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Ação, caos, questões filosóficas e muitas críticas sociais para o remake de RoboCop

RoboCop Comic-Con

O painel da Sony que aconteceu na San Diego Comic-Con trouxe algumas informações interessantes sobre o novo RoboCop, remake do clássico filme de 1987, e teve a participação dos atores Joel Kinnaman, Abbie Cornish, Michael Keaton e Samuel L. Jackson, juntamente com o diretor José Padilha.

Segundo o ScreenCrush e o Firstshowing, começou com Samuel L. Jackson revelando num vídeo detalhes sobre seu personagem, Novak, falando das máquinas norte-americanas, que ajudam a promover a paz em casa e no exterior, e mostrando robôs prateados de olhos vermelhos que patrulham as ruas e alguns outros robôs maiores. Novak é um magnata influente da mídia, e acusa a sociedade americana de ser “robofóbica”, porque as pessoas não querem robôs nas ruas dos Estados Unidos, então uma repórter fala sobre harmonia quando acontece uma explosão. Michael Keaton diz que robôs não sentiriam qualquer coisa se tomassem uma vida. Raymond Sellars, personagem de Keaton, é o CEO da OmniCorp e o vilão da história.

De volta ao painel, José Padilha fala sobre como o filme original via o futuro dos robôs e que ele tentou pensar num RoboCop para o mundo atual. Keaton conta que seu personagem é um pensador pragmático, que acredita sempre estar fazendo a coisa certa e não mede as consequências disso, enquanto Samuel L. Jackson acredita que seu personagem seja mais um homem sem medo de dizer o que pensa e que usa todos os meios necessários para que os outros concordem com ele. De acordo com Joel Kinnaman, há uma grande diferença do filme antigo para o atual, pois no remake Alex Murphy não morre, ao invés disso sofre uma amputação. O RoboCop ainda trava uma batalha interna entre seu lado humano e seu lado robótico — ou seja, o conflito homem/máquina deve ser uma das grandes premissas do filme, como era no original. Abbie Cornish também falou sobre como Alex é afetado como marido e pai, e que sua personagem luta por ele.

Algumas imagens do filme foram reveladas num trailer, mostrando que esse vai ser um filme diferente e, realmente, atualizado. Os norte-americanos não querem simples máquinas, querem produtos com uma consciência, querem que os robôs saibam o que é ser humano. Alex estava com a família, é atingido por uma explosão, levado para uma sala de operações e os médicos/cientistas trabalham para colocar um homem dentro de uma máquina. Se ele sobreviver, perderá os movimentos abaixo da cintura, e o personagem de Keaton diz que ele precisa ser mais tático, por isso deve ser preto. O RoboCop preto é revelado e sua viseira tem uma linha vermelha na parte dos olhos. Ele aparece em ação caçando bandidos, tem muita ação, muitos tiros e muito caos. Mas a mulher de Alex não o reconhece e se assusta com ele, e os médicos notam que ele está, de alguma forma, conseguindo modificar seus padrões de programação — conflito homem-máquina, parece muito bom! O RoboCop começa preto, mas depois fica prateado.

Kinnaman contou que o visor está ligado a interações sociais, e aparece quando ele está ameaçado ou quando está com raiva. Em vários momentos, ele disse ter atuado somente com a parte inferior do rosto. José Padilha também falou sobre os drones usados em guerras. Quando um policial comete um erro e atira numa criança, você pode julgar o homem por trás do policial, mas se um robô mata uma criança, você não pode julgar o robô. A questão de onde está a culpa é uma das questões do filme. Robôs não podem puxar o gatilho no interior dos Estados Unidos porque eles não podem ser responsabilizados, então, colocaram um homem dentro da máquina e, por isso, eles mantêm a mão humana na máquina. Assim, alguém pode ser responsabilizado. Parece que o estilo José Padilha de contar história está no filme, isso é bom! Assim como Tropa de Elite tinha muitas questões e críticas sociais, RoboCop deve ter bastante também.

José Padilha completou dizendo que a tecnologia é criada e utilizada pelas pessoas — “Você nunca deve temer uma arma, você deve temer o cara que está segurando a arma, porque a arma não dispara sozinha.” Ele diz que o filme aborda o assunto da tecnologia e da prestação de contas de forma grandiosa — afinal, o aspecto de filme de ação também parece bastante presente na proposta. PARABÉNS! Eu já queria muito ver esse novo RoboCop, e agora quero mais ainda!

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