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Novo Diretor do Reboot de O Corvo Deseja Um Filme Emocionante e Brutal

O Corvo Reboot

Apesar de não ser exatamente um sucesso estrondoso de bilheteria, O Corvo, dirigido por Alex Proyas, ganhou mais do que o dobro de seu orçamento durante sua exibição em 1994, e mesmo 20 anos depois, o filme continua a ser cultuado. Apesar de sua base de fãs dedicados, no entanto, o reboot da franquia — que inclui quatro filmes no total, bem como uma série de televisão de curta duração — teve vários problemas ao longo de seu processo de produção, e os problemas não param de aparecer.

Depois de perder seu diretor F. Javier Gutiérrez, que saiu do projeto para dirigir Rings, agora o filme também perdeu seu protagonista. Luke Evans, que durante muito tempo esteve ligado ao projeto, decidiu sair por causa dos atrasos constantes da produção, que estavam gerando conflitos com outros projetos — é notório que o ator vem ganhando destaque em Hollywood com sua participação em O Hobbit e Drácula: A História Nunca Contada, e isso significa mais possibilidades de filmes cujo elenco ele pode integrar. — Um novo diretor, Corin Hardy, assumiu o cargo no reboot de O Corvo, mas a saída de Evans o deixa em uma situação complicada, agora que não tem mais um protagonista.

Hardy está estreando seu primeiro longa-metragem de terror The Hallow (anteriormente chamado The Woods) no Sundance Film Festival, e ao ser entrevistado pelo Fangoria, ele contou sobre a abordagem que pretende usar no reboot de O Corvo: — “Ainda é cedo para falar sobre isso, mas o que posso dizer agora é que eu sou um grande fã tanto do primeiro filme quanto dos quadrinhos de James O’Barr. Quando ouvi sobre o remake, pensei que poderia ser interessante hoje, 20 anos depois, especialmente com todo este Universo Marvel nos cinemas, mostrar como o Corvo sempre se destacou como um personagem mais estranho para mim. Eu meio que senti que ele seria o personagem certo para mim, se eu tivesse a chance de fazê-lo. E agora que eu tenho a chance, estou empolgado em voltar à graphic novel, absorver os próprios desenhos tanto quanto a história, de modo que eu possa pôr para fora as mais belas ideias e detalhes para a franquia.”

Os comentários de Hardy em relação ao uso do material dos quadrinhos se mantêm alinhados com as ideias que Gutiérrez e Evans pregavam no passado, e sua menção ao Corvo como um tipo de herói mais obscuro parece se apoiar completamente em uma declaração recente do produtor Ed Pressman, que caracterizou o personagem essencialmente como uma espécie de “anti-Homem-Aranha”. Além disso, a óbvia paixão de Hardy pelos quadrinhos é um bom sinal para o reboot, que poderia ter uma pegada mais de filme de terror, uma visão de herói diferente da visão mais leve e voltada para a família da Marvel Studios. — “Eu quero fazer um filme que eu gostaria de ver como um grande fã do Corvo. Por isso pretendo que ele seja incrivelmente emocionante e brutal, e tenha todas as coisas que você gostaria de um filme do Corvo.” — concluiu Hardy.

O que, em grande parte, tornou o primeiro filme tão bem sucedido entre os fãs foi seu equilíbrio entre emoção e espetáculo, enfatizando a tragédia inerente na origem do Corvo, bem como a dor e a raiva que alimentam sua busca por vingança. Se Hardy conseguir explorar esse tom e ainda trazer algo de novo para a história de Eric Draven, este será um reboot muito bem-vindo.

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