdade, há. Ele é foda o tempo todo. Do aspecto robusto e preciso até as frases curtas que fariam os heróis de ação dos anos 1990 estremecerem. John Wick está de volta. O homem. A lenda. Pode esperar que a saga de matança dele ainda não acabou. Pela forma como termina, o terceiro filme promete ser um banho de sangue homérico. Ninguém pode parar o Bicho-Papão.

John Wick: Um Novo Dia Para Matar Alan Barcelos
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  • Morales

    Análise foda para um filme foda!