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Jurassic Park 3D

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Jurassic Park 3D

Os dinossauros estão de volta, agora, em 3D. Jurassic Park (EUA, 1993) completou 20 anos em junho, tendo sido exibido aqui no Brasil como Parque dos Dinossauros, responsável por uma época quando as inovações cinematográficas enchiam nossos olhos de uma forma deslumbrante que não se vê tanto hoje em dia.

Jurassic Park foi lançado por Steven Spielberg na década de 90 e agora é relançado em 3D, explorando essa tecnologia tão presente no cinema atual. Mais do que isso, o relançamento é uma nova oportunidade para assistir ao filme NOS CINEMAS, experiência que muitos saudosistas — como eu! — vão adorar repetir, e que os mais novos vão ter a oportunidade de desfrutar. Não é todo dia que temos a oportunidade de ver um dos filmes mais importantes e impressionantes da história do cinema em tela grande.

O filme conta a história de John Hammond (Richard Attenborough), um bilionário excêntrico e um sonhador prepotente, que usa seus conhecimentos e suas conexões no meio científico para construir um parque temático cheio de dinossauros. Porém, não é um simples parque com dinossauros de brinquedo; é um parque que abriga dinossauros de verdade, recriados com o que há de mais avançado em termos de tecnologia e genética. Hammond, então, decide trazer alguns especialistas em dinossauros para apresentá-los sua grande façanha: Dra. Ellie Sattler (Laura Dern) e Dr. Alan Grant (Sam Neill), junto com o Dr. Ian Malcolm (Jeff Goldblum).

A viagem é fascinante, mas claro que, num parque cheio de dinossauros reais, seres de uma época em que a natureza era ainda mais brutal, algo sempre pode dar errado. E quando acontece, o grupo precisa lutar para sobreviver a dinossauros perigosos e famintos.

Não há como negar que Jurassic Park é um filme clássico que até hoje desperta admiração e entusiasmo por sua experiência inventiva e maravilhosa. Os dinossauros, nos anos 80 e 90, estavam mais presentes na cultura popular do que atualmente, e tinham uma aura misteriosa que exercia um fascínio quase místico. As crianças — na época, eu era uma delas — adoravam, tanto que eles apareciam de várias formas, em várias mídias : existiam vários desenhos, desde aventuras como Dinosaucers até dramas emocionantes como Em Busca do Vale Encantado, e quem não lembra do Chocolate Surpresa, que trazia figuras/cards de dinossauros absurdamente bem ilustrados que você podia colecionar num álbum especial da promoção — fiquei nostálgico agora!

Os dinossauros faziam parte do nosso imaginário naquela época e Jurassic Park veio pra coroar essa paixão. Foi um sucesso fenomenal, um dos maiores lançamentos cinematográficos de todos os tempos. A razão é porque Spielberg materializou um conceito que passava pela cabeça de muitos dos fãs da época — e se os dinossauros existissem DE VERDADE?! Spielberg pegou essa proposta lúdica e colocou num filme que misturava o divertido fascínio infantil com o terror da ambição humana. Por baixo de toda a magia jurássica, Spielberg criou uma sátira à ganância corporativa, chafurdando na arrogância da ciência. E ainda assim, sem se esquecer das crianças que adoravam dinossauros, mostrou a força que pode ter um vínculo familiar.

Jurassic Park foi um marco e se tornou um grande sucesso porque soube como explorar conceitos do imaginário popular e porque soube usar o melhor em técnicas de efeitos visuais a seu favor, criando uma atmosfera realista e mágica, que realmente inspirava respeito e temor. A cena em que o Tiranossauro Rex abocanha o sujeito-medroso-sentado-na-privada-de-um-banheiro-químico até hoje é uma das cenas mais impactantes do cinema — é a natureza devorando as pequenezas humanas. Agora imagina ver essa cena (ou revê-la) em 3D!

Há 20 anos, o trabalho feito por Stan Winston, já falecido diretor de efeitos visuais e maquiagem, produziu criaturas sensacionalmente aterrorizantes, tão realistas que era quase como se os dinossauros tivessem sido capturados especialmente para fazer este filme. E sinceramente, 20 anos depois, os dinos ainda parecem incríveis.

O 3D MELHORA consideravelmente essa emoção! Sim, o 3D funciona. Há momentos em que o recurso funciona muito bem, como o campo de tiro com Alan Grant e as crianças correndo com um bando de dinossauros ao redor deles, quando o 3D dá perspectiva para campos e colinas, injetando um pouco mais de vida aos efeitos especiais. Da mesma forma, a cena em que o copo de água vibra com a primeira pisada do Tiranossauro Rex ficou ainda mais bonita, e temível. Não preciso nem falar que as sequências de perseguição com o T-Rex e os Velociraptors são projetadas em cima da gente, como já acontecia 20 anos atrás, mas agora com um 3D pra fazê-los ainda mais imponentes.

No mais, porém, o 3D acrescenta pouco ao filme. Na verdade, considerando que estamos falando de um filme de 1993, há pouca profundidade que o 3D pode trazer — e em algumas partes, a escuridão dos óculos realmente reduz um pouco o que está na tela.

O importante, no entanto, é que Jurassic Park continua sendo um filme sobre DINOSSAUROS. A magia de anos atrás ganhou um upgrade, mas, no geral, continua a mesma. A sensação de poder rever Jurassic Park numa tela grande, por si só, já é um valor inestimável para esse retorno. Mas o filme ainda é um blockbuster de ação nostálgico e feito para a família, que mudou o panorama do cinema — e da forma de se fazer cinema. O Parque dos Dinossauros está aberto mais uma vez, entre, e seja feliz tudo de novo.

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