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Burying The Ex

Max (Anton Yelchin) é um nerd que trabalha em uma loja de artigos de filmes de horror, namorado de Evelyn (Ashley Greene), uma vegana que luta por questões ambientais e tenta condicioná-lo ao seu estilo de vida, forçando-o a comer apenas tofu e a fazer juras de amor eterno. Eles fazem uma dessas juras diante da estátua de um diabo-gênio, que eles acreditam ser um simples brinquedo, mas na verdade é um item mágico que transforma desejos em realidade. Um tempo depois, quando Evelyn é atropelada e morre, o desejo se torna realidade, fazendo com que ela volta à vida como um zumbi para complicar a vida de seu ex-namorado, que estava começando um novo relacionamento com Olivia (Alexandra Daddario), que é fanática por filmes de terror assim como ele.

(Burying the Ex) – Comédia. Estados Unidos, 2014.

De Joe Dante. Com Anton Yelchin, Ashley Greene, Alexandra Daddario e Oliver Cooper. 88min. Classificação: 14 anos.

FESTIVAL DO RIO 2014 – Exibição na Mostra Midnight Movies

Burying the Ex


BURYING THE EX – RESENHA

Esse é o novo filme de Joe Dante, conhecido como o diretor de Gremlins e também de vários outros filmes, como Viagem Insólita e Grito de Horror — este último um puta filme de lobisomem! — Ele também dirigiu filmes não tão legais, como Pequenos Guerreiros e Looney Tunes: De Volta à Ação, mas isso não é o que importa aqui. O que importa é o Joe Dante do filme B de terror, que sabia usar boas doses de humor em sua trasheira. Em seu novo filme, Dante brinca com seu estilo, sem muitas pretensões e com bastante humor galhofa. Ele mistura momentos de comédia e arrependimento, elementos de filme trash barato e uma sensação retrô — e nostálgica — na construção de seu cenário e seus personagens.

Baseado em um curta homônimo de 2008 do roteirista Alan Trezza e filmado em 20 dias, Burying the Ex é basicamente isso: um filme trash e saudosista e totalmente devotado ao terror — de uma forma bem humorada, como muitos filmes de comédia que homenageavam o gênero nos anos 80 e 90. — Joe Dante aproveita o momento em que os zumbis estão em alta na cultura pop para criar seu filme de zumbi, algo que já tinha feito em um dos episódios da série Mestres do Terror (2005). O filme se coloca habilmente na posição de homenagem aos clássicos com elementos das histórias de zumbis contemporâneas, criando uma dinâmica bizarra — e divertida — entre o casal principal, Max e Evelyn.

Os créditos de abertura antiquados tornam evidente que o filme terá milhões de referências aos favoritos do horror, o tempo todo, com muito sangue e efeitos toscos e baratos. Superficialmente o filme sente-se como um filme de terror dos anos 80, cuja atmosfera está sempre vinculada de alguma forma ao gênero. Um exemplo é que Max trabalha em uma loja de artigos de filmes de terror — isso é muito oldschool! — e, quando seu namoro entra em crise, conhece Olivia, que é dona de uma sorveteria de sorvetes com temas de horror. Outro exemplo é que todos os aparelhos de TV e salas de cinemas referenciam filmes clássicos de Jacques Tourneur e George A. Romero — como Sangue da Pantera ou a Noite dos Mortos-Vivos —, enquanto um ou outro personagem eventualmente se lembra de mestres mais contemporâneos — como quando o meio-irmão de Max, Travis, menciona Tim Burton durante um ataque de pânico. — Além de tudo isso, é véspera de Halloween.

Anton Yelchin (Star Trek) convence como um nerd imaturo e confuso ao ter que lidar com coisas que ele não compreende realmente — e isso inclui tanto seu relacionamento com uma mulher viv quanto seu relacionamento com uma mulher morta-viva. — Do outro lado, Alexandra Daddario (True Detective) e Ashley Greene (Crepúsculo) estão claramente se divertindo em seus papéis de menina boa e menina má. Até Joe Dante arruma um jeito de aparecer rapidinho no filme, e ainda inclui uma participação especial para Dick Miller como um policial ranzinza. Miller esteve de alguma forma em vários filmes de Dante e participou de muitos outros filmes de terror ao longo de sua carreira.

Para o tipo de “terrir” que se propõe a fazer, Burying the Ex funciona bem, com uma quantidade razoável de derramamento de sangue para os fãs de terror trash, e alguns toques de comédia e romance agradável. Não chega a ser uma trasheira épica como um Fome Animal da vida — um dos primeiros filmes do Peter Jackson —, mas é bastante divertido e tem momentos tão bizarros que são engraçados. Grande parte do divertimento na verdade vem de trocadilhos — uma banda de rock cristão chamada The Christian Slaters! Sensacional! — e variações de alguns elementos cômicos associados aos zumbis — como o jato de vômito de Evelyn na cara de Max, que é muito Evil Dead. — Como um filme de Halloween que se passa no Halloween, a ideia é simples: travessuras ou gostosuras.

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