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Entrevista com Halle Berry sobre Chamada de Emergência

Fotos: Christiano Rubin

Halle Berry sobre Chamada de Emergência

A atriz Halle Berry veio ao Rio de Janeiro para divulgar seu novo filme, Chamada de Emergência (The Call, EUA, 2013), que estreia nessa sexta em todo o país. O thriller, dirigido por Brad Anderson, tem Berry como uma atendente do 911, que precisa se redimir de uma chamada com final trágico de seu passado.

Apesar da produção não ter sido bem aceita pela crítica especializada, Berry comentou ter concordado com o papel após ler o roteiro e, principalmente, por ser um projeto de Brad Anderson, diretor que ela admira. Sua personagem, Jordan, passa por duas situações em que deve ter extremo controle, sem deixar as emoções aflorarem, mas não consegue, e em ambas as vezes se envolve mais do que deveria com o caso.

Ao falar sobre sua personagem, a atriz afirmou que reagiria diferente de Jordan, mas não nega que é impossível deixar a emoção de lado em uma situação tão específica como a do filme, onde uma jovem foi sequestrada por um serial killer. Personagens fortes sempre a atraem, por não se entregarem e não se permitirem ser vítimas. Jordan a atraiu exatamente por não esperar as coisas darem errado novamente.

Durante a entrevista, Berry também contou que, um pouco antes de receber o roteiro do filme, ela mesma passou por uma situação que foi necessário chamar o 911: um homem invadiu sua casa e eles a ajudaram. Daí, para ela, saber como tudo era feito, foi uma grande experiência. A atriz passou um tempo na Central 911 de Los Angeles, aprendendo como eles recebem as ligações, como agem em situações extremas e como é feito o treinamento daqueles que desejam trabalhar ali. Ela também soube que entre 30% a 40% das pessoas desistem por não conseguirem lidar com a pressão; não é muito diferente do que acontece no filme, que aumenta um pouco a realidade de uma chamada para o 911, exatamente para poder transmitir o impacto dramático que o filme exige.

Ainda sobre o filme, Berry comentou que a ideia do cabelo horroroso que sua personagem usa veio dela mesma, e ela também reconheceu que a cena em que derruba o telefone é idiota. Anderson a convenceu que era necessária para o desenvolvimento da trama do filme. Segundo a atriz, foi adorável trabalhar com Abigail Breslin, a quem se refere como uma grande atriz de sua geração (sim, concordamos), e que ficou impressionada com a energia que ambas conseguiram trocar e transmitir uma para a outra, mesmo atuando apenas através do telefone.

A coletiva com a atriz durou pouco mais de uma hora, mas rendeu muitos frutos. Além de responder às perguntas sobre a produção que veio divulgar, também conversou um pouquinho sobre sua carreira. Um dos pontos destacados foi como os atores e diretores afro-americanos deixaram de trabalhar com apenas um nicho, conseguindo destaque em Hollywood, deixando suas marcas e tornando-se artistas consagrados. A própria Berry está entre a lista das atrizes mais bem pagas da indústria cinematográfica norte-americana, uma conquista que ela reconhece ser enorme. Ganhadora de um Oscar, em 2002, por seu papel no filme A Última Ceia, ela não acredita que já tenha conquistado o ápice. Grávida de seu segundo filho, ela sabe que ainda há muito chão pela frente e muito a aprender.

Ela reconhece os pontos baixos de sua carreira, assim como entende que são necessários para o crescimento pessoal, justificando que atuar é seu trabalho e não apenas um hobby, por isso precisa aceitar alguns papéis que possam não render prêmios, mas que garantem seu sustento e o de sua família. Essa declaração honesta da atriz estava diretamente relacionada ao fato de estar grávida de seu segundo filho. Ser mãe a tornou mais racional, mais preocupada com seu futuro e como isso pode afetar sua família. Claro que é muito mais agradável e estimulante participar de um filme mais artístico, que exija mais de sua habilidade como atriz, mas Berry também afirmou que ama o que faz, que levantar todos os dias da cama e lembrar que ela trabalha com arte, com o imaginário, é muito gratificante.

E falando sobre imaginário, é impossível estar com a Tempestade de X-Men e não perguntar nada sobre o novo filme da franquia, X-Men: Dias de um Futuro Esquecido. Para o delírio dos fãs, Berry assumiu estar muito animada para voltar a vestir o uniforme de Tempestade, que começa as gravações na semana que vem, mesmo grávida de três meses. Ela não poderá fazer as cenas de ação sem dublê, como prefere, e sua participação não será tão frequente, mas ela contou que devemos esperar grandiosidade desse novo filme, que contará com muitos mutantes dos X-Men, de agora e do passado, onde rostos conhecidos se mesclarão a rostos novos, o que promete ser um filme ÉPICO.

Por fim, como grande parte dos atores e atrizes que visitam o Brasil, comentou sobre estar encantada com o país, mesmo que tenha conhecido pouco até aquele momento, e que aceitaria num piscar de olhos fazer um filme brasileiro, mesmo não sabendo português.

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