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Homem de Ferro: Extremis

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Homem de Ferro: Extremis

Atualmente, o que vem ganhando destaque nos quadrinhos de super-heróis são as iniciativas como Os Novos 52 e o Marvel Now!, que buscam reapresentar os personagens das grandes editoras para o público em geral, sem muitas preocupações com toda a cronologia pregressa deles. No entanto, a atualização dos heróis já vem sendo perseguida há algum tempo, e talvez um dos exemplos mais bem-sucedidos tenha sido o do Homem de Ferro na saga Homem de Ferro: Extremis (Iron Man: Extremis, EUA, 2005).

O roteirista Warren Ellis e o artista Adi Granov nos apresentam um arco de histórias em que recontam a origem do Homem de Ferro em flashback, inserindo-a no contexto da guerra contra a Al Qaeda no Afeganistão (o que depois foi aproveitado no primeiro filme do personagem), ao mesmo tempo que, no presente, levam Tony Stark ao próximo passo tecnológico de sua armadura.

A trama começa com uma invasão a um complexo industrial por terroristas, sendo um deles o vilão principal, que injeta em si mesmo um soro que descobriremos mais tarde se tratar do Extremis, uma tentativa de recriar e aperfeiçoar o soro do supersoldado do Capitão América. Ao se dar conta de que o soro foi roubado, a cientista responsável Maya Hanser entra em contato com Stark, para que este ajude a recuperá-lo. Na batalha subsequente, o Homem de Ferro é mortalmente ferido, sendo a sua única salvação injetar também em si mesmo o Extremis, numa versão modificada para que sirva como uma espécie de “armadura biológica” para ele.

O roteiro tem um ritmo bem lento, e é quase na metade que temos a primeira batalha entre herói e vilão. Ellis se preocupa bastante em trabalhar primeiro a personalidade de Tony Stark, utilizando-se bastante dos diálogos, seja com ele dando uma entrevista, seja com ele numa reunião com a diretoria de suas empresas. Fica a clara a preocupação do roteirista em trabalhar a questão da produção de armas das Empresas Stark, e de como o protagonista tenta a todo custo fugir disso. Por outro lado, trabalha-se pouco o lado playboy e brincalhão do personagem, e quem o conhece basicamente pelo cinema deve estranhar a ausência destes elementos tão característicos no herói.

Outra questão, bem presente nas obras de Ellis, é o fetiche pela tecnologia, embora hoje coisas como o celular top de linha proposto pelo herói sejam relativamente comuns, o que acaba envelhecendo um pouco a obra. Por outro lado, esta abordagem procura dar um ar menos fantástico e mais crível à existência do Homem de Ferro, o que funciona bem ao longo da HQ. Ainda assim, o que realmente faz falta é um vilão mais sinistro, ou ao menos com uma personalidade mais desenvolvida – o antagonista acaba sendo genérico demais, o que tira um pouco a empolgação no momento dos embates entre os personagens.

A arte de Granov é funcional, mas fica muito parecida com a arte feita para quadrinhos no computador durante os anos 80. O traço é pouco dinâmico, o que atrapalha um pouco a percepção das expressões dos personagens. Apesar disso, as cenas de ação não são prejudicadas; mesmo para quem não gosta do estilo, a arte não compromete o resultado final.

A grande importância de Homem de Ferro: Extremis, portanto, é a renovação do personagem, bem como fazê-lo evoluir em termos tecnológicos, e nisso a HQ é certeira. Em tempos de smartphones e tecnologias que nos deixam maravilhados, Ellis e Granov provam que ainda há muito a se imaginar em termos de novas tecnologias. Ao mesmo tempo, apresentam questionamentos dos limites éticos e políticos do desenvolvimento científico, e como ele afeta as pessoas, e neste quesito cumprem bem o papel da boa ficção científica. Desta forma, acabou nascendo um dos marcos dos quadrinhos do Homem de Ferro, cuja influência poderá ser vista no filme Homem de Ferro 3, que estreia em breve nos cinemas.

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