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Percy Jackson e o Mar de Monstros

Percy Jackson e o Mar de Monstros

Percy Jackson e o Mar de Monstros

Percy Jackson e o Mar de Monstros

Percy Jackson e o Mar de Monstros

Percy Jackson é um garoto que tinha uma vida bem comum, alguns problemas de socialização, até descobrir que na verdade é alguém muito especial. Filho de um deus mitológico (Poseidon), passa a viver em um acampamento para crianças como ele, onde ganha dois amigos, um outro garoto e uma garota.

Essa é uma sinopse que lembra outra saga sobre outro garoto muito famoso, que rendeu uma série de filmes de enorme sucesso. Esse é o problema daqueles que decidiram adaptar a série de livros sobre Percy Jackson para o cinema, comparar com o outro famoso personagem literário, porque esse outro personagem fez um sucesso enorme, e tudo em que conseguiram pensar, ao conceber a saga do semideus, foi em ganhar muito dinheiro.

O problema é que a trama dos livros de Percy Jackson é bem rica, cheia de referências estudadas e pesquisadas sobre os deuses da mitologia grega. Com certeza, lembra a outra famosa saga, mas é injusto achar que é apenas isso, porque ele toma seu próprio caminho e se afasta bastante de sua “inspiração”. Porém, tanto para realizar o primeiro filme, quanto o segundo, os produtores parecem ter visto apenas as semelhanças, e um mundo que por acaso cita mitologia grega. E é exatamente isso que acontece, citações superficiais surgem durante o filme, criando uma história fraca e cheia de furos, levando a situações extremamente óbvias.

Curiosamente, os filmes estão aos cuidados de Chris Columbus, o mesmo responsável por adaptar Harry Potter. Mas reconhecemos que se Columbus continuasse a frente dos filmes do bruxinho, sua saga não terminaria tão magistralmente como terminou. Enfim, Columbus dirigiu o primeiro filme, em 2010 (que não fez tanto sucesso e não é realmente um bom filme). Percy Jackson e o Mar de Monstros (Percy Jackson: Sea of Monsters, EUA, 2013) tem apenas produção executiva de Columbus, que deixou a direção para Thor Freudenthal, que conta com títulos como Hotel Bom pra Cachorro e Diário de um Banana em seu currículo. Especialista em filmes infantis, talvez um filme para jovens adultos seja um desafio grande demais para o diretor, que transformou a trama desse segundo filme em uma grande aventura boba, sem nenhum conteúdo.

Percy Jackson (Logan Lerman) salvou o Monte Olimpo, mas entre os jovens do acampamento e seus tutores, ele é tratado como todos os outros. Até o dia em que aparece um estranho visitante e Percy descobre que tem um meio-irmão, um ciclope chamado Tyson (Douglas Smith). No mesmo dia, o acampamento é atacado por Luke (Jake Abel), que envenenou a árvore que mantém o feitiço que protege o acampamento. Percy descobre que a árvore nasceu quando a filha de Zeus, Thalia Grace (Paloma Kwiatkowski), morreu ali na floresta. Para salvar a árvore, será preciso recuperar o Velo de Ouro, e Dionísio (Stanley Tucci – um dos responsáveis pelos poucos bons momentos do filme) envia Clarisse (Leven Rambin), filha de Ares, até o Mar de Monstros para conseguir o Velo. Decidido que esse é o seu destino, Percy resolve ir atrás do Velo de Ouro ao lado de seus amigos, Annabeth (Alexandra Daddario), Grover (Brandon T. Jackson) e seu meio-irmão, Tyson. No caminho, Percy encontra o pai de Luke, Hermes (Nathan Fillion – outra boa surpresa relâmpago do filme), que o ensina como chegar ao Mar de Monstros e derrotar Luke.

O filme tem bons momentos, como Dionísio não conseguir beber vinho, desde que Zeus o amaldiçoou, e todo o vinho que ele coloca em sua taça vira água. Hermes é outro, dono da UPS, discute com seu cajado que é enfeitado com duas cobras vivas. Os dois atores, Tucci e Fillion, ajudam a salvar esses poucos momentos criativos do filme com seus talentos. Os personagens secundários são mal aproveitados, a mitologia de Thalia é contada muito rapidamente e de forma frívola, e os monstros do Mar de Monstros não causam nenhum tipo de emoção, porque não aparecem da forma épica como deveriam aparecer.

O temido encontro com a Charybdis, o enorme monstro que comanda o Mar de Monstros se resolve com muita facilidade. O enorme encouraçado de Clarisse não causa o impacto que deveria causar, apesar de sua genial tripulação de zumbis. O clímax do filme, em Circeland, onde eles devem enfrentar um ciclope, Luke e talvez Cronos, acaba sendo apenas uma versão sem graça de Goonies – os irmãos Fratelli são muito mais apavorantes do que qualquer monstro que passe pelo caminho de Percy Jackson.

Rápidas “surpresas” acontecem no mesmo momento em que se sabe exatamente como aquilo irá se resolver, tornando os 106 minutos de filme em horas intermináveis de momentos previsíveis. Então, uma pequena surpresa no fim deixa claro que vem por aí um terceiro filme. Agora é torcer para que afastem Columbus do projeto, ou que pelo menos contratem diretor e roteiristas melhores. Fico triste pelos fãs da saga de Percy Jackson, que mereciam uma adaptação bem melhor.

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