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AMERICAN IDOL 2014 – Populares X Particulares

American Idol 2014

Estamos bem próximos do final da décima terceira temporada de American Idol e até agora, mesmo faltando apenas cinco integrantes, acho que nunca foi tão difícil prever o resultado. Desde as audições, percebi que os juízes estão agindo diferente esse ano. Eles não estão buscando artistas POP — no sentido de obviedade, não do gênero da música. Vou tentar explicar melhor. Logo nas primeiras audições, a gente viu pessoas talentosíssimas sendo cortadas. Vou confessar que fiquei um pouco confusa, mas depois entendi que era intencional. Na semana de Hollywood, ficou ainda mais claro. Esse ano seria das pessoas menos óbvias possíveis. E isso me surpreendeu bastante.

Até hoje, não lembro de ter visto o programa explorar vozes e estilos alternativos, quase “experimentais”, sabe? Quando chegou a hora de cortar o povo todo até sobrarem apenas doze, por um lado achei que fosse ser o ano mais interessante até agora, por outro, imaginei se a audiência não iria diminuir drasticamente. Não sabia até que ponto o público ia entender essa mudança. A galera está acostumada com vozes comuns, agudos potentes, “beleza” no palco (pelo menos a beleza da moda, como é vista hoje).

Isso não quer dizer que os participantes atuais sejam ruins ou feios, não é isso, mas não são o que “se espera” de um programa comercial como o American Idol. Digamos que os participantes não seriam os populares da escola… E isso é bom! Acho que em grande parte essa mudança se deve à participação do novo juiz, Harry Connick Junior, que é extremamente técnico e adora deixar isso claro. Chega a ser um pouco arrogante, mas creio que seja o papel dele de educar música, em vez de apenas julgar se a pessoa merece estar ali ou não. E isso é ótimo para a indústria pop, principalmente, a que mais precisa de “letra”.

Outra coisa que influenciou na mudança, na minha opinião, foi a chegada de programas como o The Voice, que não está preocupado em encontrar uma voz única, diferente, incomum, que possa contribuir com um lado totalmente inovador. O que eles querem é a referência. As pessoas precisam se identificar para assistir, e eles precisam de audiência. É, por definição, um programa popular. Você taca gente alternativa ali e eles não duram. Há exceções, como tudo na vida, mas essas pessoas se destacam por serem muito talentosas.

O que eu vejo acontecendo este ano no American Idol é que os juízes pegaram vários diamantes brutos para lapidar. Salvo um ou dois, nenhum ali é extremamente talentoso. Eles precisam de treino, técnica e mal sabem se conectar com o público, ou porque são tímidos ou porque precisam de prática. A maioria parece peixe fora d’água. Não estou acompanhando muito a audiência e notícias em relação a isso, mas não me surpreenderia se visse que American Idol já não se destaca mais como um programa popular. E vamos combinar que acreditar na palavra do Ryan Seacrest em relação ao número de votos seria tão inocente quanto acreditar que o Big Brother Brasil não é manipulado. Mas tudo é possível.

Por ser um ano peculiar, gostei muito de acompanhar o processo de cada participante e ver como eles cresciam a cada episódio. A diferença é absurda. Foi triste ver alguns dos que eu mais gostava saírem; o CJ, por exemplo, mas como eu sempre repito, o vencedor do programa nem sempre é o mais sortudo. É o que você faz depois com a breve fama que ganhou que importa. O CJ tinha uma voz rasgada, um timbre lindo, e ele desafinava de um jeito vulnerável, sabe?, que me fazia torcer por ele. Acho que vulnerabilidade é a palavra que mais define a temporada este ano.

Engraçado ver que, mesmo os juízes tendo forçado a barra para o programa ganhar estilo próprio ao escolher pessoas não óbvias, as pessoas que assistem acabam optando pelo mais “popular”; os votos dizem isso, se é que eles são reais. Dos cinco restantes, três são “típicos” vencedores do American Idol: Caleb Johnson, Jessica Meuse (queria fazer piadinha com o sobrenome dela, mas acho que não é o momento, rs) e Jena Irene. Com exceção da Jessica Meuse (vocês já entenderam a piada, né?), que eu acho insuportável cantando, falando e respirando, e é bem country, bem estilo “América”, coisa que eles adoram, Caleb e Jena são os meus favoritos. Caleb por razões óbvias: a pegada dele Heavy Metal, Rock ‘n’ Roll, o rasgado agudo que eu amo nesse estilo (ele me lembra muito o Bo Bice, que perdeu para Carrie Underwood), e Jena, por ter um timbre Adele podendo ser usado facilmente num metal melódico. Ela é linda. Meu voto é dela. E do Caleb. Ai, tô confusa. Pelo menos, a final, podia ser entre eles. Isso sim!

Os outros dois também não ficam muito atrás. Sam Woolf tem o nome, o carisma e, pelo que parece, a beleza que as meninas mais novas procuram, rs. Elas ainda não sabem o que querem, tadinhas. Mas ele canta direitinho. Só acho que tem um longo caminho ainda a percorrer. Já Alex Preston são outros quinhentos. Ele está pronto. Já é profissional e sabe muito bem quem é. Ele poderia, sim, ganhar o American Idol se o estilo de voz e personalidade dele não fosse de um nicho pouco… explorado. Se ele ganhar vou me surpreender bastante, mas duvido que ele fique sem “emprego” se não sair vitorioso dessa. Ele está garantido na indústria fonográfica.

E vocês? Quem vocês acham que vai ganhar essa disputa entre os populares e particulares?

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