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One Piece – A Grande Era dos Piratas

O anime/mangá conta a história da tripulação pirata comandada pelo Capitão Monkey D. Luffy. O grande sonho de Luffy é se tornar o Rei dos Piratas, e para isso ele deve conquistar o maior tesouro do mundo: o One Piece. A história se inicia com uma declaração do antigo Rei dos Piratas, Gold Roger, no dia de sua execução, convocando a todos que quisessem ter sua “Riqueza, Fama e Poder” a navegarem em busca desse lendário tesouro. O incentivo de Roger surtiu tanto efeito que culminou em uma nova era, conhecida como a Grande Era dos Piratas (Dai Kaizoku Jidai).

(One Piece) – Aventura. Japão, 1997.

De Eiichiro Oda. Com os personagens Monkey D. Luffy, Roronoa Zoro, Nami, Usopp e Dracule Mihawk. 660 episódios. 30min.

One Piece


ONE PIECE – RESENHA

Recentemente, em agosto, a versão animada de One Piece completou 15 anos (e o mangá já tem 17). Se você não é muito chegado a quadrinhos e animações japonesas, talvez não saiba, mas One Piece é um dos melhores animes/mangás de todos os tempos, na minha opinião. Em homenagem ao seu aniversário, decide escrever sobre a série, listando alguns aspectos que fazem deste anime algo tão especial.

One Piece é uma série de anime e mangá criada pelo mangaká Eiichiro Oda. Desde seu lançamento em 1997, a série se tornou um sucesso e, atualmente, é o mangá mais vendido da história — não só no Japão como no mundo todo, desbancando até mesmo Dragonball. Engraçado que Dragonball foi a grande inspiração de Oda para se tornar um mangaká. Colocando em números, a história de Luffy e seu bando pirata vendeu mais de 345 milhões de cópias, enquanto Goku e seus amigos alcançaram a marca de 230 milhões.

A série vem quebrando recorde atrás de recorde. O volume 67 estabeleceu a maior tiragem inicial de qualquer revista lançada no Japão com 4,05 milhões de cópias vendidas (o recorde anterior pertencia ao volume 65, também de One Piece, com 4 milhões de cópias). O volume 60 foi a primeira revista a vender mais de 2 milhões de cópias em sua primeira semana no Japão.

Se os números não são o suficiente para te convencer, afinal, eu mesmo concordo que quantidade não é sinônimo de qualidade, então seguem alguns motivos que explicam por que One Piece é tão foda:

Uma história sobre Sonhos: A temática pirata é apenas um pano de fundo, pois na prática One Piece é sobre sonhos! É sobre a determinação de ir em busca de algo em que se acredita mesmo quando as adversidades são tremendas, mesmo quando ninguém mais acredita em você. E essa força é que move Luffy e seus companheiros, gerando entre eles um laço de amizade e cumplicidade. Uma motivação tão sincera que cativa, e quando menos se espera estamos torcendo por eles. Talvez por que todos nós também temos sonhos e a série grita o tempo todo: “Acredite! Vá em busca! Não importa o quão impossível ele pareça!”

No Arco de Alabasta, na luta contra Mr.4 e Miss Merry Christmas, Usopp, todo quebrado na ocasião, diz a seguinte frase, que ilustra perfeitamente isso: “Mesmo se ele estiver enfrentando os mais terríveis inimigos, mesmo se não houve nenhuma forma de derrotar o inimigo, há um momento em que um homem tem que se levantar e esse momento é quando riem dos sonhos de seus amigos.” #epic \o/

Grande empatia com os personagens: Os personagens são um dos grandes méritos de One Piece. Oda conseguiu dotá-los de personalidades bem características a ponto de sabermos exatamente como cada um deles agiria em determinada situação. Óbvio que os principais da trama são mais desenvolvidos que outros secundários, mas percebemos claramente que, mesmo nesses últimos, existe uma história de vida e um mínimo de profundidade.

Oda dá uma atenção especial à história de seus personagens e como ela acaba influenciando na construção de seu caráter, crenças e sonhos. Assim, quando vemos Luffy se entregar de cabeça para se tornar O Rei dos Piratas, nos identificamos com isso.

Emoção: One Piece é até hoje o único ever que me fez derramar manly tears (também conhecidas como “lágrimas másculas”). Ponto.

PS.: Quando Vegeta morre em Namekusei e pede ao Goku que acabe com Freeza foi emocionante. Mas não chega aos pés do Merry-go.

Comédia: Sim, é um mangá muito engraçado. Eu costumo dizer que One Piece pegou as principais características de Dragonball (principalmente da primeira fase, quando Goku ainda é pequeno) e as potencializou. Às vezes é um humor “bobão”, que surge da estupidez de alguns personagens. Outras vezes vem de algum trocadilho com as palavras ou de situações inusitadas. Mas no geral é bem feito.

Excelente curva de força/poder: Outro grande mérito da série é te apresentar logo no começo a diferença abismal entre a força dos protagonistas naquele momento e os tops do mundo. Por exemplo, no capítulo 49 (episódio 23), Roronoa Zoro, espadachim e imediato no Bando do Luffy, enfrenta o maior espadachim do mundo, Dracule Mihawk (Taka no Me Mihawk). Para uma série que já tem 756 capítulos, o nº49 é bem no começo. Óbvio que Mihawk não luta fullpower, mas isso já deixa muito claro o quanto Luffy e seu bando tem que evoluir para alcançar seus objetivos.

É totalmente diferente de Bleach ou Naruto, por exemplo, onde a cada nova saga brota da terra algum novo inimigo mega-over-power que ninguém nunca tinha ouvido falar. E então, o protagonista vai “treinar” para ficar mais forte e conseguir vencê-lo, gerando quase sempre alguma ideia absurda para justificar como ele conseguiu melhorar tanto em tão pouco tempo. O que, convenhamos, é quase um padrão em animes shonen.

Boas lutas e poderes: Mangá shonen tem que ter boas lutas, isso é um fato, e com One Piece não é diferente. Neste aspecto, uma característica interessante da série são as Akuma no Mi (fruto que concede alguma habilidade a quem o consome). Não existem duas Akuma no Mi iguais, ou seja, cada uma delas traz um poder único a quem a comer. Aí o limite é o da imaginação e criatividade, qualidades que Oda tem de sobra. O que mais tem em One Piece são poderes “não convencionais” que muitas vezes geram vantagens impensáveis em batalha e trazem uma dinâmica interessante para as lutas.

Coerência: Mesmo com toda a maluquice de seu mundo, One Piece é acima de tudo um mangá coerente – o que é fundamental para que “compremos” toda a ideia. – Oda demonstra que tem a história na mão e amarra assuntos muitas vezes apresentados lá no começo (e que talvez você não tenha nem dado muita bola) centenas de capítulos depois, te deixando de queixo caído. E aos poucos ele vai encaixando as peças do quebra cabeça, esclarecendo os mistérios. Entendedores entenderão.

Criativo: Assim como a Zueira, a criatividade de Oda não conhece limites. E isto se reflete não apenas na criação de um mundo complexo como também na solução de problemas de coerência que poderiam afetar a trama, como: “por que eles não navegam direto até o final do mundo (da Grand Line)?”; e outras coisas do tipo.

PS.: Não vou entrar tanto no detalhe nesse tópico, porque seriam necessários exemplos que poderiam trazer spoilers para alguns.

Ponto negativo (dependendo do ponto de vista): Como nem tudo são flores, vale destacar também um ponto que pode ser considerado negativo: a série é bem extensa e vai ficar ainda maior (como eu disse já tem 756 capítulos). O anime está na casa dos 660 episódios. Isso pode desestimular quem pretende começar a ler (ou ver) agora. Também, como o nível de detalhe é sempre muito grande, às vezes não acontece muita coisa de um capítulo para o outro, o que, para quem espera uma semana por 20 páginas (ou um novo episódio), pode ser bem frustrante. Mas quando vemos o conjunto completo, certamente compensa.

Oda originalmente planejou One Piece com duração de cinco anos, e ele inclusive já tem o final para a história; contudo, a série tem continuado muito além das suas expectativas e recentemente ele deu a entender que o mangá deve durar aproximadamente mais dez anos. Isso significaria também mais uns bons anos para o anime. Por mim, quanto mais, melhor!

One Piece

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