Anjos da Noite: Guerras de Sangue | Nível Épico

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Anjos da Noite: Guerras de Sangue

A guerra entre vampiros e lobisomens continua acirrada. Selene (Kate Beckinsale) se tornou uma pária caçada por sua espécie e pelo novo líder dos Lycans, Marius (Tobias Menzies), que deseja encontrar a filha de Selene para usar o sangue híbrido dela em um ataque final às bases vampíricas. Selene, contudo, não sabe sobre o paradeiro da filha e conta com a ajuda de David (Theo James) para impedir a investida dos Lycans.

(Underworld: Blood Wars) – Fantasia. Estados Unidos, 2016.

De Anna Foerster. Kate Beckinsale, Theo James, Charles Dance, Tobias Menzies, Lara Pulver, James Faulkner, Peter Andersson, Bradley James, Daisy Head e Clementine Nicholson. 1h31min. Distribuidora: Sony Pictures. Classificação: 14 anos.

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Anjos da Noite: Guerras de Sangue


Resenha – Guerras de sangue

A franquia Anjos da Noite nunca alcançou grandes patamares de sucesso, ou mesmo a devoção que outros filmes de fantasia urbana conquistaram ao longo dos últimos anos. Talvez porque nunca teve grandes pretensões. Esta permanece sendo sua maior vantagem. Anjos da Noite construiu um universo forte, e mesmo com os altos e baixos de seus quatro filmes, conseguiu se estabelecer por criar uma das personagens mais emblemáticas do gênero, a vampira Selene de Kate Beckinsale.

Mesmo no terceiro filme, A Rebelião, em que ela faz apenas uma breve aparição em imagens de arquivo, ainda era possível sentir sua força de presença em torno da história. Quando voltou a vestir seu sobretudo preto para o quarto filme, O Despertar, e depois foi confirmada para um quinto e um sexto, a franquia demonstrou ainda ter uma força escondida em sua proposta de acompanhar esta mulher em meio à guerra milenar entre lobisomens e vampiros.

Guerras de Sangue continua esta trajetória. O filme mantém sua fórmula de sucesso. Inclusive se um personagem querido pelos fãs, interpretado por um ator britânico renomado, foi morto em episódios anteriores – Viktor de Bill Nighy –, simplesmente coloque um ator britânico igualmente adorado para um papel maior – Thomas de Charles Dance. – Da mesma forma, com o interesse romântico anterior, interpretado por Scott Speedman, fora de cena, a trama intensifica a participação de Theo James como apoio leal à heroína através de suas provações e conflitos.

Os vampiros seguem como “protagonistas” aparentes, com seus métodos de combate antiquados e suas roupas excêntricas e de couro brilhante. Eles ainda são um grupo condescendente, de seres maquiavélicos que colocam seus desejos e prazeres acima de tudo. Considerando que Anjos da Noite teve seu início em 2003 com inspirações pesadas nos jogos de RPG da linha Mundo das Trevas – Vampiro: A Máscara e Lobisomem: O Apocalipse, principalmente –, em certas partes do filme, me peguei pensando em como o hedonismo crescente na sociedade vampírica ao longo de toda a franquia os tornou mais próximos de vampiros Toreador decadentes, e que talvez estivesse faltando um pouco de selvageria Gangrel ou anarquia Brujah para mudar as coisas. Curiosamente, Selene e David incorporam um pouco desses elementos e se tornam forças de mudança na história. Mas são atacados e perseguidos por isso, tanto por vampiros quanto por Lycans. Em determinado ponto, Selene até mesmo conhece um grupo nórdico que parece um misto de Salubri e Filhos de Osíris e se torna ainda mais poderosa ao se conectar com forças espirituais desconhecidas.

Estes paralelos preservam a diversão de um roteiro que sempre será secundário à ação. Porque, meu amigo e minha amiga, se você é fã de Anjos da Noite, você sabe o que te espera! Cenas de ação alucinantes, tiroteio e porradaria de vampiros contra lobisomens, e muito sangue e vísceras. No caso de Guerras de Sangue, é mais Selene contra lobisomens. E colunas sendo arrancadas.

Não há coisas novas em Anjos da Noite, e tudo é construído e conduzido de forma bastante superficial e rápida, sem grandes explicações, conexões, preocupações. Como eu disse antes, Anjos da Noite nunca foi uma série de grandes pretensões. E por esse espírito de ação sanguinolenta despretensiosa é que funciona na medida do possível, e continua funcionando dentro de sua própria mitologia. Guerras de Sangue não deseja conquistar novos fãs. Está apenas se refestelando um pouco mais na sede de sangue dos antigos (que ainda curtem). Repito o que eu disse na resenha do quarto filme. Anjos da Noite é o mais puro guilty pleasure. Ser bom ou ruim, depende do quanto você valoriza o que a série tem a oferecer: banho de sangue de violência entre vampiros e lobisomens, tiros e espadas medievais em edifícios góticos, pouca história, paisagens desoladoras e Kate Beckinsale. Se tem Kate Beckinsale, já vi vantagem.

Anjos da Noite: Guerras de Sangue

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Anjos da Noite: Guerras de Sangue

Anjos da Noite: Guerras de Sangue Alan Barcelos
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