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Passageiros

Filme ocorre em uma nave espacial luxuosa com destino a uma colônia humana que está a 120 anos de distância. Dada a duração da viagem, os 5.000 passageiros são colocados em estado de hibernação, mas quando dois dos passageiros despertam 90 anos mais cedo, eles se tornam a única esperança de recuperar a nave de uma avaria grave. O problema é que existe algo mais na relação que se forma entre estes dois passageiros. Algo de ruim.

(Passengers) – Drama. Estados Unidos, 2016.

De Morten Tyldum. Com Jennifer Lawrence, Chris Pratt, Michael Sheen, Laurence Fishburne e Aurora Perrineau. 1h56min. Distribuidora: Warner Bros. Classificação: 12 anos.

Nível Amador

Passageiros


Resenha – Escolhas erradas e desnecessárias

Poderia ser mais fácil perdoar a trama rasa e os personagens mal desenvolvidos nesta história de ficção científica (que tenta ser romance) se todo o desenrolar não fosse baseado em um ato de egoísmo extremo. Passageiros é um caso de filme com uma ideia aparentemente simples e boa, que é dolorosamente desperdiçada em algo terrível.

O filme erra ao tentar explorar questões éticas nos atos de seu protagonista masculino sem realmente se aprofundar nos conflitos provenientes disso ou discuti-los de fato. Esta falta de profundidade destrói a empatia que Jim Preston (Chris Pratt) consegue nos criar nos primeiros minutos de filme, e apenas desperta incômodo pelas escolhas e caminhos do roteiro. Porque tudo é muito superficial para despertar empatia. As escolhas, aliás, são desnecessárias para a história como um todo, e isso é tão real que o roteiro tenta justificar suas opções o tempo todo na trama. E o tempo todo a impressão que dá é que estamos sendo forçados a aceitar, assim como Aurora Lane (Jennifer Lawrence) acaba sendo obrigada a aceitar, dadas as circunstâncias.

Para o roteirista Jon Spaihts (Prometheus) e o diretor Morten Tyldum (O Jogo da Imitação), a escolha de Jim é um obstáculo menor no caminho para o romance. Para o público, deixa um gosto amargo de oportunidade desperdiçada. Que beira a crueldade. Ele fez uma escolha errada por objetivos questionáveis. Eu não consegui perdoar no final. Poucos conseguirão. Especialmente porque Lawrence e Pratt têm uma química agradável, que funcionaria bem em uma história melhor planejada. Além disso, os efeitos visuais, especialmente a cena da piscina em gravidade zero, são impressionantes. O que só faz aumentar a sensação de desperdício.

Se Jim não tivesse tomado a atitude que toma, a história poderia se tornar um bonito romance de sobrevivência a uma situação adversa numa nave espacial. Mas Jim toma a atitude que toma, e a história se torna um feio drama sobre um crime horrível em meio a uma situação adversa numa nave espacial.

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