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Chamada de Emergência

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Chamada de Emergência

Quando acaba o filme Chamada de Emergência (The Call, EUA, 2013), o primeiro pensamento que surge é sobre quem o dirigiu. Daí você descobre que foi Brad Anderson, o mesmo responsável por produções excelentes como O Operário, alguns episódios de Person of Interest, Fringe, Boardwalk Empire e The Killing, então, vem a inevitável pergunta: o que aconteceu?!

Sim, o que aconteceu para Anderson, um excelente diretor de suspense, que consegue montar ótimas tramas, dirigir um filme tão cheio de furos, com uma trama rasa e personagens superficiais como Chamada de Emergência; principalmente quando se percebe que a premissa do filme é ótima.

Nele, Halle Berry é Jordan, uma operadora do 911, o serviço de emergência dos EUA, que recebe uma chamada de uma moça que avisa que sua casa foi invadida. Com muita calma, Jordan tenta auxiliá-la por telefone, até o polícia chegar, mas por um erro banal da operadora, o invasor encontra a moça e a sequestra, levando a um fim trágico. Seis meses depois do incidente, Jordan não consegue mais controlar sua ansiedade, o que a leva apenas a treinar novos aspirantes para trabalhar como operadores do 911. Enquanto mostra como funciona o serviço a seus novos alunos, Jordan acompanha uma nova chamada que lembra muito aquela antiga, que a tirou do serviço. Porém, a operadora que recebe a chamada entra em pânico e Jordan precisa lidar mais um vez com um sequestro. Dessa vez, ela precisa ajudar a jovem Casey (Abigail Breslin) a sair viva da situação de perigo, nem que ela mesma precise se arriscar.

O cenário está montado, um serial killer que sequestra o mesmo tipo de moças, uma heroína que precisa se redimir e uma vítima esperta, que precisa ficar atenta para não morrer, elementos que podem até ser clichês do gênero, mas quando bem utilizados conseguem construir um bom filme de suspense e ação. O problema de Chamada de Emergência é que ele se deixa levar pelo óbvio e se perde no meio do caminho.

O principal ponto para existir um bom filme de suspense, principalmente com uma trama batida, é existir um excelente vilão, um serial killer que convença como tal e que tenha um histórico sombrio, um motivo forte e muito carisma (lembrem-se de Hannibal, Dexter e tantos outros). Bom, Michael Foster (interpretado por Michael Eklund) não chega perto disso. Extremamente caricato, é um serial killer que nem merece o título, por conta dos erros básicos que comete no filme.

Mas a culpa não é do personagem, mas do roteiro, que é preguiçoso, resolve os conflitos com muita facilidade e irrita o espectador, quase um atentado à inteligência. Por exemplo, como quando a polícia entra em uma casa, que provavelmente é cenário de um crime, dá uma olhadinha, conclui que não há nada ali, e vai embora. Nenhuma polícia é tão incompetente.

O mais triste é que Chamada de Emergência começa muito bem. Sua sequência inicial nos faz acreditar que será um grande filme, montando com muita competência uma situação de suspense, com um desfecho interessante, nos levando a crer que, dali para a frente, o filme apenas crescerá. A partir de então a produção caí em erros e armadilhas comuns do gênero, que o transformam em mais um filme medíocre de suspense, que servirá no futuro para distrair famílias no fim da noite, em alguma reprise num canal de televisão.

Insisto em ser cruel com esse filme, porque acredito que a culpa não seja de Anderson, que já provou inúmeras vezes ser um grande diretor (O Operário é uma obra prima). Com certeza, ele deve ter sido tolhido por alguém mais importante dentro da produção, levando-o a realizar um filme mediano, com um fim ridículo, que pode ou não levar a uma continuação, de acordo com seu retorno financeiro na bilheteria. Mas é melhor torcer para que não continue.

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