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Matt Smith, obrigado por tudo, sweetie!

Matt Smith Doctor Who

Maio foi um mês de fortes emoções para nós, whovians, com o anúncio de que o episódio especial de 50 anos de Doctor Who juntaria o Décimo (David Tennant) e o Décimo Primeiro Doctor (Matt Smith). Teve um episódio lindo e mega especial assinado por Neil Gaiman, fã notório da série, que ainda trouxe de volta os Cybermen e mostrou um lado negro do Doctor, que nós amamos conhecer; além de um fim de temporada pra lá de emocionante, com Matt Smith no auge de sua atuação e uma linda surpresa no fim, que contou com uma participação especial de tirar o fôlego.

Acabou a sétima temporada, todos ainda se refaziam da emoção e da ansiedade de esperar pela oitava, então, chegou junho, e em seu primeiro fim de semana, uma notícia caiu sobre nossas cabeça, que nos deixou completamente desnorteados: Matt Smith deixará a série após o episódio especial de Natal, no final desse ano, no meio da oitava temporada.

Em pouco tempo, milhares de notícias começaram a pipocar na internet sobre o acontecido, os fãs foram à loucura, Matt Smith, Doctor Who e Steven Moffat em minutos viraram trending topics no Twitter e até Gaiman tuitou sobre o assunto, afirmando que trabalhar com Smith (duas vezes) foi um enorme prazer, emocionando todos os fãs de ambos. Com o anúncio da saída de Smith surgiram outros boatos: estaria Moffat também deixando Doctor Who? Bom, parece que não, porque o próprio BBC One (canal oficial da série) trouxe, em seu site, uma matéria em que Moffat afirma estar considerando uma mulher para ser o Décimo Segundo Doctor, deixando assim sua marca definitiva na série. Eu, sinceramente, espero que não. Sou purista e quero um Décimo Segundo Doctor masculino mesmo. Mas sei lá, né? Como diz o Asterix, esses ingleses são todos loucos, logo, tudo é possível. Afinal, ele já brincou com isso, quando Tennant virou Smith, no fim da quarta temporada.

Curiosamente, outro dia, eu estava navegando pela internet, catando notícias sobre Doctor Who (coisa que faço dia sim e outro também) e caí num blog de fãs que gostariam de ver o ator Tom Hiddleston como o Décimo Segundo Doctor. Na mesma hora, tolamente, pensei que ainda demoraria muito para existir outro. Infelizmente Moffat mostrou que eu estava errada e agora fico aqui pensando quem poderia ser. Outros fãs querem Rupert Grint, afinal o Doctor sempre quis ser ginger (ruivo). Para os mais empolgados com a ideia de ser uma mulher, Emma Watson é a escolha dessa turma. Eu, porém, quero outro Matt Smith, sabe? Outro ator não muito conhecido, que cresça com o personagem e incorpore suas manias ao Doctor, assim como Tennant, assim como Smith. Um personagem tão icônico não pode ter um ator muito marcante, ambos precisam crescer juntos, descobrirem seus gostos juntos e conquistarem o público mais uma vez, exatamente como acontece a cada regeneração, quando o Doctor precisa se acostumar ao novo corpo, a nova voz, aos novos hábitos e aos novos gostos. Mas o suspense vai durar só mais um mês, quando a BBC One anunciará quem será o novo rosto do Doctor.

É engraçada a tristeza que senti quando soube que Smith completaria seu ciclo na série e nos deixaria. Lembro da minha raiva e implicância com ele quando Tennant se despediu de forma emocionante, indo atrás de cada personagem que marcou o seu Doctor e, por fim, se regenerando em Smith. Odiei.

O MEU Doctor era Tennant! Ele era perfeito, engraçado, charmoso, o companheiro perfeito para a Rose, o amigo incrível de Dona e aquele que vestiu terno com all star melhor do que ninguém, tornando-os o estilo do Doctor Who, assim como a frase “Allons-y”. Foi muito difícil aceitar aquele cara novo, alto, desengonçado, sem muito charme, com um jeito exagerado de falar, gravata borboleta e a mania irritante de gritar “gerônimo”.

Hoje tudo isso faz parte do Doctor. Gravata borboleta é realmente muito legal, odeio peixe, mas adoraria provar “fish fingers and custard” (isca de peixe com creme), morro de inveja da Amy, que conheceu o Doctor ainda pequena, esperou por ele sua vida toda e ele voltou para ela. E quando em algum momento (qualquer momento) alguém fala gerônimo, acho hilário. Esse é o Doctor com alma de criança, mas que pode ser incrivelmente sombrio e muito, muito, charmoso. É o Doctor da River Song, que cuida dele, mesmo que ele não aceite, com quem choramos a partida dos Ponds e com quem ficamos intrigados para saber quem é a Clara, a menina impossível. Foram três incríveis temporadas, nas quais aprendi a amar esse Doctor, a respeitar cada vez mais o personagem e a me deixar levar por suas aventuras.

Para me redimir com Matt Smith, revi o primeiro episódio da quinta temporada, The Eleventh Hour, e o fiz com lágrimas nos olhos, pensando no quanto fui injusta com ele. Tenho certeza que ele compreende tudo isso, porque é muito difícil ter que se desprender de um personagem tão incrível e tentar se apaixonar por um novo.

Um grande amigo meu, whovian, sempre diz que a série Doctor Who não é sobre o Doctor, as companheiras, ou sobre a TARDIS, mas que ela é sobre a humanidade, sobre nós. Isso é a pura verdade, a cada regeneração do Doctor aprendemos o que é perder alguém muito querido, ao mesmo tempo que precisamos nos deixar ser seduzidos por um novo, uma nova realidade, uma nova aventura, toda uma nova vida cheia de possibilidades.

A você, Matt, só tenho que agradecer por ter me mostrado isso, por ter permitido que nos apaixonássemos pelo seu Doctor. Você foi o Doctor que desbravou o mundo, que conquistou a América e que aumentou seu número de fãs, pode ter certeza que esse papel tão importante e tão maravilhoso será um marco em sua carreira para sempre, e nós, whovians, só temos a dizer: Adeus, sweetie, muito obrigada pela jornada que fizemos juntos.

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