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Maze Runner: Correr ou Morrer

Baseado no romance para jovens adultos escrito por James Dashner, a história começa quando Thomas (Dylan O’Brien) desperta dentro de um enferrujado e estrondoso elevador industrial, que sobe a partir de um poço imenso e de profundidade insondável e desemboca em uma calma clareira cercada por imensas muralhas. Ele não tem ideia de quem ele é ou de onde ele vem. Ele encontra um grupo de outros jovens de sua idade e descobre que ele é apenas um dos muitos jovens que são levados àquele lugar, um a cada mês nos últimos três anos. Os outros também não têm ideia de quem eles são ou como eles chegaram ali, mas eles se juntam para desbravar os segredos daquelas paredes assustadoras que os cercam. Thomas e os outros logo descobrem que precisam correr pela liberdade ou vão morrer naquele labirinto. O problema é que as paredes se movem e o labirinto muda a cada dia.

(The Maze Runner) – Ficção Científica. Estados Unidos, 2014.

De Wes Ball. Com Dylan O’Brien, Ki Hong Lee, Thomas Brodie-Sangster, Aml Ameen, Will Poulter, Blake Cooper e Kaya Scodelario. 113min. Classificação: 14 anos.

Maze Runner: Correr ou Morrer


MAZE RUNNER: CORRER OU MORRER – CRÍTICA

Maze Runner: Correr ou Morrer é um filme incrível, cheio de suspense, que mostra a facilidade com que um diretor pode intensificar uma história intrigante, a ponto de se colocar em igualdade com grandes adaptações de livros para as telas, como Harry Potter ou Jogos Vorazes. Acompanhar o suspense em torno de um grupo de meninos que acorda preso em uma clareira entre muralhas, sem memória de quem eram antes, é uma experiência envolvente – mérito de seu diretor: Wes Ball.

Se o diretor é excelente, o elenco também. Não há muitas adaptações hoje em que podemos dizer que o elenco funciona adequadamente. Maze Runner é um desses casos. Cada ator concede honestidade aos personagens que interpretam, passando o sentimento exato de estar preso às cegas em uma situação que parece não ter escapatória. Eles possuem energia e emoção na medida certa. Cabe mencionar que o filme é protagonizado pelo ator Dylan O’Brien, mais conhecido como o cara mais legal da série Teen Wolf — Stiles Stilinski —, e ele realmente é excepcional. Ele conduz com firmeza sua função de liderança na história e atua a seriedade que o papel exige, mostrando que é um ator versátil, já que Thomas é um personagem completamente diferente de Stiles — se ele já tinha meu respeito por ser um Nogitsune, agora ele tem meu respeito por ser um Runner. — Soma-se a tudo isso a interação entre Thomas, Alby, Newt, Chuck, Gally, Minho e Teresa, que é sempre marcada por um misto de ferocidade e compaixão que ajuda a transmitir o clima da trama.

Mas além do bom elenco, o filme possui um personagem especial e extremamente importante: O LABIRINTO. Como uma espécie de vilão da história, o labirinto é tão grande e assustador como poderíamos esperar. Adaptar um labirinto com essa magnitude e complexidade, como aparece no livro The Maze Runner, certamente não é uma tarefa fácil, mas Wes Ball consegue construir o horror do labirinto com vitalidade e grandiosidade.

O labirinto parece ter vida própria — por isso eu disse que ele é praticamente um personagem. — A sensação de acompanhar os Runners dentro dele é angustiante. Como sobreviver a algo como aquilo? Que muda toda hora? Que parece não ter saída? E que é assolado por criaturas grotescas e assassinas? — pois é, os efeitos visuais de Maze Runner supera em muito quaisquer expectativas. — Para você ter uma ideia, em certos momentos, eu senti as mesmas emoções que senti assistindo a Attack on Titan — um anime sobre humanos que vivem enclausurados por muralhas imensas na tentativa de sobreviver aos ataques de gigantes devoradores de gente. — O motivo é justamente a sensação de ver pessoas pequenas e com medo diante de uma ameaça colossal, revelando quão insignificante o ser humano pode ser diante de uma ameaça incompreensível.

Por falar em criaturas grotescas e assassinas, os grievers — ME RECUSO solenemente a chamar de “verdugos” — parecem saídos de dentro de um pesadelo aterrorizante. Exatamente como deveria ser. Eles são uma mistura perfeita de besta geneticamente modificada e tecnologia, e de vez em quando até lembram um Alien — do filme Alien: O Oitavo Passageiro. — Os bichos são horrendos, nojentos e guardiões temíveis do labirinto. Mais uma vez, os efeitos são espetaculares. Os realizadores se esforçam para ocultar a aparência dos monstros, criando um mistério que alimenta ainda mais nossa imaginação, e ficamos esperando pelo momento em que poderemos finalmente vê-los. Isso contribui bastante na construção da atmosfera tensa da história.

Para alguém que está estreando na direção de um filme, Maze Runner prova que Wes Ball é talentoso e tem futuro na carreira — o que vai realmente acontecer, uma vez que a continuação, intitulada Prova de Fogo (The Scorch Trials), está sendo desenvolvida e terá Ball como diretor novamente. — O filme nunca revela muito sobre o curso de seu enredo, e não estraga a história de Thomas ou se desvia demais do rumo que ela deve seguir. A trama permanece no curso certo, bem encadeada em sua narrativa, com momentos adequados para construir o mistério, apresentar amigos e inimigos, produzir reviravoltas e desvendar o mistério, sempre nos estimulando a percorrer as curvas desse complexo labirinto como se nós mesmos fossemos Runners.

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