Filmes

Espiã Que Sabia de Menos

Susan Cooper (Melissa McCarthy) é uma agente da CIA que, apesar de promissora no treinamento de campo, acabou em um porão de Langley infestado de ratos e morcegos, trabalhando como assistente operacional do agente galã Bradley Fine (Jude Law) através de um pin comunicador no ouvido dele. Quando Fine fracassa em uma missão contra a traficante de armas búlgara Rayna Boyanov (Rose Byrne), ela revela qualidades especiais para concluir a missão e convence seus superiores a enviá-la para capturar Rayna enquanto a criminosa tenta vender uma bomba nuclear para o terrorista Sergio De Luca (Bobby Cannavale).

(Spy) – Comédia. Estados Unidos, 2015.

De Paul Feig. Com Melissa McCarthy, Jude Law, Rose Byrne, Bobby Cannavale, Nargis Fakhri, Miranda Hart, Jason Statham e Peter Serafinowicz. 120min. Classificação: 14 anos.

Espiã Que Sabia de Menos


ESPIÃ QUE SABIA DE MENOS – RESENHA

Após uma série de filmes de comédia mais ou menos, Melissa McCarthy sabiamente voltou a fazer parceria com o diretor Paul Feig, com quem trabalhou em Missão Madrinha de Casamento, e o resultado é uma comédia de ação que funciona perfeitamente para ela extravasar todos os seus talentos cômicos. Espiã Que Sabia de Menos é provavelmente um de seus filmes mais sensacionais. De uma forma que você não imagina, porque você talvez esteja subestimando o valor desse filme (comédias normalmente são subestimadas). Eu sei, esse título em português não ajuda muito, faz parecer que o filme é apenas besteirol bobo non-sense — bem, tem bastante besteirol bobo non-sense —, mas não é só isso. Confesso que a única expectativa que eu tinha era de o filme ser legal, pelo menos divertidinho, porque Missão Madrinha de Casamento é ótimo, uma boa credencial para a parceria Feig/McCarthy.

Espiã Que Sabia de Menos me fez rir, horrores, do tipo que causa dor no maxilar, com piadas tão bizarras e tão engraçadas, que você não espera por elas. O filme é engraçado! PARA! CARAMBA! O roteiro inteligente permite que McCarthy explore todos os lados cômicos de sua personagem de modo impagável: Susan é uma mulher ansiosa para provar seu valor, e ao mesmo tempo, possui uma personalidade amável e tranquila. No meio do filme, ela é obrigada a mostrar que é badass para a criminosa Rayna, fingindo ser uma guarda-costas totalmente porra-louca, o que desencadeia uma série de situações hilárias e cheias de obscenidade improvisada que fazem toda a diversão do filme.

A grande sacada da história é sugerir que Susan tem problemas com acessos de raiva, que ela nunca se preocupou em tratar; um elemento que, usado em momentos providenciais do filme, produz um efeito inacreditável nas cenas de ação, como quando ela luta com um assassino no topo de um prédio em ruínas ou quando ela luta contra uma assassina habilidosa com facas (que é interpretada pela atriz de Bollywood, Nargis Fakhri). DESAFIO você a não rir igual um louco com o desfecho da cena de luta no prédio em ruínas. Por outro lado, a luta de Susan contra a assassina das facas é tão emocionante que acho que nem os machões do filme seriam tão espetaculares se tivessem lutas como essa.

Assim como acontece com Missão Madrinha de Casamento, Feig preenche a história com um elenco de apoio de artistas incríveis. Rose Byrne (que também esteve em Missão Madrinha de Casamento) é de uma arrogância hilária como Rayna, enquanto Miranda Hart como Nancy se revela a sidekick cômica meio estabanada e prestativa que qualquer heroína gostaria de ter ao seu lado, e forma uma dupla perfeita com McCarthy. Destaco também o expressivo desempenho de Peter Serafinowicz como o agente Aldo, o estereótipo clássico (no humor) do italiano lascivo. Mas preciso dizer que um golpe de mestre é apresentar Jason Statham como o agente inconstante e desbocado Richard Ford, que não suporta a ideia de uma mulher ser enviada para fazer o trabalho de um agente de campo e enquanto tenta realizar a missão por ele mesmo, na verdade, acaba atrapalhando as coisas. Statham aparece claramente zombando de sua própria imagem como herói super-machão, e demonstra ter um tato para a comédia fantástico. As histórias dele sobre as missões que realizou são impagáveis.

O enredo, escrito por Feig, também possui um monte de referências às convenções dos filmes de espionagem, principalmente quando Cooper visita o equivalente à divisão Q de 007 e é equipada com uma série de armas disfarçadas de remédios para várias doenças embaraçosas. Da mesma forma, como diretor, Feig concede o tom exato para o humor, equilibrando com eficiência a comédia física, as piadas verbais afiadas e as sequências de ação bem coreografadas e conduzidas. E ainda encontra espaço para inserir alguns diálogos memoráveis e uma boa piada de vômito. (Acredite… fazer uma piada de vômito ser genuinamente engraçada é um feito para poucos.) Como dá para ver, essa é uma comédia de ação espetacular e que merece MUITO ser vista, e olha que eu nem falei da participação especial do 50 Cent.

Espiã Que Sabia de Menos

Espiã Que Sabia de Menos

Espiã Que Sabia de Menos

Compartilhe este Post

Posts Relacionados



Resenhas Populares

Aperte o Play