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A Cura

Um jovem e ambicioso executivo é enviado para resgatar o CEO de sua empresa em um idílico e misterioso “centro de bem-estar” nos Alpes Suíços. Ele logo suspeita que os tratamentos milagrosos do centro não são o que parecem. Quando começa a desvendar os segredos aterrorizantes do lugar, sua sanidade é testada quando ele é diagnosticado com a mesma estranha doença que mantém todos os clientes no local em busca de uma cura.

(A Cure for Wellness) – Suspense. Estados Unidos, 2016.

De Gore Verbinski. Com Dane DeHaan, Jason Isaacs, Adrian Schiller e Mia Goth. 2h26min. Distribuidora: Fox Films. Classificação: 16 anos.

Nível Exemplar

A Cura


Resenha – O horror do bem-estar

A Cura tem uma estranheza clássica que Gore Verbinski sabe explorar nas telas, como o fez anteriormente em O Chamado e Piratas do Caribe. O certo sobre o diretor é que ele é um excêntrico incorrigível, tentando manter viva a chama de um tipo de cinema não muito comum na Hollywood de hoje em dia. É louvável que Verbinski tenha conseguido persuadir um grande estúdio a financiar um épico de horror nas paisagens soturnas da Europa.

Dane DeHaan, com seus olhos cansados e ar de estranho desconforto, veste um anti-herói ideal: um jovem cínico, perturbado, viciado em trabalho e nicotina, chamado Lockhart. Ele é enviado a um spa sinistro em um dos lugares mais belas da Europa, os Alpes Suíços, e nos leva com ele em uma viagem assustadora até os porões onde se escondem o que há de pior na alma humana. O objetivo primordial é, supostamente, combater os males do materialismo e da ganância. Lockhart é a representação maior de todo esse sentimento.

O maior problema do filme é que Verbinski não consegue esconder sua própria ambição e empolgação. O que é até curioso considerando o tema. Ele tem reflexos claros de O Chamado, para o bem e para o mal. A Cura, provavelmente, se beneficiaria se tivesse pelo menos 30 minutos a menos de duração. O filme é muito longo, com idas e voltas constantes e, em alguns momentos, desnecessárias. Verbinski adora viradas e reviravoltas, e as usa bastante, mas no caso de A Cura, é exagerado e isso afeta o resultado final. A vantagem é a história, bem contada e encadeada, mesmo com as várias viradas do roteiro e do personagem principal.

Até certo ponto, devo dizer, as voltas e voltas da trama têm seu charme. Verbinski revolve as entranhas de seu cenário – o castelo de Hohenzollern na Alemanha – como um garoto em uma loja de brinquedos mal-assombrada. É um mundo de corredores misteriosos e salas secretas, de atmosfera instigante, onde jarras de água repousam modorrentas pelos cantos repletos de dispositivos médicos enferrujados e velhos. Rangidos intermináveis açoitam os nervos. Médicos, enfermeiros e pacientes transitam apáticos. Criaturas bizarras espreitam na escuridão dos corpos d’água.

A Cura é um filme para se perder, não apenas sentar e olhar, torcer os polegares, esperando impacientemente para que venham as grandes revelações e algumas insanidades macabras. O melhor do filme é o aspecto de conto de horror das antigas, daqueles em que somos lançados em montanhas de loucura, algo que lembra A Ilha do Medo e, na verdade, outra história em uma ilha: A Ilha do Dr. Moreau. Verbinski nos leva por um jogo intrigante de quebra-cabeças e labirintos macabros, sem esquecer dos clássicos fetiches e planos detalhe que o diretor adora usar em suas obras.

A Cura

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A Cura Alan Barcelos
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