Filmes

Guerra Mundial Z

Guerra Mundial Z

Guerra Mundial Z

Guerra Mundial Z

Guerra Mundial Z

O mestre dos filmes sobre apocalipses zumbi, George A. Romero, sempre usou o tema como uma crítica a sociedade conformista, que poderia ter sua vida cotidiana devastada de uma hora pra outra por um agente inexplicável e de tamanha agressividade, que apenas os mais rápidos e espertos poderiam sobreviver. Com os filmes de Romero em mente e relatos sobre a Segunda Guerra Mundial, o escritor Max Brooks deu um passo além de seu ídolo e imaginou se os EUA e o mundo estariam preparados para um ataque zumbi massivo, em larga escala, o que resultaria numa Terceira Guerra Mundial, contra os zumbis, seres criados pelo próprio homem, através do seu descaso com a natureza.

Brooks usou como inspiração o livro The Good War, no qual o autor Studs Terkel relata sua experiência durante a Segunda Guerra Mundial. Dessa forma o livro, Guerra Mundial Z – Uma História Oral da Guerra dos Zumbis, também é narrado em primeira pessoa por um agente da Comissão Pós-Guerra norte-americano, dez anos após o ocorrido. Escrito sob um ponto de vista realista, o livro de Brooks chegou a ser visto como também uma crítica, que vai além da sociedade, ao mostrar um governo despreparado, corrupto e desprovido de senso humano.

Esse tom realista, a crítica social e todo o desenrolar da história inspiraram o roteirista Matthew Michael Carnahan, que criou o roteiro de Guerra Mundial Z (World War Z, EUA, 2013), dirigido por Marc Foster. Roteirista e diretor entenderam bem o que Brooks intencionava com seu livro e conseguiram levar para a tela do cinema a Guerra Zumbi destrinchada pelo autor.

Ao contrário do livro, o filme acontece quando estoura a pandemia zumbi, onde o ex-agente da ONU, Gerry Lane (Brad Pitt), que estava aposentado e dedicando-se apenas a sua família, é recrutado para auxiliar um brilhante cientista a encontrar uma cura para a terrível pandemia. Após um acidente, Lane fica sozinho e precisa buscar respostas ele mesmo. Assim, ele corre atrás de indícios sobre onde a terrível doença poderia ter começado, viajando pelo mundo.

Apesar do tom dramático, que surge por causa da preocupação de Gerry com sua família e vice-versa, o filme prende pelo suspense contínuo. Cada passo do agente é uma descoberta. O público sabe apenas o que ele sabe, e se haverá um ataque ou não, torna o filme bem mais eletrizante.

Se ao escrever seu livro, Brooks inspirou-se em Romero, para realizar seu filme, Foster bebeu da fonte das produções mais recentes sobre o assunto. Muitas citações a outros clássicos estão ali, desde ao próprio Romero, passando por momentos que lembram The Walking Dead e até Todo Mundo Quase Morto. O livro conseguiu reinventar o gênero, que estava atrelado ao estilo “Filme B” (que curiosamente é o nome da produtora de Foster). Durante anos os filmes de zumbi têm sido divertidos, mas na maioria das vezes vazios, sem um propósito além de causar medo. Desde Brooks, falar sobre apocalipse zumbi é muito mais do que divertir e criar medo, é mostrar qual o limite do ser humano, como ele se comportaria diante um evento tão surreal quanto esse. Foster e Carnahan entenderam muito bem o recado de Brooks e criaram um filme de guerra, que mostra um mundo perdido, sem respostas, em pânico. O caos dos filmes de zumbi está ali, mas agora a coisa é muito mais séria, o inimigo não é um país vizinho, somos nós mesmos, e a resposta não é clara e fácil, como em qualquer guerra.

Guerra Mundial Z mostra apenas o começo de tudo, o mundo enfrentando uma pandemia bizarra, os países tentando entender e se organizarem. Felizmente, esse filme agradou o público e uma continuação já foi anunciada. O que acontecerá após o caos, como lidar com uma apocalipse zumbi, poderá ser sua continuação, já que Brooks deixou dez anos de história para contar.

Compartilhe este Post

Posts Relacionados



Nível Épico em Imagens

Facebook

Google Plus