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Os Novos 52: Superman

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Como maior ícone da DC Comics, era de se esperar que o Superman ganhasse destaque com o lançamento do reboot Os Novos 52. Além de uma edição no passado (Action Comics), temos o título próprio do personagem, Os Novos 52: Superman (The New 52: Superman, EUA, 2011), que conta suas aventuras no presente.

Nessa edição, foram apresentadas muitas mudanças tanto no herói quanto na ambientação da série, com algumas opções mais interessantes, e outras menos. Infelizmente, as notícias de bastidores não eram das melhores, com muitas interferências editorais, que no caso da série própria acabaram afetando a qualidade do produto final apresentado.

O principal desses problemas foi a inconstância da equipe criativa. A princípio, o roteiro estaria nas mãos de George Pérez, com desenhos de Jesús Merino e Nicola Scott. Neste primeiro arco, vemos o Planeta Diário ser comprado por um grande conglomerado da mídia. A própria cena inicial, com a implosão do símbolo do jornal com sua posterior substituição acaba por servir como signo das próprias mudanças atravessadas pela DC – literalmente, um recomeço.

Clark Kent segue como jornalista do diário, mantendo seu temperamento mais questionador abordado na Action Comics. Jimmy Olsen, no entanto, sofre um upgrade, tornando-se um ousado fotojornalista. Lois Lane, por sua vez, sai do jornal para se tornar a principal editora responsável pelo canal de notícias de Metrópolis. Desta vez, ela não parece apaixonada pelo Superman, nem é a aventureira sempre salva pelo herói no fim do dia. Na verdade, Clark possui uma espécie de amor platônico por ela, mas que logo é abandonado em favor de outro interesse romântico. Aqui, a primeira incongruência. A princípio a paixão de Clark seria pela jornalista Kelley Heather, mas com a mudança na equipe criativa a personagem é simplesmente esquecida, sendo substituída por Lucy Lane, irmã de Lois, como possível namorada de Kent.

A partir da edição, Dan Jurgens assume roteiro e desenhos, com Keith Giffen como corroteirista. Consta que George Pérez não gostou das interferências em seu roteiro (por exemplo, redesenharam os óculos de Clark Kent para que os aros ficassem redondos como os do Harry Potter), o que o levou a abandonar a série após 6 edições. A nova equipe é conhecida dos fãs mais saudosos dos anos 80 e 90, mas a verdade é que a qualidade cai um pouco, com diálogos genéricos e vilões idem.

Aliás, o ponto fraco da série como um todo são os vilões. Nenhum dos antagonistas clássicos são recriados ou sequer mencionados, sendo substituídos por alienígenas genéricos que não causam a menor empatia no leitor. O mais interessante é o Helspont (nas edições 7 e 8), antigo personagem da Wildstorm que foi inserido na continuidade oficial da DC. Mas sua postura e falas empostadas são tão clichês, que no fim das contas acabam decepcionando.

O detalhe é que, a partir da edição zero, a equipe criativa foi novamente trocada, o que demonstra uma falta de planejamento a longo prazo da editora.

Embora com muitas novidades (não dá pra deixar de mencionar o novo uniforme), a verdade é que essas inconsistências acabam por minar a força da série. O curioso é que a editora costuma acertar em contar a origem do Superman, em suas tantas versões, que a cronologia oficial acaba ficando em segundo plano.

Essas novas histórias foram ignoradas, por exemplo, no filme Homem de Aço, que preferiu obras como Terra Um ou as escritas por Grant Morrison. Nos Novos 52, a origem do herói de Krypton acabou ficando sem grande destaque, e se não fosse por sua outra série, Action Comics, poderia acabar passando batido do público nesta grande recriação da DC.

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