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Hit-Girl

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Apesar de Dave Lizewski ser o protagonista de Kick-Ass, é praticamente unanimidade que a personagem da série que conquistou os fãs é Mindy, a Hit-Girl, uma garotinha que foi treinada pelo pai psicótico, Big Daddy, para matar das formas mais fodásticas possíveis tudo quanto é bandido.

Servindo de interlúdio entre o primeiro e segundo volume da série principal, os autores Mark Millar (roteiro) e John Romita Jr. (desenhos) resolveram fazer a minissérie spin off Hit-Girl (EUA, 132 páginas, 2012) publicada pelo selo Icon, da Marvel Comics, contando como se deu a sua readaptação ao mundo civil. No Brasil, a editora Panini publicou a obra em uma única edição encadernada com o nome Prelúdio Para Kick-Ass 2 (já que a HQ Kick-Ass 2 ainda não foi lançada no Brasil).

Após os acontecimentos da primeira série, Mindy acaba indo morar com a mãe, que possui uma saúde mental frágil. Seu padrasto é um policial mais esperto que a média. Ele está sempre de olho na garota, desconfiando que ela não deixou para trás seu passado de vigilante. O que realmente é verdade.

Além de treinar Dave para se tornar um super-herói melhor — o que rende algumas cenas hilárias — a menina ainda tem como objetivo terminar de assassinar todos os membros da máfia local. Ao mesmo tempo, tenta se enturmar com as colegas da escola, que a esnobam completamente. Assim, temos uma curiosa ambiguidade bem típica do gênero, com uma protagonista vítima de bullying durante o dia e assassina impiedosa à noite. E é claro que ela tem um jeito bem particular de lidar com essa situação!

Em paralelo, vemos a trajetória de Red Mist tentando voltar a ser um vilão. Embora não tenha ligação com os eventos da trama principal, ela serve de gancho para Kick Ass 2, além de alívio cômico.

Ainda que seja uma leitura divertida, desta vez a dupla de autores acaba fugindo de vez da proposta original. O que a princípio seria o mote de Kick-Ass era a ideia de um adolescente sem nada de especial que resolve vestir uma roupa espalhafatosa e combater o crime. Hit-Girl e Big Daddy acabavam destoando neste aspecto por serem fodões demais, matando os adversários de modos espetaculares e bem inverossímeis.

Agora que a Hit-Girl assume o foco principal, essa tentativa de tornar as coisas mais próximas do real acaba sendo abandonada de vez. Pra quem gosta da personagem, isso não é um problema; só que o resultado final acaba sendo apenas mais uma história mediana, sem muito brilho. Mais uma vez parece que Mark Millar não consegue aproveitar todo o potencial de suas criações, preferindo ficar apenas no humor adolescente.

Quem gostou do filme ou dos quadrinhos originais certamente vai apreciar esta série. O ritmo, o clima, o humor, tudo continua o mesmo. Ao mesmo tempo, a trama avança e os personagens evoluem. E convenhamos, apesar da Hit-Girl ser capaz de atitudes extremamente cruéis, ela é extremamente adorável. E é por ela ser cativante que a leitura segue sem tropeços. Só ao final, depois de algumas risadas e vibrações é que o leitor vai pensar “É, foi legal, mas poderia ser melhor”.

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