Filmes

R.I.P.D: Agentes do Além

R.I.P.D: Agentes do Além

R.I.P.D: Agentes do Além

R.I.P.D: Agentes do Além

R.I.P.D: Agentes do Além

“Pessoas que morrem e são recrutados como agentes sobrenaturais do outro mundo” é sempre uma premissa interessante, e que eu particularmente gosto muito. Os desenhos japoneses têm muito disso, como Yu Yu Hakusho, Bleach, e outros. Por isso mesmo, R.I.P.D: Agentes do Além (EUA, 2013) tinha um tremendo potencial para dar certo, e ser legal pra caramba, mas no fim, é apenas R.u.I.m.P.D. — e nada salva.

A série de quadrinhos R.I.P.D. (Rest in Peace Department), escrita por Peter M. Lenkov e publicada pela Dark Horse, foi adaptada para o cinema sob direção de Robert Schwentke, responsável por Red: Aposentados e Perigosos (que também veio dos quadrinhos). Red é um filme sensacional e divertido, e sabe aproveitar seu elenco e suas ideias. O grande erro de R.I.P.D. é desperdiçar bons atores e boas ideias num filme de efeitos visuais toscos e muita — muita! — vergonha alheia.

A história tem como personagem principal o policial Nick Walker (Ryan Reynolds), que morre no cumprimento do dever e é recrutado para participar de uma equipe de policiais mortos-vivos que trabalham no R.I.P.D. — uma força policial composta por fantasmas que lutam contra espíritos que se recusam a deixar o mundo dos vivos. No “Departamento Descanse em Paz”, Walker torna-se parceiro de Roy Pulsipher (Jeff Bridges), um pistoleiro do velho-oeste, morto há centenas de anos.

Existem aspectos positivos. Qualquer produção que tenha Jeff Bridges, Mary-Louise Parker, Ryan Reynolds e Kevin Bacon no elenco é digna de alguma consideração, e os atores concedem um breve suspiro de vitalidade ao filme. Breve mesmo. Porque o suspiro dura pouco, e o filme morre na praia — ou melhor, num prédio. Certamente, R.I.P.D. teria sido muito pior sem eles.

Difícil é imaginar como um roteiro tão fraco atraiu atores tão bons. Por um lado, pode ser por dinheiro, já que filmes baseados em HQs estão em evidência e costumam render grandes bilheterias. Por outro lado, numa entrevista à GQ, Jeff “The Dude” Bridges disse — “Eu tive um grande momento trabalhando nesse filme. Lembro-me que estávamos fazendo e pensei: ‘isso pode ser divertido de ver.’ Mas quando eu vi o resultado final, fiquei desapontado. O que eu pensou é que o estúdio fez algumas escolhas que eu não teria feito.” — ou seja, durante as gravações, o filme devia estar legal, mas depois, na pós-produção, o negócio desandou — os efeitos visuais, a trilha sonora e a edição são sofríveis, de fato.

Além disso, provavelmente, muitos imaginavam que R.I.P.D. alcançaria um sucesso tipo MIB: Homens de Preto, só que com fantasmas. Mas não foi dessa vez. Só pra citar uma lição de Homens de Preto, é que as criaturas precisam ser engraçadas também — pelo menos com esse tipo de proposta. Os “mortícios” são apenas bolhas repugnantes em computação gráfica que sacodem toscaria pra todo lado.

O mais triste é ver um ator como Jeff Bridges fazendo um personagem tão raso e com linhas de diálogo tão fracas, a ponto de uma cena promissora, por exemplo, ser detonada por causa de uma piada sem graça e sem timing sobre “um coyote fazendo sexo com o crânio de Roy quando ele foi morto no velho-oeste” — esse é o nível de vergonha alheia que o ator chega. Na verdade, é só o que há: vergonha alheia. Não há tensão, nem história, nem surpresa, apenas uma hora e meia de mortificação.

Compartilhe este Post

Posts Relacionados



Inscreva-se no Canal

Resenhas Populares

Rogue One: Uma História de Star Wars

Rogue One: Uma História de Star Wars

Animais Fantásticos e Onde Habitam

Animais Fantásticos e Onde Habitam

Raw

Raw

Capitão Fantástico

Capitão Fantástico

O Homem nas Trevas

O Homem nas Trevas

Nível Épico em Imagens

Google Plus

Facebook

SoundCloud