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STAR WARS REBELS – Acende-se a Fagulha de Uma Rebelião

A galáxia vive um tempo de escuridão. Os Jedi não existem mais, e o Império governa os planetas com punho de ferro, levando medo e tirania para todos os povos. Cinco anos antes dos eventos de Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança, somos apresentados à tripulação da nave Ghost: o líder Kanan Jarrus (que guarda em segredo seu passado), a piloto twi’lek Hera Syndulla, a guerreira mandaloriana Sabine Wren, o guerreiro lasat Zeb Orrelios e o droid Chopper. Durante uma missão, acabam se deparando com o jovem órfão Ezra Bridger, um garoto das ruas que possui sensibilidade à Força e logo se torna parte do grupo. Juntos eles descobrem que Wookies estão sendo escravizados nas minas de especiarias do planeta Kessel e partem em uma missão para resgatá-los.

Star Wars Rebels

Com a estreia vindoura de Star Wars: Episódio VII, há toda uma expectativa em torno da franquia, e agora os investimentos da Disney estão se expandindo mais um pouco com uma nova série baseada no universo criado por George Lucas. Uma vez que a Disney pretende construir seu próprio cânone, seus esforços começam a tomar forma com a série Star Wars Rebels, criada por Simon Kinberg com colaboração de Dave Filoni. Boas escolhas, considerando que Kinberg escreveu, entre outros, X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, e Filoni esteve em Star Wars: The Clone Wars (o que significa certo grau de experiência com o universo).

Para o episódio de estreia, intitulado “Spark of Rebellion” e com cerca de 50 minutos de duração, Kinberg e Filoni buscaram inspirações no passado e nos elementos que tornaram Star Wars um sucesso. Eles seguiram o caminho mais certo, e com isso começaram bem. Com um episódio de estreia agradável e divertido, eles trouxeram para a série a emoção de uma aventura pelas galáxias, cheia de mistérios, maravilhas e heroísmo, como nos tempos áureos da trilogia clássica.

Uma vez que Filoni trabalhou também na série Clone Wars, sua presença a frente de Star Wars Rebels ainda levanta algumas expectativas interesses. Clone Wars têm algumas boas ideias que não ainda tiveram a chance de ser aproveitadas nos filmes. Agora se abrem possibilidades, como, por exemplo, trazer de volta uma certa guerreira togruta! (Eu preciso falar disso.) Convenhamos que Ahsoka Tano é uma das melhores adições de Clone Wars ao universo de Star Wars, e pela maneira como acontece seu desfecho na série, existe uma possibilidade aberta para que ela seja usada no futuro. E uma boa oportunidade seria em Rebels, onde ela naturalmente estaria mais velha. Isso também aumentaria as chances de Ahsoka aparecer nos filmes a partir do Episódio VII… seria lindo! Star Wars Rebels está trabalhando com um terreno vasto a ser explorado, e o potencial disso é incrível.

A série possui um bom equilíbrio entre ação, aventura, drama e humor, assim como consegue equilibrar bem seu sentimento de nostalgia clássica e sua consciência de mundo novo. Acima de tudo, Rebels mantém o espírito maior que sempre esteve presente na franquia: a certeza de UMA NOVA ESPERANÇA. Esses rebeldes que estamos conhecendo agora passam a mesma sensação de nobreza antiquada em sua luta contra o lado mais escuro da galáxia, e isso fica bem claro em um momento emocionante do líder Kanan Jarrus no final do episódio.

Na verdade muita coisa em Star Wars Rebels, pelo menos nesse primeiro momento, é construída de forma a estimular nossa memória afetiva. A começar pela trilha sonora repleta de familiaridade, desenvolvida por Kevin Kiner tendo como base muitas das músicas criadas por John Williams para a franquia. Kiner trabalhou usando pedaços de canções de Williams para nos lembrar de imagens de Han, Luke, Leia, Stormtroopers, criando uma mistura de temas que conhecemos bem e trilha original para a série. Com apenas alguns acordes e cenas, já estamos novamente inseridos nesse ambiente de lutas e perseguições espaciais, de guerreiros honrados, vilões ardilosos e ladinos carismáticos.

O episódio já começa com um Star Destroyer — um clássico! —, e depois parte para apresentar o cenário tiranizado pelo Império e uma perseguição que situa os personagens principais nesse cenário. O grupo de protagonistas é trabalhado de forma leve e cativante — meio como uma família cheia de desejos e conflitos, meio como companheiros unidos por um propósito em comum —, criando um ambiente de “interação dentro da nave” que nos remete aos melhores momentos da Millennium Falcon e seus tripulantes durante sua luta contra o Império. Esses novos tripulantes dessa nova nave também lutam contra o Império, e também vivem no limite entre o heroísmo e o crime. Inclusive temos um Mestre Jedi e um aprendiz, no melhor estilo Obi-Wan Kenobi e Luke Skywalker. Como um episódio piloto e uma série sobre o início das atividades rebeldes na galáxia, “Spark of Rebellion” cumpre muito bem seu papel, e definitivamente acende a fagulha de uma rebelião. A Força é intensa aqui.

Star Wars Rebels estreia dia 18 de outubro, 12h, no canal Disney XD, e será exibido aos sábados.

Star Wars Rebels

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