Cinema

Herança de Sangue

Link (Mel Gibson) é um homem tentando refazer a vida que precisa voltar ao mundo de crime que abandonou quando sua filha adolescente começa a ser caçada por traficantes de drogas.

(Blood Father) – Ação. França, 2016.

De Jean-François Richet. Com Mel Gibson, Erin Moriarty, William H. Macy e Diego Luna. 1h28min. Distribuidora: California Filmes. Classificação: 14 anos.

Nível Exemplar

Herança de Sangue


Resenha – Herança de Sangue

Mel Gibson é um ator cujos trabalhos sempre gostei de acompanhar. Na vida pessoal, contudo, ele se tornou um homem problemático e que ficou com a imagem muito manchada por atos e discursos violentos. Há anos ele trava uma luta amplamente divulgada contra as drogas e o alcoolismo. Isso naturalmente refletiu em sua carreira, que perdeu força e ritmo. Herança de Sangue vem como novo fôlego para Mel Gibson, embora não seja cordial. O ator parece envelhecido, como se tivesse saído de uma briga, os olhos endurecidos pela batalha. Gibson parece um homem mais velho do que aparenta, e também mais experiente.

Seu mais recente trabalho como diretor, Hacksaw Ridge, conquistou elogios no Festival de Veneza e pode ser um sinal de que ele está traçando um novo caminho para sua carreira. O filme deve estrear em novembro, e aguardo curioso para vê-lo. Enquanto isso, seu mais recente trabalho como ator é digno de nota.

Herança de Sangue é impressionante. Algo que Quentin Tarantino certamente gostaria de ter feito. Mas quem cuida das coisas aqui é Jean-François Richet, conhecido pelo seu trabalho no remake de Assalto à 13ª DP. Gibson entra completamente no papel de Link, um ex-condenado que vive afastado das pessoas, tentando lidar com seus pecados. Richet é consistente ao aproveitar a robustez envelhecida do ator para construir um filme B furioso e INSANAMENTE DIVERTIDO! Para deixar qualquer fã do gênero ligado no 220 até o final.

Há algo que lembra Robert Rodriguez: o filme é um pulp exagerado, violento e que desenvolve bem seu personagem. A dinâmica entre Link e Lydia, a filha que ele tenta proteger, impulsiona a ação e a contagem de corpos enlouquecida. Liam Neeson se orgulharia.

Richet concede o tom apropriado para a história, sem perder tempo com coisas desnecessárias. Ele vai direto ao ponto em um filme curto e eficiente. Mas Herança de Sangue não funcionaria se não fosse por Gibson. Na vida pessoal, ele não conseguiu controlar sua raiva e vem pagando caro por isso. Não concordo com suas posturas como pessoa. Mas como disse antes, não consigo evitar de acompanhar seus momentos como ator, porque é alguém que fez parte de grandes filmes da minha infância. Como ator, ele alcança o seu melhor quando usa a raiva como combustível para seus papéis. Ao assistir o filme, fica a impressão de que ele está tentando se redimir. Ao mesmo tempo, parece estar lutando para se recuperar dos danos que provocou a si mesmo e em sua carreira. Isso tudo enquanto avança causando danos furiosos em um filme de ação espetacular.

Herança de Sangue

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Herança de Sangue Alan Barcelos



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