Animes

Nêmesis

Nêmesis

Nêmesis

Nêmesis

Nêmesis

Imaginem se o Batman fosse um vilão. Essa é a premissa simples de Nêmesis (EUA, 2010), nova série de Mark Millar e Steve McNiven, a dupla responsável por sucessos da Marvel como Guerra Civil e Velho Logan, agora trabalhando em um universo próprio.

Somos apresentados a um novo vilão, que dá título à série, podendo ser considerado como a versão perversa e sádica do herói da DC, com sua mente brilhante e habilidades incomparáveis de luta, mas totalmente voltado para o mal.

A trama começa nos apresentando Nêmesis como um terrorista desalmado, que se diverte causando dor e sofrimento a todos. Seu objetivo parece ser derrotar as autoridades policiais de todos os países do mundo, fazendo joguinhos que são puro sadismo, escolhendo sempre quem ele considera ser o melhor policial da cidade como oponente. A cena de abertura se passa em Tóquio, mas logo a ação migra para os EUA, onde o vilão sequestra o presidente forma espetacular e o desafio de capturá-lo é incumbido ao detetive Blake Morrow. E não há limites para a atitude bad ass mothafucker de Nêmesis, seja no Pentágano, no Força Aérea Um ou na Casa Branca, ninguém está a salvo de suas maquinações.

O que a princípio poderia soar como apelação pelo choque, na prática, acaba funcionando bem. Millar geralmente é um roteirista com ideias legais, mas que acaba se perdendo em arroubos meio juvenis na tentativa de impressionar sabe-se lá quem. Contudo, essa abordagem parece funcionar bem nesta série, até por se tratar de um vilão. O que num personagem consagrado da Marvel ou da DC ficaria parecendo forçado, num personagem do próprio autor não incomoda. Além disso, apesar de ser conhecido por não saber dar um bom final para suas histórias, desta vez o roteirista escocês acerta a mão – embora não seja brilhante, ao menos não irrita (e quem leu, por exemplo, Velho Logan, sabe do que estou falando).

Já a arte de McNiven se destaca nas cenas de ação. O enquadramento das páginas dá preferências aos quadros dispostos em widescreen, privilegiando uma visão panorâmica das cenas, dando assim a impressão que estamos assistindo a um grande blockbuster.

No geral, temos muitas lutas, tiros e explosões, tudo parecendo muito com um grande filme de ação (e certamente a série foi pensada para ser adaptada ao cinema, , com os direitos já vendidos para a Fox, após as relativamente bem-sucedidas experiências com o autor em Procurado e Kick Ass).

Esse clima de cinemão hollywoodyano acaba se refletindo na trama em si, que é bem simples, apesar de algumas viradas de roteiro que tentam surpreender o leitor. É uma graphic novel divertida, mas mediana, que não acrescenta muito, e bem inferior ao já citado Kick Ass. Poderíamos chamá-la de “quadrinho pipoca”, e esperar pelo filme que certamente virá, mais cedo ou mais tarde.

Compartilhe este Post

Posts Relacionados



Nível Épico em Imagens

Facebook

Google Plus