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Snoopy & Charlie Brown

Snoopy & Charlie Brown

Nível Exemplar

Clássico, refrescante e ainda apaixonante

(Peanuts Movie) – Animação. Estados Unidos, 2015. De Steve Martino. Com os personagens Charlie Brown, Snoopy, Woodstock, Lucy, Schroeder, Linus e Garotinha Ruiva. 88min. Distribuidora: Fox Films. Classificação: Livre.

A adaptação para o cinema dos personagens da adorada história em quadrinhos de Charles M. Schulz tem credibilidade primeiramente por sua herança; é co-escrito por Craig e Bryan Schulz (em parceria com Cornelius Uliano), respectivamente filho e neto de Charles. Na versão original em inglês, o filme é inteiramente dublado por crianças. Aqui no Brasil, também ganhou esse cuidado de ser totalmente dublado por crianças, todas sob a direção do experiente dublador Manolo Rey. Elas oferecem emoção infantil cativante para personagens que nos fascinam e cativam há décadas.

A animação oscila entre o aspecto clássico, que respeita lindamente o traço de Schulz, e o uso de técnicas modernas de animação e do 3D digital em cenas como as imaginativas batalhas aéreas entre Snoopy e o Barão Vermelho. No geral, contudo, Snoopy & Charlie Brown é guiado pela simplicidade reconfortante de “empinar a pipa” no que diz respeito aos efeitos visuais. A impressão é sempre de que estamos lendo as velhas tirinhas ou vendo o antigo desenho de 1965, que muitos dos que cresceram na década de 80 acompanharam na infância e se lembram até hoje com carinho.

O enredo é familiar e a maioria das antigas regras do universo é respeitada (adultos falam de forma incompreensível, nunca se deve confiar em Lucy com uma bola de futebol, entre outras coisas). Não há realmente uma tentativa de atualizar o estilo ou a história da fonte original; talvez para respeitar um pedido feito pelo próprio Schulz no fim da vida: que sua obra permanecesse o mais autêntica possível após sua morte (algo que vem sendo respeitado pela família ao longo dos anos).

Snoopy & Charlie Brown se preocupa em homenagear o material de origem ao inserir elementos dos quadrinhos (como onomatopeias e algumas sequências em preto e branco) e ao colocar em evidência as características principais de cada um dos personagens (Charlie Brown às voltas com dúvidas existenciais e inseguranças, Lucy bancando a psiquiatra, Schroeder e seu apreço por tocar Beethoven no piano). O humor às vezes ingênuo às vezes irônico torna a história simpática sem perder o clima infantil que sempre esteve presente nas aventuras de Snoopy e Charlie Brown. No final, é essa sensibilidade que sempre nos cativou, que continua nos cativando até hoje e que agora vai cativar toda uma nova geração.

Snoopy & Charlie Brown Alan Barcelos
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