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Moana

A história conta que, três mil anos atrás, os maiores velejadores do mundo viajaram em todo o vasto Pacífico, descobrindo as muitas ilhas da Oceania. Então, por um milênio, as viagens pararam, e ninguém sabe por quê. Moana é uma garota com espírito aventureiro que deseja ser uma grande velejadora e encontra o outrora poderoso semideus Maui para orientá-la na missão de devolver o coração perdido de uma antiga deusa. Moana navega pelo oceano em uma ousada jornada para recuperar as tradições de seus antepassados e ajudar seu povo.

(Moana) – Aventura. Estados Unidos, 2016.

De Ron Clements, John Musker, Chris Williams e Don Hall. Com vozes originais de Auli’i Cravalho, Dwayne Johnson, Rachel House, Temuera Morrison e Jemaine Clement. 1h47min. Distribuidora: Walt Disney. Classificação: Livre.

Nível Épico

Moana


Resenha – Rainha dos Mares

Muitos olham para Moana procurando o próximo Frozen. E até certo ponto, há uma razão para isso. A Disney vem desenvolvendo novas formas de trabalhar com suas princesas, construindo jovens mulheres mais próximas aos conceitos do nosso mundo contemporâneo do que da época dos velhos contos de fada. Mas Moana, devo dizer, é maior do que Frozen, por sua personagem principal e por suas aspirações.

Agora a princesa surge inserida em um mundo de mitos polinésios, em um gesto agradável e bem intencionado do estúdio rumo à diversidade. A Disney, claro, traça seu caminho com segurança, desenvolvendo seus elementos narrativos de forma afiada, como de costume. Isso sem deixar de acenar para sua própria história nas animações. Moana pega emprestado conceitos e ideias de O Rei Leão, constrói sua protagonista com uma robustez que lembra a heroína havaiana de Lilo & Stitch e desafia com um espírito independente que lembra Tiana de A Princesa e o Sapo.

A novata Auli’i Cravalho encarna a captura de movimentos e a voz original de Moana, com graciosidade e esperteza rebelde. Ela é livre, adorável, confiante. E cria uma relação divertida com o semideus Maui, que no original tem corpo e voz (e praticamente tudo) de Dwayne Johnson. Ele foi claramente inspirado no ator em todos os aspectos. Maui é uma montanha de músculos e tatuagens que até levanta a sobrancelha igual à Johnson, e tem o mesmo sorriso malandro, que é sempre contagiante de ver em cena. Destaque também para a tatuagem animada do semideus, que é quase tão carismática quanto seu dono. Os bichinhos também são adoráveis. Mesmo o frango tapado, que é uma das coisas mais engraçadas do filme.

Moana e Maui têm conflitos ao longo do caminho, como era de se esperar, criando aos poucos laços que os transformam em grandes companheiros de uma aventura bonita e divertida, repleta de canções atraentes, criaturas peculiares e até mesmo um bizarro caranguejo gigante.

Moana abraça a magia da animação em computação gráfica sem perder a essência da animação tradicional. Dessa forma, também abraça com maior carinho a aventura de uma mulher corajosa e independente, que se preocupa com o meio ambiente e que olha para além das fronteiras de sua terra natal para enfrentar os desafios do futuro. Ela não é apenas uma princesa. Mesmo com o vestido, o animalzinho de estimação e sendo filha do chefe, ela vai além de ser uma princesa. Moana é uma rainha. A rainha dos mares.

Moana

Moana

Moana

Moana Alan Barcelos
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  • Danielly Sampaio

    Quero vê esse filme, me apaixonei pelo trailler e agora pela sua resenha!!

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