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O Grande Herói

Adaptação do livro de não-ficção Lone Survivor: The Eyewitness Account of Operation Redwing and the Lost Heroes of Seal Team 10, escrito pelo ex-Navy SEAL, Marcus Luttrell, que é interpretado por Mark Wahlberg, O Grande Herói (Lone Survivor, EUA, 2013) conta a trágica história de sobrevivência dos soldados do SEAL Team 10 em uma missão de derrubar um perigoso líder talibã, Ahmad Shah, conhecido por ter matado vários militares norte-americanos. Quatro fuzileiros navais são enviados para cumprir a tarefa: Marcus Luttrell (Mark Wahlberg), Michael P. Murphy (Taylor Kitsch), Danny Dietz (Emile Hirsch ) e Matthew Axelson (Ben Foster) — liderados por Erik S. Kristensen (Eric Bana) —, que avançam pelas montanhas até a vila onde se esconde o líder talibã. Quando a missão é comprometida, os quatro soldados são forçados a tomar uma decisão difícil sobre como proceder, e acabam se tornando alvo de uma perseguição violenta dos inimigos.

O Grande Herói

Na tentativa de recontar os eventos da história de Marcus Luttrell com impacto, o diretor Peter Berg (Hancock, Battleship) trabalhou na recriação de cada ferida à bala e cada queda pelas rochas da montanha com a maior precisão possível, e o resultado é um filme intenso e dramático sobre militares. O Grande Herói foca levemente na relação de companheirismo entre os personagens principais e parte para a ação na linha de frente, sem ponderação, revelando quanto dano uma pessoa é capaz de suportar, no corpo e na alma. As performances do ótimo elenco são impressionantes, auxiliadas de perto por uma caracterização que torna os atores sutilmente parecidos com os SEALs reais. Além de ser uma história impactante — e bastante violenta — de sobrevivência, o filme também é um honorável tributo aos homens que perderam suas vidas durante a Operação Red Wings.

Grande parte do mérito é de Peter Berg, que consegue estabelecer os elementos principais de O Grande Herói logo nos primeiros minutos, criando rapidamente, sem muito rodeio, uma relação de camaradagem entre os personagens que desperta empatia imediata. Com informações sutis, mas assertivas, conseguimos conhecer mais sobre a história pregressa e a personalidade de cada integrante da operação, suas convicções pessoais e seus laços com entes queridos. Além disso, somos inseridos mais intimamente na vida dos Navy SEAL — que são algo como fuzileiros navais da Marinha dos EUA — e suas operações, sem sofrermos com milhões de jargões militares e estereótipos excessivamente machistas.

Berg nos apresenta seu universo de forma simples e direta, revelando seus heróis como homens sensíveis e amistosos — maridos, namorados dedicados e irmãos que discutem casualmente sobre cores de tinta para a casa em que vão morar com suas esposas enquanto atuam como assassinos treinados, capazes de suportar um tormento físico e emocional inacreditável. Acompanhamos homens reais, que travaram uma verdadeira batalha de vida ou morte, e o fizeram com nobreza e honra. O drama é tão importante quanto a ação em meio a tiroteios, tratados de igual para igual no enredo. Cada personagem principal possui uma característica diferente e única, tornando-os distintos em personalidade e comportamento.

O trabalho de Mark Wahlberg como Luttrell é forte, especialmente quando as coisas mudam drasticamente para seu personagem no terceiro ato. Wahlberg é um ator de qualidade, capaz de atuações marcantes quando trabalha com o material certo e com uma direção eficiente. Seu desempenho em O Grande Herói é emocionante.

Os desempenhos vigorosos de Taylor Kitsch, Ben Foster e Emile Hirsch estimulam nossa torcida por eles, por mais que desde o começo saibamos o desfecho da história. Cada um desses três reforça a tensão trágica em suas atuações, representando com sucesso a mudança de amigos/irmãos despreocupados e brincalhões para heróis quebrados e devastados na pior situação possível. A resistência e a força de caráter demonstrada por esses homens no filme são dignas de reverência. Por isso torcemos por eles. Pela coragem e heroísmo. O destaque maior fica por conta de Ben Foster como Axe, que cria um personagem carrancudo e calculista, mas absurdamente carismático, e responsável por algumas das mais fortes e inesquecíveis cenas do filme.

O Grande Herói é uma experiência claustrofóbica, que nos força a confrontar os horrores do campo de batalha. Alguns provavelmente se sentirão oprimidos pela violência, outros podem sentir uma solidariedade angustiante. Com uma experiência visual áspera, cheio de cenas comoventes de tragédia, mas performances fortes e uma abordagem sincera de uma situação da vida real, esse é um filme que, a cada ferimento de bala, nos revela o tipo de horror que homens e mulheres precisam enfrentar em uma guerra, e como em situações de extrema crise, o ser humano é capaz de maiores atos de crueldade ou heroísmo ou tudo junto.

O Grande Herói

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  • Elizandra santanna

    Nossa,esse filme merece o oscar muito emocionante,assisti mais minha familia e sentimos muito a cada cena bem real q foi vivida pOr cada um desses guerreiros q estao no ceu hj!!! Marcus foi uma prova viva d Deus q com tantas lutas superou ate ser encontrado um grande homem q Deus fez mais q vencedor!!! Estou muito emocionada ate agora por ta lembrando desse filme,triste q pode passar imagens para nos seres humanos ,q nos sensibilizamos com essa grade tragedia!! Elizandra santana (Redençao/PA)

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