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Entrevista Com Michael Bay e Elenco Sobre Transformers: A Era da Extinção

Fotos: Christiano Rubin

Transformers: A Era da Extinção Coletiva

Transformers: A Era da Extinção (Transformers: Age of Extinction) recomeça sua história nos cinemas com seu quarto filme. Cinco anos após o grande confronto entre Autobots e Decepticons em Chicago, os robôs gigantes alienígenas vivem escondidos, agora caçados pelos humanos. Um dia o inventor Cade Yeager (Mark Wahlberg) encontra um caminhão abandonado, que ele decide levar para sua oficina. Enquanto tenta consertar o caminhão, ele descobre que se trata de um Transformer, o líder dos Autobots, Optimus Prime. Ao ajudar a trazê-lo de volta à vida, Cade e sua filha Tessa (Nicola Peltz) começam a ser perseguidos pelas autoridades americanas, determinadas a capturar o mais valioso Transformer conhecido. O problema é que existem mais interesses por trás da caçada aos Transformers além de simplesmente proteger o planeta.

O diretor Michael Bay, o produtor Lorenzo di Bonaventura e os atores Nicola Peltz e Jack Reynor — que formam o casal romântico do filme — estiveram no Rio de Janeiro para promover o novo filme da franquia. Eles participaram de uma pré-estreia e de uma entrevista coletiva em que falaram um pouco sobre suas experiências com a franquia.

Bay começou a conversa falando sobre as locações, que dessa vez, além dos Estados Unidos, também viaja para a China — “Viajamos ao redor do mundo com os filmes da franquia, como Egito e Jordânia no segundo filme, e quase todo o território norte-americano. As locações tornam tudo mais divertido. A China tem locações incríveis, motivo pelo qual decidi filmar lá.” Ainda de acordo com o diretor, o filme conseguiu a maior arrecadação de todos os tempos na China, em parte devido ao fato de parte da história se passar no país. O produtor Lorenzo Di Bonaventura acredita que outro motivo para o sucesso é o carinho dos chineses pela série — “Durante os anos 80, os chineses tinham apenas programas infantis para assistir. Um deles era Transformers, e eles se mantiveram muito apegados aos personagens. Isso é uma coisa incrível.”

Um dos novos elementos do filme é a inserção dos Dinobots, que são na verdade Transformers que se transformam em robôs dinossauros, criados originalmente em 1984 no episódio do desenho animado S.O.S. Dinobots. Bay comentou rapidamente sobre esses novos personagens — “Tentamos imaginar para onde essa maravilhosa história poderia seguir e existem grandes questões que poderiam ser respondidas.” Bonaventura completou — “Acho que Michael possui uma forma única de ver os robôs, de pensar e sentir como eles. Nós tivemos vários debates anteriormente sobre quais robôs colocar nos filmes e sobre usar os Dinobots, então dessa vez decidimos colocá-los. Fizemos até uma relação com o título A Era da Extinção.”

Nicola, de apenas 19 anos — embora pareça ser mais nova que isso —, participa de seu primeiro grande filme com Transformers: A Era da Extinção. A atriz ficou conhecida quando interpretou Katara em O Último Mestre do Ar e ganhou mais destaque recentemente como Bradley Martin na série Bates Motel. Para ela, o filme representa um crescimento pessoal e profissional — “Os robôs não estão lá durante as filmagens, mas uma coisa legal é que Michael Bay nos dá tantas informações sobre eles que nós conseguimos visualizá-los. E nós conversamos muito sobre os Autobots e os Decepticons e como eles são, e Michael e Mark (Wahlberg) simplesmente seguem em frente com suas ideias e não voltam atrás. É muito divertido usar a imaginação e pensar em quão grandes são os robôs.”

Jack complementou — “Todas as explosões e perseguições de carros, tudo isso é real. Elas são caras, mas é o que tornam o filme único.” O ator irlandês, assim como Nicola Peltz, é egresso de filmes independentes e, com Transformers, faz sua estreia em um filme de maior alcance. Para ele, foi uma experiência igualmente recompensadora, especialmente pela forma como foi confirmado na produção. Bay contou que conhecia Nicola e a queria para ser a filha de Mark Wahlberg — “Com ela foi fácil. Com Jack, não”, disse ele, em tom de brincadeira. — “Eu tinha cinco atores, peguei o celular de Jack e liguei para ele enquanto dirigia. Isso é ilegal na Califórnia. Eu disse que ele não tinha conseguido o papel, e ele estava tão nervoso e gaguejando. Então contei que era brincadeira e que ele estava dentro. Queria que ele se lembrasse daquele momento para o resto da vida.” — Por fim, Bay explicou que Wahlberg demonstrou interesse por Transformers na época em que os dois gravaram o filme Sem Dor, Sem Ganho (2013). Wahlberg também já conhecia Nicola, o que facilitou toda a dinâmica de pai e filha para a história.

Um dos temas mais debatidos, nessa entrevista e em tantas outras que envolvem Michael Bay, é as críticas acaloradas que ele normalmente recebe por seus filmes. Perguntado sobre esse assunto e sobre a fama como “destruidor do cinema”, o diretor demonstrou bom humor — “Não concordo com isso. Na verdade, acredito que estou ajudando o cinema, porque os filmes oferecem uma experiência cinematográfica. Não é algo que se poderia ver em um tablet, apenas estando fisicamente em frente a uma tela de cinema. As crianças adoram. Se um filme é assistido por milhões de pessoas é porque tem alguma coisa a dizer a elas. Filmes devem entreter e eu já vi muitas plateias ao redor do mundo que gostaram e se emocionaram e aplaudiram no final do filme.”

Bay acrescentou que uma vez teriam lhe perguntado por que ele não faz filme de arte, ao que ele respondeu — ”Isso é arte. Vocês têm ideia de quantas pessoas trabalharam arduamente para criar o Bumblebee? As crianças se emocionam quando olham para ele, veem a alma dele e escutam os barulhos que ele faz. Vocês sabem quanto tempo levamos apenas para construir as expressões faciais e os olhos dos robôs?” — O diretor finalizou dizendo o que realmente importa para ele — “Alguém uma vez disse que, se tem alguém que sabe de alguma coisa, esse alguém é o público.”

A verdade é que o público é quem manda mesmo. Eles são os verdadeiros responsáveis pela franquia estar entre as mais bem-sucedidas do cinema. Não é a toa que Transformers: A Era da Extinção já arrecadou mais de US$ 750 milhões ao redor do mundo. Os três filmes anteriores da franquia somam uma arrecadação de mais de US$ 2,5 bilhões de bilheteria no mundo todo. Com esse inegável sucesso, a franquia seguirá ganhando novos filmes, uma confirmação que vem do próprio Michael Bay — “Tentamos nos reinventar com o quarto e dar uma nova vida para a franquia, para dar início a uma nova trilogia.” — Esse é apenas o começo. Ainda teremos Transformers CINCO e SEIS.

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