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Kung Fury

Kung Fury é um policial renegado mestre de Kung Fu que viaja de volta no tempo para matar um terrível inimigo, Hitler, conhecido como Kung Führer. Durante a viagem, algo dá errado e ele acaba voltando demais no tempo, indo parar na época dos vikings, quando guerreiras de metralhadoras combatiam dinossauros que disparam laser dos olhos. Ele se une a duas valquírias e tenta encontrar uma forma de viajar até a época da Segunda Guerra para impedir que Hitler concretize seus planos de conquistar o mundo.

(Kung Fury) – Ação. Suécia, 2015.

De David Sandberg. Com David Sandberg, Jorma Taccone, Leopold Nilsson, Andreas Cahling, Eleni Young e David Hasselhoff. 31min. Classificação: Quem Se Importa?

Trilha Sonora Mullets: “True Survivor”, por David Hasselhoff – escute aqui

Kung Fury


KUNG FURY – RESENHA

Kung Fury finalmente estreou, lançado no YouTube, e é exatamente o filme de ação galhofa que esperávamos ansiosamente que fosse! Não dá nem para descrever como eu fiquei empolgado vendo isso, me diverti horrores, como não me divertia vendo um filme há muito tempo. O curta é uma mistura épica — e espetacularmente tosca — de referências dos anos 80: policiais durões, skates super-poderosos, viagem no tempo, super máquinas, Power Glove do Nintendinho, nazistas e valquírias nórdicas de metralhadoras montadas em dinossauros. Só de colocar isso tudo numa única frase eu já fico emocionado.

David Sandberg, criador de Kung Fury, além de escrever e dirigir, também atua no filme, e conseguiu concretizar a produção através de financiamento coletivo no Kickstarter. A campanha, que foi lançada em dezembro de 2013, foi apoiada por mais de 17.000 pessoas que, juntos, contribuíram com mais de US $ 630.000.

O curta-metragem de mais ou menos 30 minutos é inspirado pela nostalgia de uma década, quase como um episódio do desenho Apenas Um Show, só que com toda uma carga cinematográfica embutida. A ideia é tão maneira que passa por tudo quanto é referência, como filmes de ação de policias ninjas kung-fu, histórias em quadrinhos, seriados de televisão, desenhos animados, jogos de videogame, tudo em termos de cultura pop dos anos 80 que se possa imaginar. De suas máquinas de arcade assassinas até seu software de viagem no tempo em 8-bit, as referências são extremamente toscas, mas porra, COMO. É. FODA.

Kung Fury é, no fundo no fundo, uma tremenda declaração de amor aos anos 80, ao que havia de mais legal e mais bizarro em uma época muito diferente de hoje em dia, quando a mistura de ousadia, inventividade e baixos recursos produzia coisas inacreditáveis. Uma época mais de “deixar as coisas correrem soltas” independente do quão sem noção isso poderia ser. Nós assistíamos RoboCop e Vingador do Futuro em sessões da tarde, escutávamos músicas em rádios quadradões, e gastávamos dinheiro aos tubos em fliperamas para controlar três caras durões e uma dama porradeira em um cadillac enfrentando dinossauros do futuro! Crescer em meio a essa loucura toda ajudou a formar meu caráter! Os anos 80 tinham uma dose saudável de caos.

Sandberg consegue relembrar toda essa emoção e divertimento com um filme que eu já quero que continue. Às vezes faz falta um pouco desse amor descompromissado. De vez quando é legal ver um policial kung-fu chutando bundas de nazistas em uma típica cena beat ‘em up, ou ver o bromance entre o herói durão e seu parceiro triceratops, ou ver o Thor estourando vilões com seu martelo, ou ver o David Hasselhoff. Assista a essa pérola que você vai entender, e vasculhe a página deles no YouTube porque tem trilha sonora para ouvir, detalhes das gravações e mais uma monte de coisa foda sobre a produção. Obrigado universo pela sensacionaleza anos 80 que é KUNG FURY!

Kung Fury

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