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OS VINGADORES: A ERA DE ULTRON – Joss Whedon Fala Sobre Matar Um Vingador

Joss Whedon Sobre Matar Vingadores

Se você acompanha a carreira de Joss Whedon desde o começo, você provavelmente sabe a capacidade que ele tem para criar personagens adoráveis e depois matá-los sem piedade — embora o Agente Coulson tenha conseguido aparentemente superar isso, embora estejamos falando de quadrinhos, onde personagens morrem e voltam o tempo todo.

Os Vingadores: A Era de Ultron, naturalmente, está deixando muita gente preocupada com as tendências de Whedon, e muitos já acham que ele pode matar alguém importante no filme. Mas isso também pode ser uma conclusão precipitada.

Durante uma entrevista à Entertainment Weekly sobre a série Agents of S.H.I.E.L.D, justamente onde uma das vítimas de Whedon é ressuscitada, ele falou sobre a ideia de verdadeiramente matar um personagem-chave desse universo — “Eu estou sempre brincando sobre isso. Hum… talvez?… Mas eu teria que ter uma razão muito boa, realmente uma grande sequência para [os executivos da Marvel] considerarem: ‘Vamos cortar uma franquia em potencial, isso é bom!’ Eles sabem como qualquer bom estúdio que, sem algumas estacas, um perigo real, quão envolvidos podemos ser? Nós não podemos apenas descartar a ideia, mas também não é uma missão assumida: ‘Quem é que podemos matar?’ Tentamos construir a história organicamente e dizer, ‘Quão difícil podemos tornar a vida para essas pessoas?’ Você vai ao cinema para ver essas pessoas que você adora sofrerem, e é por isso que você vai ao cinema.”

Pode até ser que personagens-chave não morram, mas uma coisa precisa ser considerada. Com pelo menos dois novos personagens se juntando à equipe, Mercúrio e Feiticeira Escarlate, possivelmente interpretados por Aaron Taylor-Johnson e Elizabeth Olsen, respectivamente, e também com as mudanças de contratos dos atores que interpretam personagens já introduzidos, a Marvel vai ter que se preparar em algum momento para substituir personagens em seu universo. Eles podem morrer, ou não, mas é um fato que vão precisar de soluções criativas para essas possíveis necessidades futuras.

Vale mencionar que Whedon já disse inúmeras vezes que pretende fazer Os Vingadores: A Era de Ultron como um filme mais intimista e pessoal — ou seja, mais sombrio. Kevin Feige, presidente da Marvel Studios, assim como Whedon, tem falado bastante sobre o Gavião Arqueiro ter mais espaço no segundo filme dos Vingadores, mas com a agenda consideravelmente atribulada do ator Jeremy Renner, a demanda de Hollywood e o potencial mínimo para um filme-solo, o arqueiro é quem aparece com maior potencial para ser tirado da ação — leia-se: morto.

Além disso, não se pode falar sobre mortes de personagens, sem mencionar o Capitão América. No final da saga Guerra Civil nos quadrinhos, Steve Rogers foi assassinado, levando a seu velho amigo Bucky (O Soldado Invernal) a pegar seu escudo e assumir o papel de Capitão América (até que Rogers finalmente voltou da morte, é claro).

Apesar de não sabermos se a história da Guerra Civil poderia ser adaptada para o cinema, já que os direitos de muitos personagens principais dessa saga, como o Homem-Aranha, estão com outros estúdios, a ideia de Steve Rogers morrer é um arco narrativo que a Marvel não pode ignorar, especialmente com Chris Evans renegociando sua oferta inicial de nove filmes para apenas seis, e com o fato de que O Soldado Invernal vai ser introduzido na sequência de Capitão América — interpretado por Sebastian Stan, que também tem contrato para seis filmes.

A questão é, depois de trazer de volta Agente Coulson, será que esse conceito de “morte” no universo do cinema seria válido?… Ou seria igual ao conceito nos quadrinhos, onde personagens morrem e voltam o tempo todo? Vamos ver.

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