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G.I. Joe: Retaliação

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G.I. Joe: Retaliação

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G.I. Joe: Retaliação

Boas ideias, às vezes, demoram um pouco a tomar forma e, muitas vezes, surgem de más ideias. G.I. Joe: Retaliação (G.I. Joe: Retaliation, EUA, 2013) é um caso de má ideia que podia ter sido ignorada, esquecida, mas que ganhou novos contornos e retornou como uma nova proposta e como uma ideia muito melhor. Mais do que isso, é um esforço em transformar um fiasco pregresso em algo mais apresentável para os fãs da franquia de action figures que fez a alegria de muitas crianças nos anos 80 — sim, isso me inclui!

O primeiro filme, G.I. Joe: A Origem de Cobra, tinha os elementos para ser (pelo menos) divertido, mas falhou miseravelmente, por esquecer da essência por trás desses elementos e por inventar uma história insossa baseada em nanotecnologia — uma premissa que anda meio batida em histórias de ação/ficção científica, e que normalmente é utilizada das piores formas possíveis. Isso sem mencionar o fato de que alguns personagens foram usados de forma um tanto quanto duvidosa — coitada da Baronesa, sofreu, e olha que a Sienna Miller é uma linda foda!

G.I. Joe: Retaliação luta para acertar seus problemas, ao invés de ignorá-los (como muitas franquias fazem), e consegue sobressair justamente por tentar ser algo diferente dentro de um universo pré-estabelecido. Não é um filme perfeito, mas é UM FILME DOS G.I. JOE, e putaquepariu como isso é bom!

O enredo se aproveita mais de elementos dos quadrinhos, especialmente a linha produzida pela Marvel na década de 80 (G.I. Joe: A Real American Hero), e prossegue com os acontecimentos iniciados em A Origem de Cobra.

Zartan (Arnold Vosloo) continua disfarçado como o Presidente dos Estados Unidos (Jonathan Pryce) e comanda todo o país. Com o objetivo de restaurar o poder bélico da Organização Cobra, o falso presidente manipula eventos que levam os G.I. Joe para uma armadilha, e poucos deles saem vivos. Sedentos por retaliação, o pequeno grupo de soldados sobreviventes, liderados por Roadblock (Dwayne “The Rock” Johnson), busca ajuda do verdadeiro Joe, o General Joe Colton (Bruce Willis), para impedir que os planos destrutivos da Organização Cobra sejam concluídos.

A inclusão de Dwayne Johnson e Bruce Willis é a grande sacada do filme. O jeitão brutamontes simpático de Johnson desperta empatia fácil por seu personagem, faz você torcer por ele e querer ser liderado por ele numa missão. Já Willis, bem, é o Bruce Willis, O CARA, e só precisa aparecer alguns poucos minutos (e ele aparece mais que isso) pra botar ordem na casa — e que casa!

Duke (Channing Tatum), Snake Eyes (Ray Park) e Storm Shadow (Byung-hun Lee) estão de volta, reprisando seus papéis do primeiro filme. Os personagens Snake Eyes e Storm Shadow, inclusive, recebem um tratamento todo especial nesse filme — justo, já que sempre foram personagens adorados pelos fãs da franquia, afinal, quem não gosta de ninjas! O relacionamento conturbado entre esses dois ninjas é melhor desenvolvido aqui, e eles ganham um arco narrativo só deles durante boa parte da trama. A ninja Jinx (Elodie Yung), prima de Storm Shadow, entra em cena para lidar com essa disputa — numa versão mais próxima a do desenho G.I. Joe: Renegades. O desfecho da história de Storm Shadow, e sua relação com Zartan, é uma das adições mais legais à franquia cinematográfica, inspirado em aspectos interessantes do personagem nos quadrinhos — Storm Shadow sempre foi um dos meus personagens preferidos dos Comandos em Ação, e muito disso se devia a história dele!

Já entre os novos personagens, além de Roadblock, Joe Colton e Jinx, estão Lady Jaye (Adrianne Palicki), Flint (D.J. Cotrona), Blind Master (RZA) e Firefly (Ray Stevenson). Adrianne Palicki, aliás, assume maravilhosamente bem o papel de mulher fodona com sua Lady Jaye — eu gosto pra caramba da Rachel Nichols, e adoro a Scarlett como personagem, mas ela foi tão mal aproveitada em A Origem de Cobra que tornou a Palicki ainda MAIS FODA como Lady Jaye!

No mais, não se preocupe com roteiro, consistências, ou verossimilhanças, preocupe-se com ação, porradaria e explosões. Isso o filme faz muito bem, ação espetacular e furiosa, com coreografias e enquadramentos de câmera eficientes para o que o filme se propõe.

Aqui, o diretor Jon Chu e a Hasbro (empresa que produz os brinquedos da franquia) decidiram abordar os personagens e a história de forma diferente — e faz uma puta diferença mesmo! G.I. Joe: Retaliação é mais severo, mais ágil e mais emocionante que seu antecessor. Não é mais inteligente, ou coerente, mas se prende a proposta de ser um filme de ação e porradaria e explosões e veículos e URRA! e você entendeu! Sim, eu sei, ainda é um filme feito pra vender brinquedos, mas, quem se importa! Transformers também é feito pra vender brinquedos, e também é da Hasbro, e também é divertido!

Mais importante do que tudo isso, G.I. Joe: Retaliação é feito para os fãs dos G.I. Joe, desde aqueles que tinham os brinquedos até os que curtiam o desenho animado ou liam os quadrinhos. Finalmente, temos o Comandante Cobra em toda sua epicidade comandando (eu sei, redundância) a vilania toda, primeiro mostrado apenas com os olhos de fora (simulando sua versão com máscara de pano) e depois com sua máscara espelhada (sua icônica versão com máscara de batalha). Temos até o helicóptero do Comandante Cobra, e montes de outros veículos. Sim, veículos! Um desfile deles, legais pra caramba, pra gente ficar apontando e lembrando alegremente dos nossos tanques e aviões e lanchas de brinquedo! Comandos em Ação feelings forever! HELL YEAH!

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