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Transformers: Combiner Wars

Após o fim da Grande Guerra Cybertroniana entre Autobots e Decepticons, o planeta Cybertron tenta se reerguer sobre as ruínas de milhões de anos de combate através de um Conselho de Mundos formado por Rodimus Prime, a Senhora da Chama e Starscream. Entretanto, o Enigma da Combinação, um artefato antigo cybertroniano, ameaça este frágil período de paz criando os Combinantes, enormes, perigosos e incontroláveis robôs formados por robôs menores.

(Transformers: Combiner Wars) – Ação. Estados Unidos, 2016.

De Eric S. Calderon, George Krstic e F.J. DeSanto. Com as vozes de Abby Trott, Jon Bailey, Jason Marnocha, Frank Todaro, Ben Pronsky, Lana McKissack, Amy Johnston, Charlie Guzman, Ricky Hayberg, Patrick Seitz e Anna Akana. Machinima e Hasbro Studios. 8 episódios. 5 minutos.

Transformers: Combiner Wars


Resenha – Combiner Wars

Transformers: Combiner Wars é o nome de uma linha de brinquedos da franquia Transformers lançada pela Hasbro em 2015. Nela, praticamente, todas as figuras podem se combinar umas com as outras para formar robôs maiores. Em cima dessa premissa, a editora IDW publicou a saga homônima em seus quadrinhos da franquia para justificar o contexto dessa nova linha e, assim, tentar aumentar as vendas destes brinquedos.

A série faz parte de uma trilogia chamada Prime Wars, cuja segunda parte chamada Titans Return começou nos quadrinhos recentemente. A versão animada de Combiner Wars foi feita principalmente para agradar os fãs antigos da franquia que cresceram assistindo ao desenho animado dos anos 1980 e hoje acompanham os quadrinhos da IDW, onde as histórias são ambientadas neste mesmo universo que os próprios fãs batizaram de Geração 1, ou simplesmente, G1. A saga nos quadrinhos foi muito bem amarrada na linha temporal da IDW e durou, ao todo, por oito revistas sem contar as outras quatorze que prepararam todo o terreno para o evento em si.

A websérie produzida pela Machinima já começou mal pelo timing: ela foi lançada praticamente um ano depois da saga e da linha de brinquedos terem sido lançadas, quando o hype já tinha passado. O outro revés foi justamente sua duração: oito episódios de cinco minutos de duração cada. A equipe de roteiristas teria que ser muito ninja para adaptar uma história de 22 revistas em uma temporada curta.

A história começa com quatro prelúdios, cada um mostrando o ponto de vista de algum personagem envolvido na trama e, ao mesmo tempo, tentando ambientar o espectador na nova realidade do planeta Cybertron. A partir daí, no primeiro episódio, somos apresentados à protagonista da história: a transformer Windblade do planeta Caminus. É ela quem conduz toda a história de Combiner Wars até sua conclusão, tendo Optimus Prime como seu mentor. As semelhanças com a saga de quadrinhos ficam apenas no nome da série e nos protagonistas. O roteiro em si seguiu uma linha totalmente diferente das HQs e, pior, fez uma abordagem muito rasa de todos os elementos que circundam a mitologia em si, problema que já começa no primeiro prelúdio, o de Optimus Prime, quando mostra de uma forma totalmente en passant o final da guerra entre Autobots e Decepticons e a ascensão dos combinantes. A série termina ainda com um gancho raso no mesmo nível dos episódios.

Outro ponto que deixou muito a desejar na série foi a animação em si. Produzida pela Tatsunoko Production, a qualidade peca por ser simplista demais para um projeto feito por uma produtora de videogames em parceria com a Hasbro, dona da franquia. O estilo segue o formato que estão usando em diversos trabalhos ultimamente, com modelos em 3D, mas texturizados de forma que se pareçam figuras em 2D. A animação é boa, porém apresenta algumas falhas tanto no modelo dos personagens como em alguns movimentos (quer falha maior de modelo de personagem do que o quadril do Optimus Prime na imagem que ilustra o post?), principalmente de boca e expressões dos personagens. Não parece um projeto feito por uma produtora de games com a chancela da Hasbro. A qualidade a desejar, isso se reflete até na própria escolha do elenco das vozes dos personagens que tentam seguir o estilo dos dubladores clássicos mas acaba ficando forçado e caricato demais. A única voz que salva é a de Starscream, onde Frank Todaro consegue honrar direitinho o trabalho do falecido Chris Latta, voz original do personagem.

O grande problema da websérie Transformers: Combiner Wars foi ser pretensiosa demais. Muita propaganda foi feita em cima de sua produção que, ao terminar de assistir ao último episódio, fica aquela sensação de que foi muito alarde para o que foi oferecido. É injusto dizer que a série é de toda ruim, ela vale apenas por mostrar os personagens que marcaram nossa infância numa aventura inédita e com um tratamento bem mais maduro do que a série clássica dos anos 1980, mas só isso não salva a série dos inúmeros problemas que ela tem. O que nos resta é torcer para que estes erros na produção de Combiner Wars sejam corrigidos em Titans Return.

Transformers: Combiner Wars

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