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Frankenstein: Entre Anjos e Demônios

Frankenstein: Entre Anjos e Demônios

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Frankenstein: Entre Anjos e Demônios

Frankenstein: Entre Anjos e Demônios (I, Frankenstein, EUA, 2014) é exatamente o que parece para quem viu pelo menos um trailer — um filme raso de ação e terror, no melhor estilo de Anjos da Noite. Mas agora, ao invés de vampiros contra lobisomens, temos demônios contra gárgulas escolhidos por anjos. O Frankenstein, chamado de Adam, aparece em meio a essa guerra como herói atormentado e em busca de redenção.

A história do filme tem como protagonista Adam, que mesmo 200 anos depois de ter sido criado pelo Dr. Frankenstein, ainda caminha pelo mundo, vivendo às margens da sociedade. Mas quando se vê no meio de uma guerra que pode determinar o destino de toda a humanidade, Adam descobre que pode ser a chave para a destruição total e precisa lutar para sobreviver a isso.

O elenco inclui Aaron Eckhart como Adam/Monstro; Aden Young como Victor Frankenstein; Bill Nighy, como o demônio-mor Naberius — e reforçando que é um ator ONIPRESENTE nesse tipo de filme —, Yvonne Strahovski como a cientista Terra; Miranda Otto e Jai Courtney como Leonore e Gideon, membros da Ordem dos Gárgulas, criada pelos anjos para proteger o mundo dos demônios.

O enredo foi desenvolvido por Kevin Grevioux, que ajudou a escrever o roteiro dos filmes da franquia Anjos da Noite — e isso explica essa vibe Anjos da Noite —, e tem direção de Stuart Beattie. Grevioux, um homem alto, de pele negra e voz gutural marcante, interpreta um dos asseclas do vilão Naberius, o demônio Dekar, e também fez parte de Anjos da Noite como o lobisomem Raze.

Embora existam alguns elementos interessantes para tornar este filme uma trama especial sobre o personagem Adam, juntamente com a mitologia intrigante por trás da guerra entre demônios e gárgulas, Frankenstein é basicamente o estilo sobre a substância em cada tomada. Felizmente, esse estilo é convincente no que se propõe — o que significa que qualquer pessoa que tenha se divertido com propostas semelhantes, especialmente a série Anjos da Noite, possivelmente vai encontrar uma razão para se divertir com Frankenstein — o que significa (de novo) guilty pleasure. Esse é o meu caso. Os efeitos visuais recebem bastante destaque, e são fortes, especialmente a maquiagem demoníaca e os close-ups em CGI dos gárgulas. Outro ponto forte são as cenas de ação, dinâmicas e bem coreografadas. Os combates contra do Frankenstein contra os demônios são legais para caramba, com destaque para a luta entre Adam e Zuriel, que é uma verdadeira batalha contra um “chefão de fase”.

Ainda assim, a história é uma profusão de sequências dedicadas ora à construção de um mundo mítico próprio — como a descendência dos demônios e a ascendência dos gárgulas quando morrem, por exemplo — ora dedicadas às cenas de ação. Os buracos no enredo são gritantes. Para cada ideia inteligente, há um momento de rasos e de pura descrença, especialmente porque o filme claramente prioriza o avanço da história em vez de desenvolver seus personagens. O arco mais forte, mesmo com seus problemas, ainda é o do personagem principal. Adam percorre uma jornada em busca de uma alma, de sua “humanidade” interior, que embora seja um estereótipo clássico, também explora elementos interessantes, como a questão mais óbvia do filme — o que significa ser um monstro? — Eckhart mantém um equilíbrio cuidadoso entre conceder uma “alma” para Adam e descarregar a raiva e a frustração de uma criatura deslocada no mundo.

Até certo ponto, é como se fosse um upgrade na premissa “Mundo das Trevas” semelhante ao que aconteceu no RPG. O primeiro Anjos da Noite, na época da estreia, teve vários problemas com a White Wolf por questões de direitos, pois o filme tinha muitos elementos semelhantes às mitologias de Vampiro: A Máscara e Lobisomem: O Apocalipse. Agora é curioso ver que Frankenstein: Entre Anjos e Demônios parece pegar algumas inspirações de Promethean: The Created, jogo que aborda seres criados artificialmente como o Frankenstein e que faz parte da linha de RPG sobre o Novo Mundo das Trevas.

O filme não tenta manter relação com o clima e a profundidade da história original de Mary Shelley, e nem deveria. O monstro de Mary Shelley é apenas um gancho, nada mais. Esse Frankenstein é muito mais ação e menos história. É tosco como um filme B. Mas quem gosta de Anjos da Noite, talvez goste dessa versão do monstro clássico, talvez pelo prazer culposo, ou talvez simplesmente pelo escapismo.

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