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Projeto do filme live-action de Akira está de volta à ativa, mas será que agora vai?!

Akira Filme da Warner Retomado

A adaptação em live-action de Akira para o cinema é um caso complicado desde que foi anunciada. No começo de 2012, a Warner Bros. decidiu engavetar o projeto para trabalhar algumas questões do roteiro e torná-lo adequado ao orçamento de US$ 90 milhões. E um orçamento de US$ 90 milhões já é uma complicação, pois parece pouco para um filme do nível de Akira.

Na época, Jaume Collet-Serra (Desconhecido, A Orfã) seria o diretor, mas acabou deixando o projeto para dirigir Non Stop, com Liam Neeson. A Warner começou a procurar outros diretores na esperança de encontrar alguém que pudesse entregar um filme numa escala menor. Mas o estúdio se manteve mais interessado na visão de Collet-Serra, por isso não teria escalado outros diretores. Agora, de acordo com a Variety, o diretor teria arrumado um tempo em sua agenda, bem como uma “nova maneira de abordar a adaptação”, que iria atender a solicitação de orçamento do estúdio.

Collet-Serra está atualmente trabalhando na pré-produção do filme Run All Night, também com Liam Neeson, e depois faria Akira, no primeiro semestre de 2014. Não se sabe o que o novo orçamento seria.

O filme se passa em New Manhattan — não, não é Neo-Tóquio! — e segue a história do líder de uma gangue de motoqueiros que tenta salvar um amigo que foi levado pelo governo. Porém, após passar por experimentos médicos obscuros, seu amigo reaparece com habilidades telecináticas absurdamente destrutivas.

A base do roteiro veiculada antes do engavetamento, apesar de levar a história para os Estados Unidos, mantinha os nomes dos personagens principais Kaneda e Tetsuo — e apresentava os dois como irmãos, algo que aparentemente não vai mais acontecer. De acordo com esse roteiro antigo, Kaneda tenta resgatar Tetsuo junto com uma jovem chamada Ky Reed, membro de um grupo rebelde que luta para revelar a verdade por trás da destruição de Nova York que aconteceu 30 anos antes. Tetsuo, no entanto, avança por New Manhattan provocando destruição com o objetivo de libertar Akira, um telecinético poderoso que estaria controlando Tetsuo e que teria sido o responsável pela destruição de 30 anos atrás.

A premissa é parcialmente parecida com o original, com mudanças (estranhas e potencialmente desnecessárias) feitas para a adaptação norte-americana. Mas também ainda não está claro se vão manter essa proposta de roteiro ou vão fazer modificações para uma nova versão.

Akira é originalmente um mangá criado por Katsuhiro Otomo e publicado em 1982, considerado um clássico do gênero cyberpunk. Alguns anos depois, em 1988, foi adaptado como um longa-metragem de animação, também com roteiro e arte de Otomo. O filme animado ficou famoso em todo o mundo e tornou-se uma das obras mais importantes da animação japonesa contemporânea.

Por isso mesmo, esse vai e volta do projeto e as limitações no orçamento acabam criando desconfiança entre aqueles que gostam de Akira. Eu mesmo não me sinto confortável com essa adaptação, mas imagino por que a Warner resolveu retomar o filme agora: talvez por causa de Pacific Rim. O novo filme de robôs gigantes da Warner é uma ideia de Guilhermo del Toro, mas é massivamente inspirado em conceitos clássicos japoneses, como mechas (estilo Gundam) e kaijus (estilo Godzilla), e está fazendo bastante sucesso. Pacific Rim pode ter fortalecido, pelo menos um pouco, o interesse por filmes inspirados em produtos japoneses. Vale lembrar que a Warner também vai lançar no ano que vem o filme Edge of Tomorrow, baseado na light novel japonesa All You Need is Kill. A diferença é que Pacific Rim teve um orçamento de cerca de US$ 190 milhões para ser o que é, e Edge of Tomorrow está sendo desenvolvido com cerca US$ 140 milhões.

Katsuhiro Otomo está vinculado à adaptação como produtor executivo, porém, o investimento em Akira ainda parece inferior ao que o filme mereceria, e esses problemas com roteiro e produção mostram que a Warner não confia realmente no potencial do filme — e isso não inspira confiança no público. Ainda não está confirmado se o orçamento de US$ 90 milhões será mantido, mas é um fato que a Warner quer um filme em menor escala — ou seja, pouca confiança. Se é pra fazer um filme inspirado em Akira, que seja feito com o respeito que a obra merece… Se não, já temos Poder Sem Limites, que, pra mim, funciona muito bem como um Akira norte-americano!

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