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A Busca

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Apresentado no Festival de Sundance em dezembro do ano passado como A Cadeira do Pai, o filme concorreu na categoria Drama Internacional, o que exigiu que o diretor Luciano Moura finalizasse seu filme e enviasse ao Festival sem que nem ele mesmo visse o resultado. A emoção do diretor foi enorme ao assistir o produto final, além da excelente recepção que o filme teve em Sundance, mesmo sem sair premiado. O prêmio veio em forma de convites e um projeto em Hollywood, que o diretor está finalizando.

Por fim, A Cadeira do Pai tornou-se A Busca (Brasil, 2013), um título que mais adequado ao que o longa propõe, cuja trama usa a busca do pai pelo filho fugitivo como uma forma de expressar a busca interna desse mesmo pai para enxergar além de sua realidade cotidiana.

A cena de abertura intrigante, que nos leva a crer que será um filme duro e crú, também resume toda a trama, ao mostrar o exato ponto de ruptura do personagem principal, o médico Theo (Wagner Moura), que chega ao limite do desespero em busca de seu filho.

Voltando ao começo de tudo, Theo estava em processo de separação de sua esposa, Branca (Mariana Lima). Era um homem dominador e controlador, que decidiu enviar seu filho de 15 anos para fazer intercâmbio na Nova Zelândia, independente da escolha do garoto. O filho, Pedro (Brás Antunes, filho do cantor Arnaldo Antunes), vive em um mundo isolado dos pais, que estão mais preocupados com seus dramas. Um dia, Pedro avisa que vai passar o fim de semana com um amigo, mas não volta. Ao descobrirem que Pedro não viajou com um amigo, Theo e Branca tentam descobrir o que aconteceu com ele, o que os leva a descobrir que o filho adotou um cavalo e foi embora. Sem saber o que fazer, Theo recebe um telefonema de alguém que encontrou o celular de Pedro. Branca volta pra casa, para o caso de Pedro retornar, e Theo parte na viagem de sua vida. Ele atravessa três estados, onde conhece pessoas que o ajudam a encontrar o caminho até seu filho, e para dentro de si mesmo.

Theo é um homem prático completamente dedicado ao trabalho, que apenas vê as coisas do seu jeito. Branca é uma mulher meio sem rumo, que ainda gosta do marido mas não quer mais viver sob seu domínio. Pedro é o filho, que tenta viver da forma que ele quer, mas o pai vive impondo-lhe suas vontades. Quando Pedro foge, em um cavalo e em busca do avô, que o envia uma cadeira, é que Theo percebe quem realmente seu filho é, através das pessoas que encontram o menino pelo caminho. Mas é a si mesmo que Theo encontra.

Contado como uma fábula, A Busca é um filme que parece áspero, sobre relacionamentos humanos confusos, mas que vai se desdobrando, assim como o caminho de Theo. É um drama, mas não é fechado apenas no sentido puro do drama. Ele se ameniza conforme a visão de Theo muda sobre o mundo. Como um grande road movie, se apresenta melancólico, mas, na verdade, fala sobre felicidade. É um filme que conquista por sua honestidade, por tratar de um assunto tão próximo a todos, exatamente por mostrar uma família comum, que precisa de uma ruptura bruta para perceber que devem mudar tudo de dentro para fora.

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