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Seria cruel comparar A Rede Social, um ousado trabalho de cinematografia moderna e contemporânea, com jOBS (EUA, 2013), uma pretensiosa biografia do fundador da Apple, embora ambos possuam características semelhantes. Os dois contam a história da fundação e dos fundadores de desenvolvimentos tecnológicos que revolucionaram um comportamento social. Um, no entanto, é muito bom, enquanto o outro é um colossal erro de cálculo.

Escalar Ashton Kutcher, o astro da série That 70’s Show poderia ter se tornado uma aposta perigosa e sair pela culatra. Mas o resultado conseguiu ser ainda mais catastrófico. Jobs nunca foi uma figura particularmente carismática, e o roteiro do filme deixa claro que seu relacionamento com seus empregados às vezes era “intenso”.

Kutcher, um ator que surgiu como promessa para papéis de comédia, se tornou um artista extremamente limitado em todos os parâmetros. Sua tentativa de representar Jobs de uma forma quieta, discreta e profunda, não podia ter tido resultado mais decepcionante. E pior, serviu mais para sujar a imagem de forma antipática do bilionário empresário e inovador tecnológico, ao invés de prestar um tributo em sua homenagem.

O diretor Joshua Michael Stern e o escritor estreante Matt Whiteley decidiram estudar as origens de Steve Jobs e da fundação da Apple, que aconteceu na garagem de seus pais adotivos quando ele e seu amigo, Steve “The Woz” Wozniack decidiram criar o primeiro computador portátil e popular numa época em que os computadores faziam parte de um mercado que ainda não existia. Essa história, aliás, já foi contada em outro filme, Piratas do Vale do Silício, filme feito para a televisão de 1999.

No entanto, eles optaram por omitir – de forma insatisfatória – as repercussões da briga épica de Jobs com Bill Gates, as acusações de plágio e roubo de propriedade intelectual, a compra da produtora Pixar e o câncer pancreático que levou Jobs à morte aos 56 anos de idade, no dia 5 de outubro de 2011.

Jobs começa sua jornada como um estudante desajustado que largou a faculdade nos anos 70, fundou sua própria empresa na garagem dos pais, perdeu-a para um grupo de burocratas que não souberam administrá-la, e depois a ganhou de volta para torná-la a mais lucrativa do mundo. Ainda assim, em 122 minutos de duração, o filme parece estranhamento longo pela forma como os assuntos são tratados e incrivelmente curto pela quantidade de temas que deviam ter sido abordados e não foram.

Os diálogos e o elenco de apoio seguram este cataclísmico evento cinematográfico de colapsar sobre si mesmo como uma estrela morta. No entanto, se A Rede Social de David Fincher foi escrito e dirigido com perspicácia técnica, inteligência e ritmo, jOBS é um processo lento e miserável de pretensiosismo, embebido em uma péssima atuação de seu ator principal, sobre o qual todo o peso da obra é jogado nas costas.

E se A Rede Social termina com um dilema ético, o único dilema de jOBS é saber se o filme é uma homenagem ao seu protagonista, ou se é apenas uma maçã podre. Se quiser conhecer um pouco mais sobre os verdadeiros percalços enfrentados por Jobs na construção de sua empresa, o supracitado Piratas do Vale do Silício conta a história sem omitir detalhes importantes.

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